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Cá em casa comemos pouca carne vermelha. Mas uma coisa de que gostamos é de um hamburger bem feito, saboroso, com pouca gordura, num pãozinho macio, com alface e tomate e às vezes alguma cebola caramelizada. Sem esquecer o ketchup, claro!
Por causa deste prazer, já experimentei várias marcas de hamburgers congelados, em busca de um que fosse saboroso e simultaneamente mais saudável. A maioria das marcas, confirmando as expectativas, desiludiu. A maioria encolhe. A maioria enche a sertã de gordura. Os melhores que experimentámos foram os biológicos. Mas esses ficam muito caros e falta-lhes qualquer coisa, em termos de sabor.
Há uns tempos o Jamie Oliver fez um programa dedicado ao Elvis, com um imitador do artista, muito famoso em Inglaterra (o imitador, quero dizer). E fez, dizia ele, um hamburger de que o Elvis gostava muito – chamou-lhe mesmo Elvis’ Burger. Eu achei a receita muito interessante e fiquei com ela no fundinho da memória. Há umas semanas atrás fui à caça dela pela net, decidida a fazer eu os meus hamburgers, saudáveis e saborosos (pronto, eu sei, saudáveis é relativo, afinal é sempre carne vermelha…). A receita está no site do Jamie Oliver, aqui. Eu fiz-lhe algumas alterações, não muito grandes. Segue a receita, com as minhas alterações:
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Hamburger do Elvis
Ingredientes:
- 900g carne picada (eu usei vaca, mas acho que se pode variar)
- 1 cebola vermelha, finamente picada
- azeite
- 1/2 colher de sopa de sementes de cominhos
- 1 colher de sopa de sementes de coentros
- 1 pitada de sal
- 1 colher de sopa de pimenta preta (eu não usei)
- 1 mão cheia de parmesão ralado
- 1 colher de sopa de mostarda de Dijon (não tinha em casa, usei mostarda normal, mas acredito que faça diferença)
- 1 ovo grande
- 120g pão esfarelado (eu não tinha, usei pão ralado)
- óleo para fritar (os meus levaram só uma colher de sopa, foram meios fritos meios grelhados)
Numa sertã, frite a cebola, finamente picada, no azeite, em lume brando, durante 5 minutos – o objectivo é deixá-la mole, mas não dourada (para dar um toque adocicado ao hamburger). Junte a cebola à carne. Num pilão, moa as sementes, o sal e a pimenta (seguindo uma dica anterior do Jamie Oliver, aqueci primeiro as sementes de coentros e cominhos numa sertã limpa – isto aviva-lhes o sabor). Junte as especiarias à carne. Adicione o parmesão, a mostarda, o ovo e metade do pão e misture tudo muito bem. Se estiver demasiado pegajosa, junte mais pão. Numa superfície coberta com papel vegetal e polvilhada com parte do pão restante, dê forma aos hamburgers – o Oliver diz que esta receita dá para 6; eu fiz 6 e ficaram gigantescos, dá à vontade para, pelo menos, 9 hamburgers. Polvilhe-os com o restante pão e leve ao frigorífico pelo menos uma hora antes de os cozinhar. Eu cozinhei dois e congelei os restantes.
Em vez de os fritar, como disse, fiz um misto. Servi em pão de hamburger, com muita alface, tomate e um ketchup especial, que é assim quase um molho de barbecue: numa taça misture 4 colheres de sopa de ketchup com 3 colheres de chá de molho inglês e uma colher de chá de vinagre. Mexa bem e use como ketchup!
Não tenho fotografia porque ficaram todas muito más – escuras e feias. Não tinha, que agora já tenho!
Mas a receita é deliciosa e já a adoptei como receita oficial – não compro mais hamburgers congelados! As especiarias dão um sabor muito bom à carne. Acredito que no churrasco devam ficar ainda mais saborosos
(já agora, não há nenhuma alma caridosa que tenha visto o programa do Jamie Oliver em que ele fez uma refeição indiana, vegetariana, para uma banda? É que eu não tirei a receita dos onion bahji e fiquei cheia de pena… E não a encontro em lado nenhum!)




Ah rapariga, há lá coisa melhor que carne vermelha?!!?!?
Têm mto bom aspecto esses hamburgueres, teria de lhes tirar os coentros porque odeio mesmo, mas de resto, parecem fantásticos!
De facto, não há nada como o hamburguer caseiro, pelo sabor e pelo facto de sabermos com que tipo de carne e ingredientes é feito (tenho imensa renitência em comer carnes moídas sem ser em casa). Por acaso vi esse programa do Jamie Oliver, mas o da comida vegetariana não vi. Disseram-me que na SIC Mulher têm repetido os programas (eu já não tenho TVcabo, por isso…). Mas a receita dos onion bahji tem mesmo que ser do Jamie Oliver?
bjs
Fantasma: as sementes de coentros têm um sabor muito diferente dos coentros frescos! Desses eu também não gosto, já destas… Não as dispenso nos pratos indianos e quando faço carnes vermelhas também uso muitas vezes
Pipoka: Eu sei que na SIC Mulher têm repetido, tenho andado uma verdadeira stalker do Oliver, a ver se apanho o programa outra vez
Infelizmente ainda nada. E não, não tem de ser a receita dele – eu é que achei que a dele, como sempre, tinha um óptimo aspecto! Mas se tiveres para aí uma que seja boa eu fico agradecida na mesma
Eu tento não comprar coisas já feitas com carne picada e se usar carne picada ou pico em casa ou peço para picarem na hora. Esta receita de hamburgueres parece-me muito bem, teria de tirar os cominhos ou pôr menos porque o +1 não vai muito à bola com eles, mas de resto acho que ainda experimento.
Ana: as sementes de cominhos são melhores para isto que os cominhos em pó e não deixam a carne com aquele sabor a rojão
Experimenta, ele nem vai notar! É que também é quase 1kg de carne
Que maravilha! Acho essa receita de hamburguer bem mais interessante do ke a minha! Eu vou Copiar!!!!
Bjnhos e bom fim de semana!!!
Não tenho a receita de onion bahji de Jamie Oliver. Tenho outra que mete farinha de arroz e farinha de grão de bico e tudo – mas que se pode trocar por farinha normal, creio. Também serve, ou é complicado?
Acho que assisti a esse programa, mas não lembro da receita. No entanto pode ser que você ache no you tube, não?
Bjs!
Cadê a foto dos hamburgueres…. não abre para mim….
De qualquer forma, prefiro sim fazê-los em casa, já anotei a sua receita, para a próxima vez que fizer, vou tentar a sua!
Beijinhos,
Oi, te vi na lista do amigo secreto de blogs de comida e passei pra conhecer seu blog.
Voltarei sempre, beijinhos.
Daninha
http://cinebistrot.blogspot.com/
Witchie, eu amo fazer hamburgueres caseiros, com carne moída magra e de boa qualidade. Eu vi este programa e também adorei.
bjs
Humm que delícia!! Os hamburguers que são feitos em casa são muito mais saborosos! Olha eu gravo os programas do Jamie em dvs, vou procurar esse episódio depois entro em contato contigo.
Parece-me uma excelente receita… Mas eu, como fã do Jamie Oliver sou muito suspeita.
Quanto aos onion Bajhi, veja se isto ajuda. Não são os do Jamie Oliver, mas os da minha “avó” Goesa:
http://paracozinhar.blogspot.com/2007/05/bojs.html
Tambémj á vi várias vezes esse episódio e fiquei com os “olhos” no hamburguer!
A receita parece-me mto boa, assim como a salada (tão simples mas com aspecto delicioso) que ele sugere para acompanhar. Qualquer dia passo aí em tua casa para provar, é que se calhar o Chef Haruki é bem capaz de sentir o cheirinho daqui! 
Bjokas
Olá!
Obrigada pelo teu comentário simpático!
Isto aqui é MESMO de abrir o apetite…
UHM…
Bjus***
Sabe que eu tenho vontade de fazer hamburgues, mas nunca me arrisquei. Vou usar a receita do elvis qdo for fazer
Vou te add, ok? BEijO!
Chequei aqui pelo seu comentario ao cacau quente. Adorei o blog, a sua receita de hamburgues tem um optimo aspecto, vou experimentar, qvá visitar-me.
um beijo
Natural Naturalmente – Márcia
http://medicinasnaturais.blogspot.com/
http://comernaturalmente.blogspot.com/
Vim deixar a beijoca repenicadissima e um abraço apertadoco… Desculpem…Quando chegar aviso!
Oie… você já achou a receita de onion bahji? Fiquei curiosa! Este hamburguer aguçou nossa imaginação, vou imprimir para fazer, bjs!
[...] Moussaka da Fer, à qual volto recorrentemente e que nunca me deixa desiludida, e ainda no post do Hamburger do Elvis, que continua a deliciar-nos! Vão lá ver e digam se não estão com um ar [...]
Obrigado pela visita e pelo comentário! Ainda não conhecia este cantinho e adorei! Vou adicionar o link
Beijitos
Essa coisa de andar atrás do “Oliver” é muito estranha…
Andar atrás de um fulano que se intitula chefe mas cuja ignorância sobr “cozinhas” é gritante, só por desespero…
A receita de “onion bahji” dele, ainda que interessante, é um desastre, pois de “onion bahji” só tem a cebola, os coentros
e a farinha de grão (GARAM Flour- coincidência? – GARAM/GRÃO- Não!).
Um desastre de originalidade, só comparável aos “bolinhos/pastéis de bacalhau” – uma receita típica BRASILEIRA, que ele, como não sabia onde encontrar bacalhau seco, fez com arenque fresco, cozido em leite.
Para lém de efectuar a mistura ao contrário da regra, os ingredientes na batata esmagada colocou a batata nos restantes ingerdientes – ou seja, esmagou-os todos, depois colocou malaguetas frescas picadas (!!!), por fim, – porque ELE achou que ficavam bem, decidiu acrescentar ovos (como se até não fizessem parte da receita original…), e… cebola que é fundamental na receita… NADA (!!!), depois, enrolou-os à mão, porque segundo elel acha, é assim que se faz no Brasil (!!!), passou por… FARINHA (!!!) e fritou-os.
Ah… só p’ra esclarecer, o prato principal desse dia, era feijoada brasileira, cujos ingredientes ele comprou numa mercearia… PORTUGUESA (lembram-se do bacalhau que ele não sabia onde encontrar… pois)… só que em Londres, nem é preciso procurar lojas portuguesas pois qualquer charcutaria vende bacalhau seco, até no Selfridge’s.
Só um pequeno pormenor… sendo o bacalhau um peixe do
Atlântico Norte, ele nem se questionou por que carga de água
a cozinha brasileira teria uma receita de bacalhau?
IGNORÂNCIA DIXIT.
Só mais uma pedra no charco… as traduções e legendagens
do programa, são uma absoluta miséria… “Cherry Vinegar” ou
Vinagre de Xerez (um vinho generoso espanhol picado no vinho do Porto) traduzido por “Vinagre de Cereja”
M.
Eu vejo o programa do Oliver porque gosto, leio os livros – no original – porque gosto e não podia estar a marimbar-me mais para o facto de ele saber muito ou pouco. A inteligência tem de estar também em quem recebe a mensagem, para que a saiba filtrar e tirar dela apenas o que interessa. Acho-o interessante, com uma visão fresca das coisas e muito menos arrogante que os chefs dignos do nome. Gosto da forma como escreve, acho graça à confusão que arma na cozinha e não me chateia absolutamente nada que as versões dele não sejam iguais às originais – porque as originais já foram feitas, milhares de vezes. E de ver essas já andamos todos fartos.
Quando aos bolinhos de bacalhau, se calhar até teve um resultado interessante, com estas inovações todas. Chateia-me o erro relativamente ao país, mas enfim, já os ouvi tantos e de tantos lados que sinceramente aprendi a deixar passar.
Quanto às legendas já nem as leio – nem essas nem as de nenhum programa da televisão portuguesa. E é o único ponto em que concordo consigo nesta conversa.