“Macarrão” de improviso
Dezembro 4, 2007 por Mariana

Nesta semana e na última muitos são e foram os jantares em que não tive companhia. Ir de férias “fora de época” tem destes inconvenientes e o marido acaba por ter de ficar a trabalhar até tarde, deixando-me com a tarefa de cozinhar só para mim.
E houve um desses dias em que, saiba-se lá porquê, me apeteceu desesperadamente um macarrão, daqueles dos filmes, em que a pasta fica vermelha, impregnada de molho, um molho de tomate delicioso e perfumado. Confesso que me faz um pouco de confusão comer pasta só com molho de tomate. Parece-me uma refeição pouco equilibrada e apesar de me saber muito bem (pasta, molho de tomate e ervas), normalmente invento sempre mais qualquer coisa para lhe juntar.
Desta vez apeteciam-me sabores simples, porque o que eu queria mesmo era a pasta e o molho. Na cozinha, dei algumas voltas antes de me decidir. E comecei sem saber muito bem onde acabar - cada passo foi um improviso. Pensei no sabor da cebola caramelizada misturado com o tomate - e pareceu-me bem. Numa frigideira, com azeite, dourei bem uma cebola grande, às rodelas. Pelo meio entrou um pedaço de bacon que andava pelo frigorífico (bom bacon, o da Minho Fumeiro), aos cubos. Dourados estes, juntei-lhes uns cogumelos cortados em pedaços médios. Por cima, o desejado molho de tomate. Não havia do caseiro, por isso foi do de frasco. Mas não um qualquer! Tenho de dizer que já experimentei muitos molhos de tomate de frasco. E fora aqueles caríssimos, que se encontram nas lojas gourmet e que não são para todos os dias das bolsas normais, sabiam-me todos ao mesmo e não me agradavam especialmente. Até ter provado os da marca Saclà - estes sim, são molhos bons, tão bons ou melhores que alguns caseiros. Agora só uso estes. Sobretudo o de tomate e manjericão - é perfeito, com tomates-cereja inteiros, dentro do frasco. E foi deste que saltou para a frigideira - era só para mim, umas 3 ou 4 colheres de sopa bem cheias chegaram. Para finalizar, uns cubos de mozzarella, que derreteram e se envolveram no molho. Tudo isto envolveu um spaghetti daquele mais grossinho e foi salpicado de orégãos, no prato.
Comi deliciada, e só não lambi os dedos porque não tinham molho
.
(na foto, além do macarrão, está a prenda de Natal que me dei: o livro Creole, da chef Babette de Rozières, que é uma delícia para os olhos!)


E não é que ficou mesmo como nos filmes…?!
Também gosto muito dos produtos da Saclà, especialmente do tomate seco em azeite e do molho pesto.
Beijinhos.
Eu não costumo comprar molhos já feitos, mas se tu e Elvira aprovam esses é porque são mesmo bons. Vou comprar o de pesto, pois dá sempre jeito ter em casa. Obrigada pela dica!
bjs
E ficou com muito bom aspecto!
Que bela massa! Adoro uma pasta, assim pra mim está ótima!!!
Beijinhos,
Ficou tal qual!
Que fominha que me deu agora.
Beijocas
Onde se encontram os produtos da Saclà?
Lindoca, essa eh a melhor comida do mundo pra mim!! :-))
beijo grande pra voce,
Humm…agora nos que ficamos com vontade…:]
Macarrão com molhinho vermelho..é tudo de bom!!
Beijinhos pra vc, tá?!!
o macarrão ficou lindo, lindo, lindo…. e eu fiquei cheia de fome…
não conheço esses molhos de que falas, tenho que ficar mais antenta quando for ás compras.
Nassa é maravilhosa nesta altura do ano e concordo com os molhos da sacla. Tb gosto muito dos frascos deles de tomate seco ao sol.
Ahem,desculpa ser chata mas isso é esparguete, não é macarrão! pronto, pode ser spaghetti or spaghettoni ou talharim que emagreceu, mas macarrão ahem, não … Macarrão não é só os tubinhos curtinhos e de grossura média?
Elvira: o pesto e os tomates secos ainda não provei. O primeiro prefiro fazê-lo em casa, a minha versão batoteira com pouco ou mesmo sem queijo. Os outros tinha medo que fossem muito “encharcados”, mas se tu dizes que são bons então vou provar!
Pipoka: são muito bons! Nem sempre são fáceis de encontrar, pelo menos aqui pelo Norte, mas valem a pena!
Fantasma: Aposto que deste molho de tomate até tu gostavas!
Laurinha: Estava tão boa que o marido quando viu a foto disse que devia ter vindo jantar a casa nesse dia!
Marizé: Ficou mesmo! E só de repensar nele já estou com fome também!
Joana: Eu costumo comprar nos hipermercados, sobretudo no Continente, nos outros normalmente não há. Mas também já comprei no supermercado do El Corte Ingles e no Pingo Doce. É só uma questão de procurar na zona dos molhos para massas
Fer: Para mim também!
Vinni: É só fazer também! Fácil, fácil!
Risonha: Como eu disse à Joana, procura sobretudo no Continente. Valem a pena!
T: Tens razão, não é macarrão. Macarrão é o curtinho, redondinho, canelado. Mas há uma certa tendência para chamar macarronada a pasta e molho… Mas tens razão!
Ok, fico contente por o esparguete lá se impor tadinho, merece respeito, das poucas palavras portuguesas mesmo. Macarronada, para ser sincera não costumo ouvir como expressão, talvez só de brasileiros e normalmente penso sempre que é macarrão mesmo. Por estes lados ouço sempre é “massa”, olha fico avisada. Mas *sniff* parece-me mal, macarrão é só um…
Eu não gosto mesmo é de tomate-tomate, o dito cujo, cru. Em molho, varia, quando não são muito fortes não me faz diferença, não se comem refogados sem molho de tomate por exemplo. Mas para não achares que eu é que sou super esquisita, o meu sogro é que não toca em nada que tenha levado qualquer tipo de tomate, pizza, refogados, nada. Se tem tomate, ele não come. O mesmo com cebola

Olha doce de tomate, é bem bom!!
Essa descrição que você fez de cada detalhe do preparo encheu minha boca de água, fiquei até com fome!
Quanto ao macarrão, aqui no Brasil macarrão é sinônimo de pasta, principalmente quando se quiser dizer que pode ser qualquer corte, pelo menos onde moro.
Improvisos é comigo - e costumam ser de massa - como teus!
E que belo aspecto que esta “improvizassão” tinha!
Ficamos à espera de resultados do livrinho.
Bj