O Zé fez anos no Domingo e houve almoço de família cá em casa. Para além de um assado (seja do que for, é o prato preferido dele) de barriga de porco com bacon, temperado com alecrim e acompanhado de batatinhas e legumes crocantes, decidi que não faria bolo. Era um aniversário menos convencional, mas nestas situações o bolo acaba por ser mais uma obrigação da tradição do que um prazer. O Zé não gosta de bolos. Eu também não morro de amores (a menos que seja um excelente bolo de chocolate). A família come uma fatia e sobra meio bolo. E depois?
Como tal, e com a concordância do aniversariante (para quem a sobremesa é mais uma obrigação), resolvi fazer uma galette e servi-la com gelado (este sim, o doce favorito do Zé). Ao contrário da tarte, a galette é mais leve, por ter menos recheio, e portanto pareceu-me ideal para o fim de um almoço de assado.
Não segui nenhuma receita. Li muitas, vi muitas fotografias, mas decidi ir de improviso. Só a receita da pâte brisée é que foi seguida muito atentamente, já que eu queria uma crosta perfeita. Escolhi a receita da Elise, por ter a certeza que daria certo.
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Galette de nectarina e pistachio
Ingredientes
- 110g manteiga
- 1 e 1/4 medida de farinha
- 1/2 colher chá sal
- 1 e 1/2 colher chá açúcar
- 2 a 4 colheres sopa água muito fria
- 3 nectarinas
- açúcar demerara
- uma mão cheia de pistachios
No processador (a famosa 1-2-3) pulsei a farinha, o açúcar e o sal, para ficarem bem misturados. Juntei a manteiga muito fria, cortada em cubinhos (quanto mais gelada melhor – a Elise até aconselha a que se ponha uns minutos no congelador, depois de cortada em cubos) e pulsei umas quantas vezes, até a mistura ficar com ar de migalhas grandes. Juntei a água, uma colher de cada vez e pulsando nos intervalos. Eu acabei por ter de usar as quatro colheres de água, mas o ideal é parar no mínimo – determinado juntando dois bocadinhos de massa: se “colarem”, não é preciso mais água. Passei a massa, toda em pedacinhos, para uma superfície e, com o mínimo de manuseamento possível, transformei-a num disco pequeno e alto, que foi para o frigorífico, por pelo menos duas horas, envolto em película aderente.
A pâte brisée não deve ser muito trabalhada, para que se esfarele ao comer. Caso contrário ficará muito dura.
Na altura em que íamos começar a almoçar, tirei a massa do frigorífico e deixei-a à temperatura ambiente uns 10 minutos. Comecei, depois, a abri-la, numa superfície enfarinhada (ela tende a colar bastante), com o rolo. A massa deu-me bastante trabalho e muita luta. Não foi fácil abri-la o suficiente. Talvez devesse ter ficado mais tempo à temperatura ambiente, não tenho a certeza.
Quando o diâmetro me satisfez (bordos irregulares e tudo; numa galette não é muito importante), transferi-a cuidadosamente para um tabuleiro anti-aderente. Dispus as nectarinas, previamente cortadas em fatias finas, em círculo, salpiquei os pistachios e polvilhei tudo com umas duas colheres de sopa de açúcar demerara. Fechei os bordos da galette e levei a forno médio (150ºC) durante uns 40 minutos (ou até as bordas estarem douradas). Servi quente, acompanhada de uma bola de gelado de baunilha.
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A galette pode levar os recheios que quiserem. Pode ser doce ou salgada. Pode ser servida quente ou fria – e neste caso, deixem-na arrefecer sobre uma grade, para que a massa do fundo não fique mole. É fácil, muito agradável e nada pesada. Foi um final perfeito para este almoço.
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Prometo que, por uns tempos, esta será a última receita com pistachios. Neste momento acabaram-se cá em casa e vou passar uns tempos longe deles, para que o amor não se esgote. Em tudo é preciso moderação, não é? A programação normal retoma, portanto, já a seguir







Lombo com alecrim, sobremesa com pistachos, isso é que tem sido uma paixão por esses dois ingredientes hein?
A galette está deliciosamente tentadora…
Beijinhos
Mariana,
Esta ideia é excelente! Eu sei que foi feito a pensar numa pessoa que não aprecia doces, mas olha que é também ideal para quem anda em guerra constante com a balança. Pouco calórico, fácil de fazer e de encher o olho.
bjs
Apesar de a massa ter dado trabalho, amei o resultado – a galette ficou lindíssima!
Trocando as nectarinas por outra coisa, que não sou fã, isso deve ficar mesmo bom.
Parece-me que foi um excelente almoço
E parabéns atrasados ao Zé
Sempre faço Galette salgada, assim com frutas me pareceu ficar ótimo acompanhado por sorvete.
Bjs!
Mariana, ficou linda, linda, linda!!
Ontem, estava preparada para fazer uma torta de damasco.
Fui ao supermercado comprar uns ingredientes, voltei, preparei tudo, qdo vi que tinha esquecido os ovos! Ficou pra outro dia.
Mas estava querendo comer uma torta de fruta exatamente como essa sua. Pode continuar com o festival pistacho, pois estou gostando.
beijoooo,
mas que coisa maravilhosa é esta?
que receita fantástica!!!
Que linda que ficou, Mariana! Adoro a forma das galettes e com fruta ficam uma maravilha. Também andei numa fase de pistachios, para além do sabor têm uma cor linda de morrer.
Bj grande
Mari ficou lindamente tentadora sua gellete…tenhpo q fazer nunca preparei aqui…e a sua irá me atormentar por um bom tempo!!! bjs
Se todo o caos no mundo fosse que nem o seu, estaríamos bem demais. Receitas muito boas ( adorei a de pistaches e alecrins) e as fotos estão um espetáculo !
Ah! Que torta !
[...] sem muita exactidão. Esta foi a que eu fiz e resultou muito bem. Gostei mais desta galette do que desta e acho que para o ano a farei [...]