Olá, bem vindos ao Caos na Cozinha. Visto que a chefe máxima se encontra perdida lá por terras do tio Sam, resolvi aproveitar para dar o golpe e raptar o blog por algumas receitas.
Agora que o Outono está a chegar, chegam com ele as novas cores da estação, e o roxo parece marcar presença em todas as lojas de roupa. Talvez tenha sido isso que me tenha influenciado a comprar, na última ronda semanal pelo supermercado, uma beringela.
Nunca fui fã de beringelas: a consistência, o sabor… há ali qualquer coisa que nunca me atraiu, mas naquele dia, por qualquer razão, veio-me à ideia fazer beringela recheada para o jantar.
E assim foi: cortei a beringela em metades, e com muito cuidado, fui retirando a polpa até ficar apenas cerca de meio centímetro de espessura junto da casca. Um bocadinho de sumo de limão para o interior não ficar negro, e reservei, enquanto fazia o recheio.
Num tacho juntei azeite, cebola, muito alho, um tomate muito maduro, cenoura aos cubos e juntei a beringela, cortada aos pedaços. Adicionei um pouco de vinho branco e sal, e deixei refogar, enquanto punha a soja granulada de molho e cortava aos cubos a courgette.
Assim que a beringela ficou mole, juntei a soja escorrida, um pouco de molho de soja e os já habituais cominhos. Uns minutos ao lume, e finalmente a minha parte favorita – a prova. Infelizmente, foi aqui que começou o desastre. O gosto da beringela, forte de mais, sobrepunha-se aos restantes, e tornava o recheio intragável para o meu paladar. Foi assim necessário juntar muito molho de soja e cominhos até desaparecer quase todo o sabor da beringela. Um desperdício, poderão dizer alguns, mas algo que para mim parecia ser a única solução.
Resolvida a crise imediata, juntei ao recheio a courgette cortada aos cubos e, no final, os cogumelos frescos e o milho doce. Recheei com este preparado as metades da beringela, e terminei com requeijão, antes de levar ao forno por meia hora.
No prato, as metades da beringela recheada, com uma bela salada de canónigos, tomate caseiro e tirinhas de tomate seco, estavam lindas. Já na boca, mais uma vez o gosto da beringela era forte demais, tendo acabado por comer só o recheio e deixado a beringela intacta no prato.
De qualquer forma, mesmo sendo esta uma experiência falhada, gostei da apresentação, e irei de certeza repetir o prato – desde que a beringela seja usada apenas para decoração.





Syrin, uma dica, quando faço beringela recheada não escavo a beringela crua. Corto a beringela em metades horizontalmente, levo ao forno a assar assim cerca de meia hora e escavo essa polpa já cozida que dá para escavar mesmo mesmo fino – preparo o recheio e levo outra vez ao forno para gratinar/apurar. A beringela, na minha opinião é um vegetal que quanto mais lume apanhar melhor fica! O recheio que faço é bastante diferente, soja granulada nem pensar
mas se gostaste do recheio só precisas mesmo de alterar o método!
sugestão: faz a receita da pentax
não sabe nada a beringela, e se não comeres a casca (se usares a casca só para servir a comida), melhor