Há uma canção americana muito bonita e de que gosto muito. É daquelas que de vez em quando aparece na minha cabeça, vinda não sei muito bem de onde…
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Catch a falling star an’ put it in your pocket,
never let it fade away…
Catch a falling star an’ put it in your pocket,
save it for a rainy day…
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Lembrei-me dela enquanto editava as fotografias deste post, pensando em como esta era uma forma de apanhar o Verão que termina e de o guardar para dias de chuva. A ideia de abrir, em pleno Inverno, um frasco cheio de tomates secos vermelhos, guardados em azeite dourado e salpicados pelo verde das ervas faz-me sentir que tenho um frasco cheio de raios de sol guardado no frigorífico. E apesar de eu já ter vontade de dias frios em que o aconchego de uma chávena de chá é insubstituível, é bom saber que ele está ali.
Quando vi o cesto cheio de tomate-cereja que o senhor das favas tinha resolvi trazer um quilo deles, mesmo sabendo que já estavam demasiado maduros e que não os conseguiria comer todos a tempo. Sobretudo porque no saco já iam dois quilos de tomate coração de boi, igualmente maduros.
Rapidamente decidi que a melhor forma de os aproveitar era secá-los - não ao sol porque já não o havia que chegasse, mas no forno - e guardá-los depois em azeite para poder aproveitá-los durante mais tempo. A Martha Stewart deu-me uma ajuda com as suas dicas e eu lá fui para a cozinha (tenho de confessar que não gosto mesmo nada da Martha Stewart-pessoa, mas adoro o site dela; provavelmente porque é, concerteza, feito por centenas de pessoas competentes e nada por ela).

Liguei o forno a uma temperatura baixa (entre 100º e 120º). Forrei um tabuleiro com papel vegetal e comecei a longa e chatíssima tarefa de cortar os minúsculos tomatinhos, um por um, a meio. Eu devo dizer que a paciência não é, infelizmente, uma das virtudes com que eu fui abençoada. Mas a cozinha anda a ensinar-ma aos poucos: de cada vez que começo a bufar e a bater o pé a meio de uma tarefa como esta, respiro fundo e faço-me pensar em como será bom poder desfrutar do resultado final. Vai funcionando, desde que eu repita este processo de 10 em 10 segundos. Mas já são alguns progressos.
Como eu estava a dizer, fui dispondo os tomates, um a um, sobre o papel vegetal. Quando já estavam todos, salpiquei-os com sal, alho em pó e ervas picadas: usei orégãos e manjericão secos e alecrim fresco. Foram ao forno até estarem no ponto pretendido. Segundo a Martha Stewart, este processo pode demorar entre uma hora e meia e seis horas. Eu acho que os meus estiveram no forno perto de duas horas e meia, porque eu os queria bem sequinhos. Acho que é uma parte subjectiva da receita e que deve ser adaptada à vontade de cada freguês.

Depois de prontos, retirei o tabuleiro do forno e deixei-os arrefecer. Frios, comecei outra tarefa-desenvolvedora-de-paciência: fazer camadas de tomatinhos, um por um, dentro de um frasco de vidro esterilizado. Fazia duas camadas de tomate e uma de ervas (as mesmas), duas de tomate, uma de ervas, duas de tomate, uma de ervas, assim sempre até ao fim dos tomates. Por cima, azeite de boa qualidade até cobrir todos os tomates. Tapa-se o frasco e guarda-se no frigorífico. A Martha Stewart diz que assim duram até seis semanas, mas eu aposto que duram mais. O azeite é bom a conservar as coisas.
Eu usei apenas os tomates cereja porque os queria assim, pequeninos. Mas pode fazer-se com qualquer outro tomate, cortado em gomos ou em fatias (se forem muito grandes) e variando o tempo de forno. Podem fazer-se com outras ervas e podem guardar-se por uns dias no frigorífico, sem azeite, se for para usar logo. Com um quilo de tomates-cereja consegui um frasco de 250ml de tomate seco. Com a vantagem de poder, no fim dos tomates, usar o azeite, que estará deliciosamente aromatizado, para cozinhar. E prolongar, ainda mais, os raios de sol que amadureceram os tomates e as azeitonas e as ervas e que me aqueceram a pele nestes últimos dias de Verão.
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Para mais sugestões deliciosas sobre o que fazer aos últimos tomates do ano, passem os olhos aqui e deliciem-se com as fotografias e os textos da talentosa Suzana.
E eu prometo nunca mais fazer um post com tantas referências à Martha Stewart, pipoka!



Ainda no Sábado comi uma salada de tomates cereja assados. Fiquei mesmo a salivar quando vi as fotos e li o post e imediatamente me veio à memória esse sabor.
A minha visão e a minha memória (ambas muitíssimo selectivas) não registaram qualquer menção à tal sra americana, apenas ficou mais uma receita excelente da Mariana
bjs
PS – também sou muito impaciente na cozinha, mas, tal como tu, tenho melhorado bastante.
Que lindos teus tomates Mariana! Adoro tomates assados assim como vc e a Suzana fizeram, mas nunca fiz em casa para a filha e o marido, acredita?
Esses teus me inspiraram bastante…. em breve vou fazer para eles.
Se eu te disser (ai q vergonha) q nunca vi a Martha Stewart vc acredita? Conheço o site dela e assim como vc, gosto muito. Mas ela, não conheço. Já vi pessoas q gostam, outras que não gostam… mas as receitas do site são mesmo ótimas!
Beijos, querida!
Na sexta-feira estive eu na cozinha a fazer tomates secos
Confesso que é uma coisa que me deixa meio sem paciência mas como tu tento pensar sempre no resultado final. É que o processo de cortar os tomatinhos dá mt trabalho e tal como tu disseste, metê-los no frasco dá mais trabalho ainda… A verdade é que todo o trabalho é compensado.
Costumo fazer sempre com tomates de tamanho normal mas gostei da sugestão de fazer com tomates cerejas. Por cá não encontro à venda assim em grandes quantidades, o sr. onde tu os compras não vende para esta zona?
beijinhos
Mariana, corre pelas bocas de matildes que Martha Stewart eh uma malandra, rouba ideias que publica e divulga como sendo dela. Eu acho que como pessoa ela deve ser uma antipatica insuportavel, mas fazer o que, a revista dela eh super legal, cheia de ideias [roubadas] bacanas, com uma qualidade insuperavel. Eu sou assinante da revista e faço muitas das receitas dela, que sempre dao certo. Vamos admitir, ela eh uma rich spoiled bitch, mas eh muito boa no que faz!!
Voce deu um otimo fim para os tomates super maduros. Eh sempre bom poder ter o sabor do verao de volta a mesa, durante os meses de frio!
beijo,
Parabèns pela sua aventura e pela sua paciencia, sim, que eu nem me imagino tendo todo este trabalho que vc teve…!
E compartilho com vc a mm idéia sobre a Martha Stuart, que sempre parece ser aquilo que, imagino, nao seja em realidade, hihihihi.
Em tempo: belos os seus tomatinhos!
Bjs!
Gosto deste blog!
ficaram lindissimos!! e as fotos maravilhosas!!! mas eralmente haja paciencia!!!!!bjs
Também tenho uma relação de amor/descrença com a dita senhora!! A inominável (martha) tem sempre receitaas e ideias fantásticas – a pipoka vai-me deserdar! hehehe
Ficaram lindinhos os tomates! Quem me dera ter fartura destes pequeninos e redondos!
Bj grande
Fiquei com muita vontade de fazer, vou salvar o post para usá-lo num dia em que ache muitos tomates bonitos!
Também não vou com a cara da Martha Stewart, custava-me ouvi-la falar no seu programa, quando passava na SIC Mulher. Mas tudo aquilo que está no site é espectacular, desde a comida à decoração, é o que dá ter muita gente a trabalhar para ela.
Gostei muito desta sugestão mas tenho pena de já ter poucos tomates…
bjs
Adorei este post!Achei piada o que voce pensa da Martha vem ao encontro do meu pensamento…
Gosto muito deste blog.
Abraço
com os pequeninos…..wow!
nunca fiz, só com os ‘normais’!
E ficou lindo, e como são um pouco mais acidos, fiquei aqui imaginando o resultado final…
Beijinhos
I love these tomatoes! Even though I have no idea what you are saying I can understand from the pictures! I love making them on top of the oven and leaving them to dry out extremly slowly!
Minha bela, obrigado por compartilhar seus conhecimentos culinários conosco. E aqui já agradeço o ensinamento que lhe pedi por e-mail no processo dos tomates secos…
Sucesso sempre!