Por mais que os dias já se mostrem mais quentes, as noites continuam bem frias. E sopa apetece sempre, mesmo quando estamos demasiado confortáveis no sofá, a ler, para nos apetecer fazer o jantar.
Longe vai o tempo em que sopa cá em casa era sinónimo de atirar para dentro da panela todos os legumes que houvesse no frigorífico, mais uma leguminosa. Agora a cabeça combina sabores, procura alternativas e tenta encontrar soluções equilibradas que façam uma refeição, que sejam saborosas, que apeteçam quando não apetece mais nada.
Andava há algum tempo a querer fazer uma sopa de feijão branco – ms usá-lo como base da sopa, e não como complemento. Como por cá não comemos muita carne, é essencial ir buscar as proteínas a outro lugar e o feijão é uma excelente alternativa. Além disso tem ferro, cálcio e vitaminas do complexo B. Como não tem praticamente gorduras e é barato, pode ser usado e abusado, ao contrário da carne.

Num fio de azeite, alourei uma cebola grande, picada, e 3 dentes de alho. Acrescentei os talos de uma cabeça de brócolo laminados no mandolim, para evitar que a sopa ficasse com muitos fios, por causa das fibras. Guardei metade dos floretes e juntei a outra metade à panela. Desfiz umas folhas secas de salva por cima e acrescentei uma lata de feijão branco. Um copo de água, uma pitada de sal e deixei cozinhar, em lume baixo, durante uma hora, uma hora e meia – quanto mais tempo mais apurados ficam os sabores.
Entretanto cozi levemente e no vapor os restantes floretes, que reservei. Passei a sopa com a varinha mágica, acertei a água (normalmente cozinho com o mínimo de água necessário e acrescento-a só na hora de passar, para ficar com a consistência que mais me agrada) e o sal. Salteei os floretes de brócolos num fio de azeite e dois dentes de alho finamente picados. Servi a sopa em malgas, desfiz uma folha de salva em cada uma e servi com os brócolos salteados, ainda crocantes.
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É uma sopa perfumada e deliciosa, com o crocante dos brócolos a contrastar com a textura macia do creme. O Zé, que torceu o nariz aos brócolos, descobriu, surpreendido, que afinal gostava. E que bem me sabem a mim, estas sopas fáceis de fazer e tão cheias de sabor!


Encontrei e gostei.
vou seguir
beijo
Se pudesse fazia sopa todos os dias. Acho o alimento perfeito! Adoraria receber sua visita em meu blog Maça do Amor (blig.ig.com.br/primeiramordida). Apareça por lá e depois me diga o que achou.
Um abraço
Cal Moreira
Depois de um fdsemana hiper-calórico… (que vergonha!!), estou mesmo… aliás TENHO! de redimir-me!!!
Essa sopa pareceu-me muito saborosa!
Onde se encontra á venda sálvia seca? Comprei uma vez folhas verdes e não gostei muito. Tem algum truque para se usar?
Boa semana!
Olha, até daqui consegui sentir o cheirinho dessa sopa. Devia estar óptima. É uma boa sugestão para estes dias que voltam a ameaçar chuva!
sopa para mim é perfeito, se passar um dia sem comer sopa parece que já ando mal comida.
gostei do bom aspecto dessa taça.
O que eu gosto de sopa não é explicável por critérios de cariz racional… e esta, confesso, fazia-me um jeitaço para o jantar de hoje! Salva seca não tenho usado – tenho de fazer um incursão nesses domínios.
Bj grande
“Longe vai o tempo em que sopa cá em casa era sinónimo de atirar para dentro da panela todos os legumes que houvesse no frigorífico, mais uma leguminosa.”
Confesso que ainda me encontro nessa fase.
Mas nada como seguir as tuas saborosas sugestões…
Estou a um passo de experimentar esta receita… mas não tenho salva. Achas que resulta bem o é daqueles ingredientes que dão o toque fundamental?
Experimentei a receita, apesar de não ter salva. Ficou optima!!! Adorei.