Cá em casa não é muito habitual sobrar comida. Mas às vezes acontece, como em todo o lado. E há sobras que são realmente difíceis de aproveitar.
Eu não gosto, mesmo nada, de carne de porco re-aquecida. Daquela que sobra de um assado, por exemplo. Prefiro comê-la fria, numa sanduíche bem montada, do que aquecê-la. Acho que o sabor se transforma completamente e fica assim uma coisa… má. Eu até dizia horrível, mas sempre me ensinaram que não se diz mal da comida…
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(pronto, baixinho que ninguém nos ouve: fica horrível).
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Por estes motivos é claramente difícil lidar com sobras de carnes cá por casa. A de porco é a que mais me desagrada, mas também não sou grande fã das outras. Mas às vezes sobra. E quando sobra muita carne, comê-la sempre fria não é viável. E por isso é preciso improvisar.
Da última vez que fiz aquele porco de que já ninguém pode ouvir falar, sobrou bastante. Comi a maior parte dele frio, em almoços solitários, mas mesmo assim continuava a sobrar. Até a um jantar, sem planos nem preparo, em que resolvi usar o dito.

Numa panela, fiz um refogado com cebola e alho, juntei uma cenoura em cubos pequenos e um punhado generoso de ervilhas congeladas. Acrescentei uma folha de louro, meio copo de vinho branco e meio de água, na qual dissolvi duas colheres de sopa de concentrado de tomate. Uma pitada de sal, a tampa e ficou a cozinhar.
Entretanto, liguei o forno a 160ºC. Numa frigideira, salteei, em azeite, uma cebola cortada em meias luas finas, até que estivesse dourada. Retirei e reservei.
Comecei a montagem, num prato de forno: uma camada de arroz (que também tinha sobrado), uma camada generosa do porco, por cima o refogado de legumes, outra camada de arroz e, por fim, a cebola reservada.
Foi ao forno uns minutos, só para aquecer o porco e o arroz e para que os sabores se envolvessem uns nos outros.
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Foi servido quente e apesar de me saber ligeiramente a porco requentado, o molho e a cebola ajudaram a que isso não me incomodasse tanto. Ao Zé não incomodou minimamente – ele gostou muito e repetiu a dose.
Não é uma ideia transcendente nem nada do outro mundo. É só uma forma fácil de aproveitar sobras, daquelas que ou são em pequena quantidade e não garantem uma refeição ou daquelas a que não sabemos bem o que fazer. O molho de legumes, além de minorar a secura do porco (que, por ser re-aquecido, estava obrigatoriamente mais seco), acrescentam sabor e nutrientes ao prato.
Eu fiz com porco, mas acho que ficaria ainda melhor com sobras de frango estufado, por exemplo, que é húmido e tem aquele molho delicioso para ensopar o arroz.





Eu adoro comidas de restos, estas que inventamos para dar saída a qualquer coisa “horrível”, mas que ganha cara nova, roupa de festa e sapatos de bailarina.
É uma festa.
Beijinhos.
Ciao Mariana.
Posso dizer que sempre tento, eu tb. Sò que nao sou la tanto capaz assim como vc…
Que acho muito legal a sua preocupaçao, aliada a todo o seu empenho, neste quesito do reaproveitamento.
O curioso foi que, recentemente, escrevi um post sobre carnes, mas admitindo a minha ambigua relaçao com respeito à elas…
E tenho que lhe dizer que, apesar das suas restriçoes com este seu prato, sabe que o resultado visto na sua foto me pareceu, além de belo, tb apetitoso!?
Bjs!
Mari, essas são nossas melhores criações!! Um grande beijo
Uma criação deliciosamente (certamente) bonita!
Eu comia e repetia ehehe
! As sobras fabricam maravilhas
!
Simpático espaço culinário, parabéns!
Olá!
Não tenho cá vindo muito, eu sei – isto de fazer dieta rigorosa não se compadece com blogs culinários, e já me chega a tortura de não comer nada a não ser ar e água (quase…) a somar à de vir aqui – não, não tenho nada espírito de sacrifício… – e portanto hoje também não estou cá.
Dei por mim lá embaixo, na outra focaccia e percebi que tenho de me ir embora JÁ, sob pena de ir descongelar uma data de desgraças que para ali tenho.
Beijinhos e até Setembro, por aí
))
Sobra realmente não é um problema, quando se tem criatvidade e agilidade, caso contrário, haja desperdício. Ótima idéia!!! Adorei o blog!
Parabéns!
Olá Mariana,
Sabes que o teu blog foi recomendado na revista do jornal I? Até aparece uma foto tua dos muffins de limão! Parabéns e beijinhos!
Olá!
Estou a conhecer o blogg tem dicas e ideias muito boas. Eu não sou fã de carne de porco, especialmente porque o que se encontra à venda é o barrasco que tem um sabor muito intenso, quando tenho sobras por exemplo de lombo pico tudo muito bem picadinho na 123, dá para fazer variados pratos ou até para colocar numa quiche.
Beijinhos
Aqui em casa, tudo o que sobra vira suflé…lol…
Abraços, Raul