Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for the ‘Abóbora’ Category

Aprender a gostar de abóbora. Experimentar coisas novas e apaixonar-me perdidamente, cair de quatro, redonda. Repetir a receita, uma e outra vez. Ficar feliz por ainda haver abóbora no congelador, quando há uma semana estava sem saber o que lhe fazer. Agora já sei: muffins. Muffins da Dorie, à sexta ou em qualquer outro dia. E com pequenos pedaços de chocolate, como tesouros escondidos na massa. Porque quase tudo fica melhor com chocolate.

.

Muffins de abóbora, nozes e chocolate negro

(levemente adaptados do cada vez mais maravilhoso Baking)

12 muffins

  • 2 medidas de farinha de trigo
  • 2 colheres chá de fermento químico
  • ¼ colher chá de bicarbonato de sódio
  • ¼ colher chá de sal fino
  • 3/4 colher chá de canela em pó
  • 3/4 colher chá de gengibre em pó
  • 1 pitada de noz moscada
  • 115g manteiga sem sal, à temperatura ambiente
  • ½ medida de açúcar branco
  • ¼ medida de açúcar amarelo
  • 2 ovos grandes, à temperatura ambiente
  • ½ colher chá de extracto de baunilha
  • 1 medida de puré de abóbora (preparado como indicado aqui)
  • ¼ medida de buttermilk (¼ medida de leite + 1 colher chá de vinagre)
  • ½ medida de nozes grosseiramente picadas
  • ½ medida de chocolate negro grosseiramente picado

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Prepare um tabuleiro de muffins, untando-o bem ou colocando forminhas de papel. Reserve.

Misture bem, com um garfo ou um batedor de varas, a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal e as especiarias. Reserve.

Com a batedeira, bata a manteiga até que esta fique cremosa. Acrescente os açúcares e bata até obter um creme homogéneo e claro. Acrescente então um ovo de cada vez, batendo sempre para o incorporar na massa. Junte a baunilha.

Reduza a velocidade e adicione o puré de abóbora e o buttermilk. Se a massa talhar não se preocupe – é normal e não vai alterar em nada o resultado final.

Com uma espátula, envolva os ingredientes secos na massa, mexendo só até que desapareça toda a farinha. Acrescente as nozes e o chocolate, envolvendo-os rapidamente e sem bater mais a massa.

Divida-a pelas 12 forminhas – uma colher de gelado é ideal para garantir que todas têm a mesma quantidade de massa e que cozem de forma homogénea. Leve ao forno pré-aquecido por 20 minutos ou até que um palito inserido no centro de um muffin saia seco.

Retire do forno e transfira-os para uma grade. Deixe arrefecer completamente.

.

Não estava à espera que fossem tão bons, confesso. Fiquei desconfiada até à primeira trinca, momento de irremediável conversão. Não sei por que insisto em me espantar, quando já devia saber que tudo o que sai das mãos da Dorie é maravilhoso.

Estes muffins em tons quentes de Outono, a espalhar aromas inebriantes pela casa, são dos melhores que já comi. São fabulosos no próprio dia, ainda ligeiramente crocantes, mas aguentam-se lindamente 3-4 dias, se guardados em recipiente hermeticamente fechado.

Read Full Post »

abóbora menina

Fui ao mercado e ela estava lá num canto, a espreitar. Hesitei. Fui encher o cesto com maçãs duras e sumarentas, tangerinas ácidas e as primeiras castanhas. Olhei para ela uma e outra vez, sempre na dúvida. Pesei as compras e estava quase a pagar quando me decidi trazê-la comigo. Era grande, pesada e linda, no seu laranja cor de fogo. Apaixonei-me.

.

Cheguei a casa ainda sem saber o que fazer com ela. Achei que o melhor era assá-la toda e transformá-la em puré, que podia depois congelar e usar ao longo do Outono. Cortá-la ao meio custou-me, era tão bonita. Assei as duas metades a 200ºC, por uma hora, com sementes e casca e tudo. Deixei arrefecer fora do forno e, quando já estava fria, limpei-a das sementes e com uma colher retirei toda a polpa. Triturei e vi-me com mais de 1 litro de puré de abóbora, pronto a usar. Tanto puré! E agora, que fazer?

.

Pão de abóbora, mel e aveia

(ligeiramente adaptado do Artisan Bread)

  • 125ml puré de abóbora
  • 240ml água morna
  • 3/4 colher sopa de fermento biológico
  • ½ colher sopa de sal
  • 35g manteiga sem sal, derretida
  • 2 colheres sopa de mel
  • ¼ medida de flocos de aveia
  • 3/4 medida farinha de centeio
  • 2 medidas farinha de trigo
  • sementes de linhaça, alfafa e sésamo, para polvilhar

Misture o fermento e o sal com a água, a manteiga derretida e o mel num recipiente grande. Acrescente o puré de abóbora, a aveia e as farinhas e misture com uma colher de pau, sem amassar. Cubra o recipiente com película aderente e deixe levedar à temperatura ambiente durante 2h.

Pode usar a massa imediatamente ou deixá-la repousar durante a noite, no frigorífico (fica mais fácil de moldar).

Quando pretender assar o pão, unte muito levemente uma forma com óleo. Polvilhe a superfície da massa com farinha e divida-a em 6 porções. Molde cada uma delas numa bola, esticando a superfície e dobrando as pontas para baixo. Disponha as bolas de massa na forma e deixe levedar novamente – 20 minutos se usar no dia em que fez a massa, 2h se a tiver deixado repousar no frigorífico. Alternativamente, pode fazer o pão numa forma de bolo inglês.

20 minutos antes da massa ficar pronta, pré-aqueça o forno a 175ºC. Ponha um tabuleiro numa prateleira abaixo daquela em que vai assar o pão.

Polvilhe a massa com as sementes e coloque a forma no forno. Rapidamente, deite no tabuleiro 250ml de água quente e feche rapidamente a porta do forno, para criar uma atmosfera de vapor. Deixe assar o pão durante 40 minutos, aproximadamente. Retire da forma e deixe arrefecer completamente sobre uma grade, antes de servir.

.

Este pão não é doce, apesar da abóbora e do mel. É muito macio e saboroso e fica muito bem com algo salgado, como manteiga, ou com compota. É uma excelente forma de incorporar legumes pouco apreciados na alimentação – nós, que não somos grandes fãs de abóbora, gostámos bastante.
Ainda há muito puré de abóbora guardado e eu sem saber o que fazer com ele. Sugestões?

Read Full Post »

A minha querida abóbora, que ficava tão bonita na minha varanda e que intrigava a Nina diariamente, teve de ser comida. Estive quase, quase a desistir dela como alimento e a guardá-la como decoração, companhia nos fins de tarde que (agora já não) passo na varanda.

De abóbora debaixo do braço, vou para a cozinha. Abri-la não foi fácil! Tirada polpa e sementes, metade foi cortada em fatias (de casca e tudo!) e a outra metade em cubos. As fatias foram para o forno, médio, pinceladas de cominhos, coentros, paprika, alho e azeite. Os cubos foram simplesmente cozidos em água, bem escorridos e triturados.

As especiarias perfumaram a casa e deixaram-me a sonhar com sopa a saber a Outono. E foi o que fiz para o jantar. E  aproveitando o embalo, inscrevo a receita no Rei da Colher, que é, desta vez, o Rei Coentro.

.

Sopa de abóbora e especiarias

Ingredientes

  • 500g de abóbora assada no forno (receita acima)
  • 2 alhos-franceses grandes
  • 2 cebolas grandes
  • 2 dentes de alho
  • água
  • azeite
  • sal
  • 1 colher sopa de sementes de coentros
  • 1 colher chá de sementes de cominhos
  • 1 colher chá de paprika
  • ½ colher chá alecrim seco
  • 1 colher chá de alho assado seco (ou alho em pó normal)

Num tacho grande, alourei em azeite as cebolas e os alhos, picados. Juntei o alho francês cortado em meias luas e a abóbora em pedaços. Uma pitada de sal, um copo pequeno de água e deixei cozinhar em lume brando.

Num almofariz coloquei os coentros, os cominhos e o alecrim e esmaguei bem, até estarem reduzidos a pó. Juntei a paprika e o alho e misturei.

Quando os legumes já estavam cozidos, passei a sopa muito bem, acrescentando a água necessária para fazer um creme. Acertei o sal e juntei, também, metade da mistura de especiarias do almofariz. Levei ao fogão até ferver e desliguei.

Servi a sopa e por cima, já na tigela, uma pitada da mistura de especiarias.

A sopa é deliciosa e extremamente aromática. O doce da abóbora contrasta na perfeição com as especiarias, especialmente com os coentros e com o alho assado. Pode ainda acrescentar-se umas folhas de coentros frescos, por cima – eu não tinha em casa e, como tal, não fiz a experiência, mas tenho a certeza de que ficará muito saboroso e que o contraste será ainda mais interessante. Pode também acrescentar-se um bocadinho de chilli à mistura de especiarias, para um toque picante.

É uma sopa com sabor a Outono, que aquece corpo e alma e faz sonhar com países distantes. Viajar nos sabores é sempre um imenso prazer.

Read Full Post »

Da receita anterior tinha sobrado meia abóbora. Que cheirava divinamente, devo dizer. As ervas com que a assei combinaram muito bem com o doce da abóbora madura.

Esta metade virou sopa. Para uma panela saltou uma cebola picada, que foi refogada em azeite. Dois alhos francês, cortados em rodelas, a abóbora e meia lata, das pequenas, de grão de bico. Um pouco de sal, um copo de água e fica tudo a cozer, em lume brando, durante uns 40 minutos. Passei a sopa, juntei mais água (mas deixando-a cremosa), acertei o sal e juntei a outra meia lata de grão e um pimento laranja pequeno cortado às tirinhas. Deixei o grão cozer só um bocadinho e servi. O pimento contrastou com o doce da abóbora e ficou uma delícia!

Read Full Post »

Tinha já há algum tempo uma abóbora que tinha comprado, pensando experimentar formas novas de cozinhar. Estava a precisar de uso e nem de propósito acabei por usá-la na véspera e no dia de Halloween! Quando peguei nela (re)vi que era abóbora manteiga (no rótulo, que como diz a minha mãe, para mim é tudo couves; não é bem assim, mas… ;)) e, como dizem os brasileiros, “caiu a ficha”! Vi que a tal de butternut squash que eu tanto pensei como poderia encontrar já morava cá em casa! Tristeza, essa distração…

Mas a receita… Passei o dia inteiro com a abóbora na cabeça, fazendo mil combinações e quase provando o sabor na minha cabeça. Nada me convencia muito… Acabei por decidir fazer um caril com a abóbora, uma vez que também tinha um frasco de molho aberto, a precisar de ser usado. Fui fazendo e inventando e eu acho que ficou saboroso, diferente. O Zé não ficou muito fã, mas o paladar dele é bem mais esquisito que o meu.

.

Caril de abóbora com gambas e amêndoas

Ingredientes:

  • 1/2 abóbora manteiga
  • 500g gambas congeladas (porque elas encolhem que é um absurdo)
  • 1/2 pimento verde
  • 1 cebola grande
  • 1 chilli fresco
  • um punhado de amêndoas
  • 1 chávena de molho de caril (eu uso da marca Patak’s original)
  • sal
  • azeite
  • tomilho seco

Comecei por abrir a abóbora, limpar de sementes, fazer-lhe uns cortes cruzados, polvilhar com sal grosso, alho em pó, tomilho e um fio de azeite e levar ao forno, a assar lentamente (150ºC, 30 a 45m). Quando a abóbora estava pronta, tirei a casca e cortei em cubos grandes (guardei metade para uma sopa).

Numa panela grande aqueci o azeite e salteei a cebola cortada em pedaços grandes. Juntei o chilli picadinho e o pimento cortado em pedaços grandes também. Entrou a abóbora e deixei cozinhar. Por último as gambas e deixei descongelar. Quando já estava tudo praticamente pronto, juntei o molho e as amêndoas e deixei cozinhar bem. A abóbora acabou por se desfazer, fazendo uma espécie de puré com o molho de caril. Servi com arroz basmati branco, soltinho.

Como o marido não amou, sobrou e hoje ao almoço repeti a dose – estava melhor ainda do que ontem. Incrível como algumas comidas melhoram no dia seguinte! E infelizmente continuo sem fotos. A máquina está amuada comigo…

Read Full Post »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 278 outros seguidores