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Archive for the ‘Aveia’ Category

De vez em quando apaixono-me por um sabor. Começo a explorá-lo devagar, vou experimentando novas formas, diferentes combinações e quando dou por mim tenho uma colecção de receitas todas à volta do mesmo. Sem que isso me incomode ou desanime, note-se. De há uns tempos para cá entrei na fase do gengibre; Sopas com gengibre, doces com gengibre, biscoitos, bolos, um sem fim de coisas boas. Um sabor complexo, fresco e quente em simultâneo, picante e aromático, que se abre em diferentes dimensões consoante os outros elementos com os quais o combinamos.

Desta vez o Dorie às Sextas deu o mote e eu glosei alegremente, de improviso e sem pensar.

crisp de pêra e gengibre 1.

Crisp de pêra e gengibre

(adaptado do incansavelmente maravilhoso Baking)

cobertura:

  • ¾ medida de farinha de trigo
  • 1/3 medida de açúcar amarelo
  • ½ medida de flocos de aveia
  • ½ medida de coco ralado
  • ½ colher chá de gengibre em pó
  • 115g manteiga sem sal, bem fria, cortada em  pedaços

recheio:

  • 5 pêras médias, maduras, sem casca e sem caroço, cortadas em cubos
  • 1 pedaço de gengibre fresco (aprox. 2 cm), ralado muito fino
  • ½ medida de açúcar amarelo
  • 1 colher sopa de farinha
  • sumo de 1 limão pequeno

Pré-aqueça o forno a 190ºC. Unte com manteiga 8 recipientes individuais de forno (ou um grande). Disponha os recipientes num tabuleiro e reserve.

Cobertura: ponha todos os ingredientes num processador de alimentos e pulse até que a mistura forme migalhas grandes (cerca de 1 minuto) (alternativamente, pode fazê-lo à mão, “esfregando” a manteiga nos ingredientes secos, tendo o cuidado de não aquecer demasiado a manteiga entre os dedos). Pode fazer a cobertura com até 3 dias de antecedência e guardá-lha no frigorífico, hermeticamente fechada.

Recheio: misture todos os ingredientes numa tigela grande. Divida o recheio equitativamente pelos recipientes. Disponha a cobertura sobre o recheio.

Leve ao forno por 40-45 minutos ou até que a cobertura esteja dourada e os sucos do recheio estejam a borbulhar nas margens dos recipientes. Transfira as taças para uma grade e deixe repousar pelo menos 10 minutos (15 a 20 se tiver feito um só crisp grande), antes de servir.

crisp de pêra e gengibre 2

 

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Relativamente à receita original, cortei sobretudo na quantidade de açúcar. Não gosto dos doces muito doces e acho que o resultado foi mais equilibrado. O coco e a aveia tornam a cobertura crocante, em contraste com a pêra doce e cremosa do recheio.

Este crisp é um aconchego numa tarde de chuva (e parece que ainda vêm por aí algumas…). É quente e doce, mas fresco e ácido, graças ao gengibre e ao limão. Fica delicioso assim, sem mais companhia que uma chávena de chá, mas pode ser servido com uma bola de gelado ou uma colher de natas batidas.

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abóbora menina

Fui ao mercado e ela estava lá num canto, a espreitar. Hesitei. Fui encher o cesto com maçãs duras e sumarentas, tangerinas ácidas e as primeiras castanhas. Olhei para ela uma e outra vez, sempre na dúvida. Pesei as compras e estava quase a pagar quando me decidi trazê-la comigo. Era grande, pesada e linda, no seu laranja cor de fogo. Apaixonei-me.

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Cheguei a casa ainda sem saber o que fazer com ela. Achei que o melhor era assá-la toda e transformá-la em puré, que podia depois congelar e usar ao longo do Outono. Cortá-la ao meio custou-me, era tão bonita. Assei as duas metades a 200ºC, por uma hora, com sementes e casca e tudo. Deixei arrefecer fora do forno e, quando já estava fria, limpei-a das sementes e com uma colher retirei toda a polpa. Triturei e vi-me com mais de 1 litro de puré de abóbora, pronto a usar. Tanto puré! E agora, que fazer?

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Pão de abóbora, mel e aveia

(ligeiramente adaptado do Artisan Bread)

  • 125ml puré de abóbora
  • 240ml água morna
  • 3/4 colher sopa de fermento biológico
  • ½ colher sopa de sal
  • 35g manteiga sem sal, derretida
  • 2 colheres sopa de mel
  • ¼ medida de flocos de aveia
  • 3/4 medida farinha de centeio
  • 2 medidas farinha de trigo
  • sementes de linhaça, alfafa e sésamo, para polvilhar

Misture o fermento e o sal com a água, a manteiga derretida e o mel num recipiente grande. Acrescente o puré de abóbora, a aveia e as farinhas e misture com uma colher de pau, sem amassar. Cubra o recipiente com película aderente e deixe levedar à temperatura ambiente durante 2h.

Pode usar a massa imediatamente ou deixá-la repousar durante a noite, no frigorífico (fica mais fácil de moldar).

Quando pretender assar o pão, unte muito levemente uma forma com óleo. Polvilhe a superfície da massa com farinha e divida-a em 6 porções. Molde cada uma delas numa bola, esticando a superfície e dobrando as pontas para baixo. Disponha as bolas de massa na forma e deixe levedar novamente – 20 minutos se usar no dia em que fez a massa, 2h se a tiver deixado repousar no frigorífico. Alternativamente, pode fazer o pão numa forma de bolo inglês.

20 minutos antes da massa ficar pronta, pré-aqueça o forno a 175ºC. Ponha um tabuleiro numa prateleira abaixo daquela em que vai assar o pão.

Polvilhe a massa com as sementes e coloque a forma no forno. Rapidamente, deite no tabuleiro 250ml de água quente e feche rapidamente a porta do forno, para criar uma atmosfera de vapor. Deixe assar o pão durante 40 minutos, aproximadamente. Retire da forma e deixe arrefecer completamente sobre uma grade, antes de servir.

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Este pão não é doce, apesar da abóbora e do mel. É muito macio e saboroso e fica muito bem com algo salgado, como manteiga, ou com compota. É uma excelente forma de incorporar legumes pouco apreciados na alimentação – nós, que não somos grandes fãs de abóbora, gostámos bastante.
Ainda há muito puré de abóbora guardado e eu sem saber o que fazer com ele. Sugestões?

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É bom saber que a vida terá sempre surpresas boas, por mais anos que passem. Pessoas que entram na nossa vida e que se tornam especiais e importantes e que fazem centenas de quilómetros para estar connosco. Livros que escolhemos por acaso e que nos marcam quando não estamos à espera. Uma receita que não escolheríamos e que se revela deliciosa.


O grupo Dorie às Sextas tem estado em actividade constante. Juntos temos experimentado receitas, trocado sugestões, sucessos e fracassos. E tem sido uma dessas boas surpresas que ainda chegam, mesmo no meio da tempestade. A escolha das receitas é alternada entre mim e a Patrícia. E ainda bem, porque assim experimento coisas que, se dependesse da minha escolha, se calhar não escolheria. Coisas que me surpreendem e que ganham entrada directa no roteiro habitual cá de casa. Coisas como estes cookies.

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Granola Grabbers

(adaptado do maravilhoso e sempre surpreendente Baking, da Dorie Greenspan)

  • 1 medida de flocos de milho
  • 1 medida de flocos integrais de trigo
  • 1 medida de flocos integrais de centeio ou aveia
  • ½ medida de amendoins salgados
  • ½ medida de amêndoas com pele, cortadas ao meio
  • ½ medida de coco ralado
  • 3/4 medida de chocolate negro em pedaços pequenos
  • 1/3 medida de gérmen de trigo
  • 200g manteiga com sal, à temperatura ambiente
  • 3/4 medida de açúcar amarelo
  • 1/4 medida de açúcar branco
  • 1 ovo grande
  • 1 medida de farinha de trigo

Pré-aqueça o forno a 190ºC. Forre dois tabuleiros com papel vegetal e reserve.

Misture os flocos de cereais com os amendoins, amêndoas, coco, chocolate e gérmen de trigo numa vasilha e reserve.

Com a batedeira, bata bem a manteiga, 2 minutos em velocidade média. Acrescente os açúcares e bata até obter um creme, cerca de 3 minutos. Adicione o ovo e misture bem. Reduza a velocidade da batedeira para o mínimo e acrescente a farinha (misture só até que desapareça o branco). À mão, envolva a mistura de flocos e frutos na massa, sem bater.

Com uma colher de gelado média, forme biscoitos e aperte-os ligeiramente entre as mãos. Coloque-os no tabuleiro e achate-os levemente. Estes cookies praticamente não se espalham ao assar, pelo que pode manter distâncias pequenas entre eles.

Leve ao forno por 10-12 minutos, um tabuleiro de cada vez (se levar 2 ao mesmo tempo, a meio da cozedura rode os tabuleiros e troque o de cima com o de baixo). Os cookies estarão prontos quando estiverem dourados, mas não duros.

Retire-os do forno e transfira-os com cuidado para uma grade, para arrefecer. Quando estiverem completamente frios, guarde-os num recipiente hermeticamente fechado.

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Estes cookies têm muitos ingredientes. E, à primeira vista, parecem daquelas coisas que agradam a quem come farelo e daquelas bolachas que parecem esferovite. Olhei para eles algo receosa – não sou daquelas pessoas que gosta de cereais e bolachas a saber a cartão. O primeiro cookie foi comido com apreensão. O segundo já foi pedido pela gula. São cookies muito saborosos e extremamente nutritivos, cheios de coisas que fazem bem (sim, até o chocolate). São óptimos para levar para comer a meio da manhã ou da tarde. E como a receita faz mesmo muitos, até a quantidade individual de manteiga se dilui. Pequenos prazeres que fazem bem são os melhores para todos os dias.

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Biscoitos de aveia

A aveia e eu não somos velhas conhecidas. Menos ainda velhas amigas. Descobri a aveia há poucos anos, quando tive um período quasi-vegetariano durante 2 anos. Nessa fase descobri muitas coisas, na busca de uma alimentação variada e com os nutrientes certos. Hoje a minha alimentação mudou e eu como praticamente tudo (outra vez). A diferença está na frequência: hoje como muito menos produtos animais do que dantes e a carne não aparece tão frequentemente à minha mesa.

Da aveia ficou-me pouco. Acho que na altura a achei algo desinteressante e desisti dela em favor de outros cereais. Mas a curiosidade voltou. Não tão abrangente, mas na forma de biscoito. Ando sempre à procura do biscoito de aveia perfeito.

Estes biscoitos não são perfeitos. Mas merecem destaque porque foi talvez a única fornada de biscoitos que fiz na vida em que o meu marido comeu mais biscoitos do que eu. Ele gostou mesmo! E por isso cá está a receita dos biscoitos de aveia.

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Biscoitos de aveia saudáveis

Ingredientes

  • 1/2 medida de farinha de trigo integral
  • 1/2 medida de farinha de trigo
  • 1 colher chá de fermento para bolos
  • 1/3 medida de óleo
  • 2/3 medida de açúcar mascavado escuro
  • 1 ovo grande
  • 1 colher chá extracto de baunilha
  • 1/2 medida de flocos de aveia
  • 1/2 medida de pecans (a receita original pedia passas)

Pré-aqueça o forno a 160ºC. Num recipiente misture as farinhas e o fermento. Reserve. Num outro recipiente bata bem o óleo, o açúcar, o ovo e a baunilha. Junte a mistura de farinhas e misture bem. Adicione a aveia e as pecans.

Faça bolinhas – todas do mesmo tamanho – e coloque-as em tabuleiros forrados com papel vegetal. Leve ao forno até estarem ligeiramente dourados, 15 a 17 minutos.

Quando estiverem prontos, retire o tabuleiro do forno mas não retire os biscoitos durante 5 minutos. Passado este tempo, transfira-os para uma grade e deixe arrefecer completamente.

Os biscoitos são muito fáceis e rápidos de fazer. Eu achei que os meus assaram demasiado, porque ficaram um bocadinho duros. Mas em receitas que levam açúcar mascavado não é fácil perceber quando os biscoitos estão ligeiramente dourados. A receita original pedia passas, mas como nem eu nem o Zé gostamos muito de passas, substituí por pecans. Acho que com amêndoas também teria resultado muito bem.

Além de serem fáceis, parece que são saudáveis. A aveia é um cereal muito benéfico para a saúde, como explica a Elisa de uma forma muito divertida aqui. Mais uma razão para os experimentar outra vez!

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Gosto muito de cookies. Daqueles meios “chewie”, que não são super crocantes nem moles, mas ficam naquele meio termo bom. Tenho várias receitas guardadas, de vários tipos, mas confesso que não os experimento muitas vezes. Cá em casa só eu é que gosto e quando faço ou acabo a comê-los todos sozinha ou dou metade ou mesmo mais.

Quando vi esta receita no blog da Letrícia, achei que seria uma forma fantástica de usar as macadâmias que o Zé tinha trazido de Chicago. Tinha todos os ingredientes em casa, portanto lancei mãos aos trabalho.

Fiz umas alterações à receita, por isso fica aqui a minha versão – a da Letrícia está aqui. Uma das alterações que fiz foi trocar a manteiga por margarina. Eu sei que para os puristas isto é uma grande, grande asneira, porque bolos e bolachas se devem fazer com manteiga. A verdade é que gosto mais do sabor dos cookies feitos com margarina (Vaqueiro, sempre) do que com manteiga. Já experimentei as duas e prefiro, honestamente, a margarina. Com manteiga não consigo ter os cookies com a textura de que gosto, ficam sempre muito mais crocantes e “esfarelentos”.

Cookies de aveia e macadâmias

Ingredientes:

  • 125g farinha sem fermento
  • 1/2 colher chá bicarbonato de sódio
  • 1/2 colher chá fermento em pó
  • 1/2 colher chá sal
  • 100g açúcar mascavado escuro
  • 100g açúcar amarelo
  • 125g margarina
  • 1 ovo
  • 1 colher chá extracto de baunilha
  • 1 colher sopa leite
  • 160g flocos de aveia
  • 120g macadâmias

Na batedeira, bati os açúcares e a margarina até obter um creme. Acrescentei o ovo, a baunilha e o leite e continuei a bater. Quando estava tudo bem misturado, acrescentei a farinha, o bicarbonato, o fermento e o sal. No fim, já à mão, envolvi bem na massa a aveia e as macadâmias partidas em pedaços. Fiz bolas do tamanho de bolas de ping-pong e levei a assar, a 180ºC, por 10 minutos. Deixei-as arrefecer sobre uma grade e guardei-as em embalagens hermeticamente fechadas. A receita rendeu 30 cookies.

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Gostei muito destes cookies. São leves e suaves, com o ocasional pedaço de macadâmia a acrescentar intensidade ao sabor. Não acertei bem com o tempo de forno: uns ficaram pouco assados e outros demasiado crocantes. Da próxima vez sairá melhor, certamente. Da receita da Letrícia eliminei o chocolate, porque achei que poderia disfarçar o sabor das macadâmias, e dobrei a dose das nozes. Uma coisa que não fiz (e que farei) foi torrar as macadâmias. As minhas são cruas e achei o sabor algo estranho. Quando ficaram à superfície do cookie e torraram, acidentalmente, no forno, ficaram com um sabor muito mais agradável.

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Experimentei umas bolachinhas que encontrei neste site, e só tenho a dizer que ficam muito boas. Não ajudam a nenhuma dieta, mas são uma boa sugestão para o lanche.

 

Bolachas de Aveia, Coco e Mel

 

Ingredientes:

  • 125gr de farinha
  • 15ogr de açúcar mascavado escuro
  • 200gr coco ralado
  • 200gr aveia em grãos
  • 75gr de manteiga
  • 2 c. sopa de mel
  • 1/2 c. chá de bicarbonato de sódio
  • 2 c. sopa de água quente

 

Preparação:

Aquece-se o forno a 180º.

Numa taça juntam-se farinha, o açúcar mascavado, o coco e a aveia. Mexe-se até os ingredientes estarem bem misturados.

Leva-se ao microondas a margarina a derreter com o mel. À parte mistura-se a água com o bicarbonato de sódio e junta-se à mistura de margarina e mel. Adiciona-se este preparado aos restantes ingredientes até se obter uma pasta granulosa, não muito húmida.

 

Massa

(se a massa estiver muito seca pode-se adicionar um pouco mais de água, para que ligue melhor. Mas como os ingredientes se vão misturar ao lume, não é necessário muita água)

Forra-se um tabuleiro com papel de estanho, moldam-se bolinhas de massa que se espalmam no tabuleiro. Levam-se ao forno cerca de 20 minutos ou até estarem cozidas.

Para assegurar que fiquem fininhas, convém abrir o forno e, com a ajuda de uma colher, espalmar novamente as bolachas. Duas vezes durante a cozedura deve assegurar que fiquem finas.

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