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Archive for the ‘Batata’ Category

Foi-se o Natal, mas os doces sobejam ainda em pratos vários, a transbordar de açúcar. Os dedos ainda lambuzados já não se fazem tão gulosos a mais um bilharaco ou ao bolo-rei. A laranja com cravinho de todos os anos, comida bem fresca na manhã seguinte, já se acabou. Estômago e fígado pedem sopas e descanso, que para a semana, valham-nos tantas calorias, há mais.

sopa de cenoura e gengibre

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Sopa de cenoura e gengibre com amêndoa

  • 4 cenouras
  • 3 alhos franceses
  • 1 batata pequena
  • 1 cebola média
  • 2 cm de gengibre fresco
  • água ou caldo de legumes
  • azeite
  • sal
  • amêndoa torrada, para servir

Corte todos os legumes em pedaços – use a parte verde do alho-francês também. Corte o gengibre em pedaços pequenos.

Numa panela, aqueça um fio de azeite e refogue brevemente todos os legumes. Tempere com sal e acrescente água ou caldo suficiente para cobrir os legumes. Cubra a panela, reduza para fogo médio-baixo e deixe cozinhar durante 40 minutos a 1 hora.

Quando os legumes estiverem bem cozidos, passe a sopa com a varinha mágica. Acrescente água ou caldo suficiente para obter a consistência desejada. Acerte o sal.

Sirva polvilhado de amêndoa torrada, cortada em pedaços, e um fio de azeite.

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A carne não vem à nossa mesa todos os dias. Há semanas em que não ponho o pé no talho, em que digo olá, tudo bem? até logo! ao Jorge quando saio do mercado e lhe passo à porta. Pergunto-lhe pela saúde e pela neta, dou-lhe dois beijos e vou-me embora sem comprar nada. O Jorge conhece-me desde que nasci. Desde que andava pelo mercado, ainda ao ar livre, a correr da banca da D. Irene (que saudades!) para o talho dele. Nunca fui menina de estar muito quieta. Falava com toda a gente, enchia-os de conversas e de perguntas. A minha fase dos porquês dura até hoje e na altura não tinha filtros nem limites. Eu devia ser muito chata.

Hoje, a ida ao mercado continua a ser um dos grandes prazeres da semana. Há velhos e novos amigos e novos amigos velhos, que me guardam ovos caseiros e manjericão fresco e me enfiam no saco pimentos perfumados quando eu já paguei. Conversamos sobre a vida, as frutas que nos chegam de perto, os filhos, os netos e as dores da idade. Pergunto, cheiro, escolho e compro legumes cultivados num raio de 10km. Volto para casa de braços e coração cheios. Sei a sorte que tenho.

Às vezes – poucas – também vou ao talho. Mas de lá nunca saio muito carregada. A carne é excepção no nosso prato e não é preciso muito para nos saciar a fome e a vontade. Duas tiras de bacon numa sopa fazem uma refeição mais do que completa.

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Esta sopa foi feita com base numa receita da Elvira, que estava na minha lista há já muitos meses. Adaptei-a ao que tinha e ao que me apetecia e tive uma agradável surpresa. Não costumo gostar de sopas de carne – sou incapaz de comer canja e sopa de pedra só um bocadinho. Mas esta, nestas noites frias, soube-me mesmo bem. Uma sopa feita a tantas mãos de tantos amigos – o bacon do talho do Jorge, as batatas e cenouras e alho francês do Sr. Pereira e da Vânia. E as minhas mãos, que com tão boa matéria prima, quase não tiveram que fazer.


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Sopa camponesa de lentilhas

(com base na receita da Elvira)

  • 250 g de lentilhas secas (usei das castanhas)
  • 50 ml de azeite
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho picados finamente
  • 50 g de bom bacon, finamente picado
  • 2 alhos franceses pequenos, cortados em meias luas finas
  • 1,2 l de caldo de legumes
  • 1 batata média cortada em cubos pequenos
  • 2 cenouras cortadas em cubos pequenos
  • sal
Lave bem as lentilhas em água fria corrente. Escorra bem e reserve.
Numa panela, aqueça o azeite e nele refogue ligeiramente a cebola e o bacon. Quando a cebola estiver translúcida, acrescente o alho e deixe refogar mais 1 minuto, mexendo com frequência. Acrescente as lentilhas e o alho francês e misture tudo bem. Deixe refogar mais 1 ou 2 minutos, mexendo sempre. Adicione o caldo, uma pitada de sal e deixe ferver.
Reduza então o fogo para médio-baixo e retire a espuma que se formou à superfície. Cubra a panela parcialmente com a tampa (deixe uma pequena abertura para o vapor poder escapar) e deixe cozinhar por 20 minutos. Se necessário, vá removendo a espuma.
Acrescente a cenoura e a batata e deixe cozinhar por mais 10 minutos ou até que tanto as lentilhas como os legumes estejam tenros. Não deixe cozinhar demasiado, para que as lentilhas não se comecem a desfazer.
Acerte o sal e a espessura do caldo – se estiver muito espesso, pode acrescentar um pouco de água ou mais caldo.
Se tiver, sirva polvilhada de cebolinha verde ou de cebolinho, picados. Eu não tinha, mas fica a nota para a próxima vez que a fizer.
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Esta sopa é uma refeição. Sozinha, aquece e conforta o estômago. E se forem só dois, como aqui em casa, ainda sobra para uma outra refeição, onde saberá ainda melhor.

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Foi na nossa cidade que a comemos pela primeira vez, quando arrastei o Zé pelas ruas e avenidas fora até à Sullivan Street Bakery (que, só para baralhar, já não fica na Sullivan Street). É a padaria do famoso Jim Lahey e do seu no-knead bread. O meu marido, o maior fã de pão que conheço, achou que valeu a pena o esforço das pernas para consolo do estômago e trouxemos connosco muitas coisas boas, que comemos num almoço improvisado pela rua fora.

Algum tempo depois soube que ia sair o livro, o único que alguma vez comprei em pré-encomenda e que chegou cá a casa ainda quente da prensa. O no-knead bread continua a ser o nosso pão favorito. E a imensidão de coisas que se podem fazer com aquela massa, tão simples, é fascinante. Esta é só uma delas – e é maravilhosa.

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Pizza patate
Ingredientes:

  • meia receita de massa de pizza (abaixo)
  • 800g água morna
  • 24g sal refinado
  • 1kg batatas
  • 100g cebola picada
  • 1/3 medida de azeite
  • alecrim fresco

Numa tigela média, misture a água e o sal, mexendo bem até estar completamente dissolvido. Com um mandolim, corte as batatas em fatias muito finas e coloque-as directamente na água salgada, para que não oxidem. Deixe de molho durante, pelo menos, 1h30 (ou coloque no frigorífico e deixe até 12h), até que as rodelas estejam moles.

Pré-aqueça o forno a 250ºC, com uma grade no meio (a prateleira do forno). Estenda a massa (que deve estar à temperatura ambiente) num tabuleiro quadrado untado com azeite.

Escorra bem as batatas e, com as mãos, esprema-as, retirando o máximo de água possível. Seque-as entre dois panos ou entre folhas de papel absorvente. Numa tigela, misture as batatas bem secas com a cebola e o azeite (e pimenta, se quiser).

Espalhe a mistura de batata sobre a massa, até às extremidades (não deixe a beirinha como nas pizzas tradicionais). Nas pontas, ponha mais batata que no centro, já que é uma zona que assa mais depressa. Polvilhe com o alecrim.

Asse por 30-35 minutos, até que as batatas estejam douradas e a massa comece a afastar-se das laterais. Sirva quente ou à temperatura ambiente.

(pode substituir parte das batatas por batata doce e omitir o alecrim, para uma versão alternativa)

Massa de pizza:

  • 500g farinha de pão
  • 10g fermento biológico seco
  • 5g sal refinado
  • 3g açúcar
  • 300g água à temperatura ambiente

Numa tigela, misture a farinha, o fermento, o sal e o açúcar. Acrescente a água e, com uma colher de pau, mexa até estar tudo misturado. Cubra a tigela e deixe repousar à temperatura ambiente até que dobre de volume – aproximadamente 2h.

Com um rapador, retire a massa da tigela para uma superfície enfarinhada. Forme uma bola e divida em dois. Deixe repousar mais 30min.

Está pronta a usar.

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Os amigos viram-na como um bicho estranho e torceram o nariz. Até à primeira trinca. O sabor das batatas com o alecrim faz desta pizza um petisco diferente e delicioso. O Zé é fã e já a fizemos várias vezes. É óptima para um lanche ajantarado, num fim de tarde preguiçoso de Domingo. Veio da nossa cidade e agora também já faz parte da nossa cozinha.

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Cá por casa ainda não há crianças. E este 4 por 6 vem uma semana atrasado relativamente ao dia da criança. Mas enquanto tentava montar o prato para as fotografias ocorreu-me que parecia comida de brincar. De comer a brincar, pelo menos. Um prato assim, desconstruído, de onde apetece beliscar daqui e dali.

4por6

Esta semana portámo-nos um bocadinho mal. Trazemos uma sugestão que é assim quase prima do hamburger com batatas fritas. Que não tem nada de mal, de vez em quando. Nós somos grandes fãs de hamburger com batatas fritas. Mas comer fritos não é muito bom para a saúde, como todos sabemos. Olhem, foi o nosso pecado do dia da criança. Para fazer felizes as crianças que vivem em nós!

4 por 6 0806 II

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Almôndegas de porco com chips sortidas

Almôndegas

  • 440g carne de porco picada
  • 4 colheres sopa de queijo parmesão (se for do fresco ralado na hora melhor ainda)
  • 3 colheres sopa de bacon ralado (usei o microplane)
  • 1 cenoura grande ralada fina
  • 3 dentes de alho ralados
  • 1 colher café de cominhos
  • 1 colher café de paprika
  • 1 colher chá de sal fino
  • 1 colher café de alecrim em pó (eu desfiz o seco no almofariz)
  • 1 pitada de piri-piri em pó
  • 1 ovo
  • farinha de mandioca para dar liga (ou pão ralado)

Num recipiente grande, colocar a carne de porco, as especiarias, parmesão, alho, bacon, cenoura e misturar tudo muito bem – primeiro com um garfo, depois com as mãos. Acrescentar o ovo e misturar. Ir adicionando aos poucos a farinha de mandioca (que usei por não haver pão ralado em casa) até conseguir uma massa moldável.

Moldar pequenas bolas (eu prefiro almôndegas pequeninas, daquelas que dão uma trinca, duas no máximo), que podem ser congeladas. Estes ingredientes fazem aproximadamente 45 pequenas almôndegas (sendo que, por pessoa, eu recomendo 10 para adultos e 8 para crianças).

Prefiro cozinhar as almôndegas descongeladas, sobretudo se não as vou cozinhar em molho (como faria para preparar um prato de pasta e almôndegas em molho de tomate). Portanto descongelei-as. Pincelei uma frigideira grande e anti-aderente com uma colher chá de azeite e quando estava quente acrescentei as almôndegas, que fritei/grelhei dos dois lados, até estarem cozinhadas por dentro mas não secas.

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Chips sortidas

  • 2 batatas grandes
  • 1 batata doce grande
  • 2 beterrabas médias

Com a ajuda do mandolim, cortei todos os tubérculos em fatias finas. Coloquei-os em água gelada durante cinco minutos. Escorri, sequei-os bem e fritei em óleo bem quente. Quando prontas, sequei-as bem em papel absorvente e temperei com flor de sal e orégãos.

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Salada de alface e nozes

  • 1 alface média
  • 1 punhado de nozes
  • 5 colheres sopa de azeite
  • 2 colheres sopa de vinagre de vinho tinto
  • 1 colher chá de mostarda
  • sal

Lavei as folhas de alface, sequei-as bem e cortei-as em fatias finas. Acrescentei as nozes cortadas em metades e temperei com uma vinagrete feita com o azeite, o vinagre e a mostarda, bem batidos até formarem uma emulsão. Misturei bem e polvilhei com flor de sal.

4 por 6 0806 I

Cá em casa não somos os maiores fãs de almôndegas. Nunca as compramos já prontas. Nunca as comemos em restaurantes. Isso porque achamos que as almôndegas são sempre mal feitas. As dos restaurantes são feitas com restos de carne e, por isso, já perdem em sabor e qualidade. As congeladas… bem, essas não sei o que se passa com elas, mas a verdade é que não sabem bem. Por isso preferimos fazer as nossas. É muito fácil e num curto espaço de tempo fazem-se almôndegas suficientes para várias refeições, que se podem congelar e guardar para quando for mais conveniente. E se forem bem feitas e bem temperadas podem ser deliciosas. Estas são muito saborosas!

Os chips sortidos foram uma surpresa. A batata doce muito saborosa, a beterraba também. E as de batata, as normais, são sempre deliciosas. Eu também sou daquelas que tem um fraco por batatas fritas. Das boas, que das congeladas dispenso.

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Para a sobremesa, cerejas de saco, as minhas favoritas, rijas e sumarentas e doces. Vieram directamente de Resende, do Festival da Cereja, onde os meus pais foram no dia 31 de Maio.

E as contas:

4 por 6 08-06

As cerejas não eram bem estas, mas até foram mais baratas. As contas estão feitas para as 45 almôndegas que consegui, sendo que aqui na receita se usará, no máximo, 40.

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Já há algum tempo que deixei de cozinhar ao domingo à noite, de duas em duas semanas, a receita de 4 por 6 a ser publicada no dia seguinte. Era sempre uma correria, um stress, um não saber bem que fazer, os dois sentados na cozinha, um de computador, outra de faca. Comecei a guardar receitas que ia fazendo e que me pareciam encaixar-se nos princípios da ideia: receitas simples, baratas, equilibradas.

4por6

Confesso também que tenho tido muito menos tempo do que há umas semanas atrás e que, por causa disso, tenho repescado algumas receitas. Mas faço-o com critério e tento escolher sempre coisas que encaixem em termos da refeição como um todo e que, para além disso, sejam das minhas favoritas. Não há mal nenhum em recordar coisas boas e eu não sou nada apologista de não repetir receitas. Aliás, acho que, mesmo com os milhões de coisas novas que ainda não experimentei e que vou encontrando todos os dias pelo mundo culinário fora, nunca deixarei de comer arroz de atum, sopa de lentilhas ou lasanha de carne.

Para começar, a receita repetida: uma salada de legumes grelhados, fresca e bem temperada, como se querem as saladas. Gosto muito dela – para além de ser muito versátil, pode ser preparada com antecedência. Grelham-se todos os legumes e guardam-se no frigorífico, numa caixa bem fechada, até à altura de usar. Aguentam-se uns dois, três dias assim.

Salada de legumes grelhados II

Salada de legumes grelhados

Ingredientes

  • 1 beringela média
  • 2 courgettes pequenas (são mais saborosas e tenras)
  • 1 pimento vermelho médio
  • 1 alface pequena
  • azeitonas pretas
  • azeite
  • vinagre balsâmico
  • sal
  • alecrim
  • hortelã

Corte a beringela, as courgettes e o pimento em tiras não muito grossas. Coloque-as numa vasilha e regue-as com um duas colheres sopa de azeite, sal grosso e alecrim picado. Envolva bem e grelhe (no forno, no grelhador de fogão ou no das tostas), de ambos os lados, até que estejam tenras mas não completamente cozidas. Retire, deixe arrefecer um pouco e corte em pedaços mais pequenos. Reserve.

Lave bem a alface, seque muito bem e corte em tiras. Coloque nos pratos, fazendo camas para os restantes vegetais.

Faça uma vinagrete com azeite, vinagre balsâmico e acrescente-lhe três ou quatro folhas de hortelã finamente picadas. Coloque então os legumes grelhados sobre a cama de alface, regue com a vinagrete e polvilhe com as azeitonas descaroçadas e cortadas em rodelas finas.

Salada de legumes grelhados I

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Para prato principal, uma receita adaptada, outra vez, da Olive de Maio 2009. Acho que nunca uma revista me prendeu desta forma nem me fez fazer tantas receitas de um só número. Estou rendida.

A receita original usa ovos escalfados, coisa de que não sou muito fã. Então resolvi pegar nos ingredientes e fazer uma espécie de huevos rotos, de que gostamos muito.

4 por 6 25 Maio I

Ovos rotos

Ingredientes:

  • 600g de batatas novas
  • 80g de bom chouriço (usei um de Barrancos muito saboroso)
  • 6 ovos
  • salsa
  • azeite
  • sal

Comece por preparar as batatas: corte-as ao meio e, se muito grandes, em quartos (eu usei batata nova, do género das fingerling). Coza-as então em água temperada com sal, até que estejam tenras mas nã completamente cozidas. Escorra bem e reserve.

Numa frigideira larga, aqueça 3 colheres sopa de azeite e frite as batatas que cozeu, virando para que dourem de todos os lados. Acrescente o chouriço cortado em tiras finas e deixe fritar 1 minuto, mexendo de vez em quando. Abra um espaço no centro, acrescente 1 ou 2 colheres de azeite e estrele os ovos, deixando a clara tostar ligeiramente dos lados, mas sem que a gema fique rígida. Desfaça-os então, com a ajuda de duas colheres de pau, e misture-os com as batatas e o chouriço. Sirva de imediato, polvilhado de salsa picada.

4 por 6 25 Maio II

Não sendo propriamente saudável, deve ser comida em pequenas quantidades (e daí a inclusão de uma salada tão substancial, como entrada). Mas os sabores misturam-se e combinam tão bem que, ocasionalmente, é um pecado perdoável, uma pequena indulgência. Sabe-me sempre a Espanha, a tapas comidas em noite quente.

Para sobremesa, ainda há espaço no orçamento para umas cerejas, nacionais, que já andam por aí, doces e a saber a Verão.

E venham então as contas:

4 por 6 25 Maio

Não estão incluídos a salsa, o alecrim e a hortelã porque vêm directamente dos vasos na minha varanda. Os ovos incluídos são um pouco mais caros do que os ovos mais baratos do Continente porque são ovos de galinhas criadas em liberdade e ao ar livre. Normalmente compro ovos caseiros aos lavradores que encontro no mercado. Quando, por alguma razão, tenho de os comprar no supermercado, evito sempre os de aviário. Além de não serem tão nutritivos, são postos por galinhas engaioladas, que vivem em condições deploráveis. O sofrimento animal mexe muito comigo e, portanto, prefiro os ovos das galinhas felizes, como diz a Fer.

 

(nota: nas fotografias, a salada de legumes grelhados tem, para além de alface, rúcula. Aqui, por uma questão de preço, omiti a rúcula. Mas se houver espaço no orçamento, poderá incluí-la. Pode, inclusivé, enriquecer a salada, diminuindo a quantidade de alface e misturando outros verdes, como espinafres, canónigos, rúcula ou agriões)

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Há muito que queria fazer um gratinado de batata cá em casa. Um potato gratin, assim saboroso, bem temperado. Os ingredientes fizeram-me sempre hesitar: leva natas, leite, bechamel, queijo, o Zé não vai gostar. Mas decidi arriscar. Aliei o gratinado de batata ao isco de um bife (coisa rara nesta casa), assim numa lei das compensações um pouco graxista, como quem diz: eu sei que isto não te apetece nada, mas deixa-me lá experimentar que eu acompanho-o com um rico bife. E pronto, carta branca.

Ao contrário do que faço com a maioria das coisas que quero experimentar, aqui não procurei nenhuma receita. Não li, não pesquisei, não fiz nada. Improvisei, inventei, fiz como me pareceu que resultaria. E resultou.

potato-gratin

Com o mandolim, cortei batatas em fatias não muito finas. Cortei também meia courgette, que acrescentei só na camada superior. Usei o resto do bechamel que me sobrara da lasanha, mais uma vez diluído em leite e temperado com alecrim fresco bem picado. Em recipientes individuais, fiz camadas de batata, com as fatias ligeiramente sobrepostas, e sobre cada camada uma ou duas colheres de sobremesa do bechamel diluído, alecrim fresco picado, alho ralado e sal grosso. A última camada levou batata e courgette alternadamente, muito mais bechamel (para cobrir quase tudo), alecrim e sal, um fio de azeite e mozzarela ralada (eu usei fresca porque era a que tinha em casa). Foram ao forno a 190ºC até as batatas estarem cozidas (um garfo espeta até ao fundo sem dificuldade) e depois a 220ºC para ficar tostadinho. As laterais queimaram porque o bechamel borbulhou, subiu e depois desceu. Mas eram a parte mais saborosa!

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Eu gostei muito, o Zé não desgostou. Ponto positivo, já que ambos tinhamos a certeza de que ele iria odiar. O bife estava completamente indigno de nota e relevo – acho que ainda não sei comprar ou cozinhar um bife como nós gostamos (mas eu chego lá!). A salada era uma variação da coleslaw, com couve roxa, cenoura, pepino e courgette crua, temperada com azeite, balsâmico e alecrim e a sua crocância complementou lindamente a suavidade do gratinado. A experimentar outra vez, talvez, desta com um bife bem alto e suculento.

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As batatas que acompanhavam os cogumelos não podiam ser mais fáceis. A inspiração, mais uma cereja, veio daqui e eu ajustei as quantidades, a olho, para três pessoas (eu, o Zé e eu outra vez, no almoço do dia seguinte).

Basicamente são batatas aos cubos, num recipiente de forno, uma cebola grosseiramente picada, dentes de alho a gosto, picados fininho, sal e bom azeite. Vai ao forno até estarem no ponto, quando um garfo lhes entra com facilidade. Abre-se o forno e para o prato vão tomates, maduros e bons, cortados em cubos. Mais 10 minutos de forno, sempre a 180ºC, e pronto! Antes de servir, mistura-se folhas de manjericão frescas numa chiffonade bem fininha. Simples, rápido e saudável!

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