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Arquivos para a Categoria ‘Bolo’

É oficial: não tenho jeito nenhum para bolos decorados. Nunca serei competição para quem faz aqueles bolos lindos, como a Teresa do Lume Brando. Eu tento, esforço-me, dou o meu melhor, mas não chega. O meu estilo é claramente o rústico e sempre que tento fazê-los arranjadinhos saem feios e tortos, coitados. Pelo menos saem bons, já não se perde tudo. São bolos para comer de olhos fechados, sempre para pessoas especiais e feitos de coração.

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Bolo de chocolate com recheio de caramelo salgado

bolo

(usei esta receita)

  • 2 medidas + 4 colheres sopa de farinha de trigo
  • ½ medida de cacau em pó (da melhor qualidade possível)
  • 2 ½ colheres chá de bicarbonato de sódio
  • ½ colher chá de sal fino
  • 2 ovos grandes
  • 1 medida de açúcar mascavado claro
  • 1 medida de açúcar branco
  • 1 medida + 4 colheres sopa de leite
  • 2/3 medida de café forte
  • 200g manteiga sem sal, derretida

Pré-aqueça o forno a 180º. Prepare 2 formas redondas, untando-as com manteiga e enfarinhando-as ligeiramente. Reserve.

Peneire a farinha, o cacau, o bicarbonato e o sal para uma tigela. Misture-os bem.

Noutro recipiente, misture o ovo e os açúcares até que fiquem homogéneos. Adicione o leite, o café (ou descafeinado) e a manteiga derretida. Junte os ingredientes secos e misture pouco, apenas até que fique tudo incorporado. Divida a massa igualmente entre as duas formas (ou asse um bolo de cada vez).

Leve ao forno pré-aquecido por 25 minutos ou até que um palito inserido no meio saia limpo. Retire do forno e deixe arrefecer nas formas durante 10 minutos (este é um bolo frágil,  o primeiro arrefecimento ajuda a que não se desfaça). Retire-os então para uma grade, com cuidado, e deixe-os arrefecer completamente.

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recheio de caramelo salgado

(tirado daqui)

  • 1 medida de açúcar branco
  • 1 colher sopa de xarope de glucose (ou de geléia de milho)
  • ½ medida de natas
  • flor de sal
  • 55g manteiga sem sal

Misture o açúcar, xarope de glucose e 1/8 medida de água num tacho, sobre fogo bem alto. Deixe cozinhar, sem mexer, até que a mistura esteja de um dourado escuro. Retire do fogo e, com muito cuidado, acrescente as natas (a mistura vai borbulhar muito!) e misture até estar tudo bem envolvido. Leve novamente ao fogão e cozinhe até que um termómetro de doces leia 114ºC (ou 238F), aproximadamente 2 minutos. Transfira o caramelo para uma tigela e misture meia colher de chá de flor de sal. Deixe arrefecer ligeiramente, 10-15 minutos. Acrescente então a manteiga, 1 colher de sopa de cada vez, mexendo bem para derreter. Deixe arrefecer completamente.

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cobertura

(tirada daqui)

  • 5 colheres sopa de farinha
  • 1 medida de leite
  • 1 colher chá de extracto de baunilha
  • 226g manteiga (à temperatura ambiente)
  • 1 medida de açúcar branco

Num tacho, misture com um batedor de varas o leite e a farinha e leve a fogo médio, mexendo constantemente, até espessar (cuidado para não queimar). Retire do fogo e deixe arrefecer à temperatura ambiente – a cobertura só funciona se esta mistura estiver completamente fria. Acrescente a baunilha e misture bem.

Enquanto a mistura arrefece, bata a manteiga e o açúcar, até obter um creme leve e fofo. Adicione a mistura de leite, farinha e baunilha, já fria, e bata até que o creme pareça chantili.

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montagem

Cubra um dos bolos com o caramelo (poderá não precisar de usar todo – o que sobrar fica óptimo, ligeiramente aquecido, sobre gelado de baunilha). Coloque o segundo bolo por cima e cubra tudo com o creme. Se quiser, reserve um pouco da cobertura, acrescente umas gotas de corante alimentar e decore.

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O blog trouxe-me muitas coisas. Vontades de coisas novas, de descobertas, livros, autores e outros blogues. Mas o blog trouxe-me sobretudo gente. Que me lê, com quem converso e troco ideias e vontades e receitas. Há muito mais gente dentro deste blog do que apenas eu. Todas as pessoas para quem cozinho ou em quem me inspiro. Gente com ideias, que repito ou a partir das quais me lanço na minha aventura. E esta partilha, esta reunião dos que comem e dos que cozinham e dos que gostam de simplesmente ler faz do Caos algo muito maior do que seria se fosse somente o meu caderno de receitas.

Desta gente de que se faz o Caos, chegou-me a Patrícia mãos-de-fada do seu canteiro de Miosotiis. E descobrimos uma admiração comum pela Dorie Greenspan e pelo seu livro Baking. É, certamente, o livro com mais receitas aqui no Caos e a minha lista de vontades parece não diminuir. É daqueles livros que apetece cozinhar de uma ponta à outra e dar a Dorie a provar a quem aparecer.

Foi assim que surgiu o Dorie às Sextas, inspirado no projecto original Tuesdays with Dorie. Queríamos cozinhar a Dorie toda e moldá-la a nós e partilhá-la. E assim, duas vezes por mês, cozinhamos a mesma receita e falamos dela. Sem muitas regras, sem exigências, com toda a liberdade. Para mim, quero vê-lo como um desafio à criatividade. Pegar nas receitas que não me chamam tanto e transformá-las para nós, moldá-las ao nosso paladar. Pôr um pouco de mim neste livro, de que gosto tanto.

A primeira receita escolhida foi bolo de chocolate e armagnac. Mas cá em casa o bolo transformou-se e acabou por se tornar, quase sem querer, um bolo para o meu pai.

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Bolo de Jack Daniels e pedacinhos de cacau torrado

(adaptado de Baking)

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bolo

  • 70g farinha de amêndoa
  • 50g farinha de trigo
  • 1 pitada de sal
  • 60ml whisky
  • 200g chocolate amargo
  • 115g manteiga sem sal
  • 3 ovos grandes
  • 150g açúcar
  • 3 colheres sopa de pedacinhos de cacau torrado

Pré-aqueça o forno a 190ºC. Unte com manteiga uma forma redonda, sem furo. Forre o fundo com papel vegetal (corte um círculo do tamanho da forma) e unte o papel também. Polvilhe com farinha e sacuda o excesso. Reserve.

Misture as farinhas e o sal. Reserve.

Ponha o whisky numa panela (sem anti-aderentes) e acenda-o com um fósforo. Deixe queimar o álcool. Quando a chama estiver a diminuir, transfira-o para um outro recipiente e deixe arrefecer. Reserve.

Misture o chocolate e a manteiga partidos em pedaços e leve a derreter em banho-maria ou no microondas. Mexa regularmente e não aqueça demasiado – a manteiga não deve começar a separar-se. Reserve.

Num recipiente grande, bata as gemas e o açúcar até obter um creme pálido. Com uma espátula de silicone, envolva a mistura de chocolate na dos ovos. Junte seguidamente a mistura das farinhas e envolva. Finalmente, acrescente o whisky já frio.

Bata as claras em castelo firme. Junte-as à massa e envolva levemente, sem bater.

Ponha a massa na forma e leve a assar 28-32 minutos (o meu assou em 28). Retire então do forno e deixe arrefecer 10 minutos sobre uma grade.

Desenforme o bolo com cuidado, retire o papel e ponha-o novamente com o lado de cima para cima. Deixe arrefecer completamente.

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cobertura

  • 80g chocolate negro
  • 3 colheres sopa de açúcar em pó
  • 42g manteiga sem sal, à temperatura ambiente

Parta o chocolate em pedaços e derreta-o em banho-maria ou no microondas. Retire e com um batedor de varas, acrescente, aos poucos, o açúcar e a manteiga, alternados, de forma a obter um creme brilhante. Deixe arrefecer ligeiramente.

Quando o bolo estiver frio, cubra-o com o chocolate, deixando que se espalhe também para os lados. Sirva simples ou acompanhado de natas batidas.

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Este bolo é um brownie para adultos. O whisky e os pedacinhos de cacau, que não são doces e lhe emprestam um crocante muito agradável, fazem dele um doce mais crescido.

O bolo acabou por ser feito a pensar no meu pai – que ainda não o provou. Foi feito com Jack Daniels, o whisky favorito, e com os pedacinhos de cacau, que os meus pais me trouxeram de São Tomé. Ficou encorpado e forte, cheio de personalidade. Cada vez mais parecido com o meu pai.

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Se quiserem saber mais sobre o Dorie às Sextas, é só clicar aqui.

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2011 não foi um ano mau. Teve momentos muito maus e momentos muito bons, como provavelmente todos os anos. Perdi dois bichos, que para mim são mais do que gente, e isso custou muito. Mas ganhei muita coisa também.

Não sou fã da passagem de ano. Não gosto da obrigação de ter de ser feliz com dia marcado, não gosto de dizer adeus a um ano onde tanto do planeado ficou por fazer (mesmo que tanto se tenha, também, chegado a fazer). Mas gosto de cozinhar para os outros, de lhes dar de comer, de os amar em forma de bolo.

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Brownie coberto de caramelo e amendoins

(da minha deusa pasteleira, Dorie Greenspan)

bolo

  • 1 medida farinha de trigo
  • 1 colher chá bicarbonato de sódio
  • ¼ colher chá sal refinado
  • 113g manteiga sem sal
  • 140g chocolate negro
  • 3 ovos grandes
  • ½ medida de açúcar amarelo (bem apertado na medida)
  • ¼ medida de açúcar branco
  • 3 colheres sopa de glucose de milho
  • ½ colher chá de extracto de baunilha

 

Pré-aqueça o forno a 175ºC. Unte com manteiga uma forma redonda sem furo e forre o fundo a papel vegetal. Unte também o papel e enfarinhe toda a forma. Reserve.

Misture bem a farinha, o bicarbonato e o sal. Reserve.

Em banho-maria ou no microondas, derreta a manteiga e o chocolate, juntos, mexendo ocasionalmente. Não deixe aquecer demasiado para a manteiga não se separar. Reserve.

Num recipiente grande, bata os ovos e os açúcares até estarem bem misturados. Acrescente a glucose de milho, seguida da baunilha e bata bem com um batedor de varas (à mão). Acrescente o chocolate e a manteiga derretidos e envolva, ainda com o batedor de varas. Junte então os ingredientes secos e envolva-os suavemente, só até que estejam bem misturados (é importante não bater demasiado).

Ponha a massa na forma previamente preparada e leve ao forno por 40 minutos ou até que um palito saia livre de massa mas ainda ligeiramente húmido. Retire a forma do forno e deixe arrefecer sobre uma grade durante 15 minutos. Desenforme então e reserve.

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cobertura

  • 2 medidas de açúcar branco
  • ½ medida de água
  • 1 ½ colheres sopa de glucose de milho
  • 2/3 medida de natas
  • 30g manteiga, à temperatura ambiente
  • 1 medida de amendoins salgados

Ponha o açúcar, a água e a glucose de milho numa panela e misture bem. Leve a fogo médio-alto e deixe ficar, sem mexer, até obter um caramelo dourado (sem medo da cor: um caramelo demasiado claro não tem sabor; teste a cor deitando uma gota num prato branco). Baixe então o fogo para o mínimo e, com muito cuidado – o caramelo vai borbulhar e saltar – junte as natas e a manteiga. Quando o caramelo acalmar ligeiramente, mexa para envolver tudo homogeneamente. Junte os amendoins e despeje tudo num pirex ou outro recipiente que aguente altas temperaturas. Envolva bem, para que todos os amendoins estejam bem cobertos de caramelo.

Com uma colher grande, transfira os amendoins envolvidos em caramelo para cima do bolo. Vai ter caramelo a mais, mas tente transferir todos os amendoins. No final, despeje algumas colheres de caramelo sobre o bolo, só o suficiente para que os amendoins estejam cobertos. Sirva só ou acompanhado de uma bola de gelado.

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O bolo é um pecado de fim de ano e de boas vindas ao próximo. E a melhor parte é que com as sobras do caramelo, podem fazer um delicioso molho para gelado: derretam o caramelo que sobrou, no microondas ou em banho-maria. À parte, aqueçam quase até ferver 1 medida de natas. Acrescentem as natas ao caramelo derretido e levem a fogo alto, deixando ferver 3 minutos, mexendo sempre com uma espátula de silicone. Guardem em frasco esterilizado e deixem arrefecer à temperatura ambiente, antes de tapar e guardar no frigorífico.

2012 começa, assim, com promessas de caramelo. Feliz Ano Novo!

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Há pessoas que nos fogem quando estamos mesmo a começar a conhecê-las. Leva-as a vida o trabalho os pais o amor o avião para o outro lado do mar. Não chegam a ser nossas pessoas, porque não houve tempo para isso. Ficam-nos lá ao fundo, guardadas nas memórias de outros tempos, com um “se” ao peito. Se tivesse havido tempo. Se não tivesse havido avião. Se ela voltasse.

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A Nancy fugiu pouco tempo depois de a conhecer. Ainda trocámos cenas no teatro e umas conversas poucas, mas foi o suficiente para ficar com pena de a perder tão cedo. A Nancy foi para a (ainda não) minha cidade, do outro lado do mar.

E um dia, as novas tecnologias – que são tão ponto de encontro como o sr. Henrique Mendes – trouxeram-me a Nancy outra vez. E um outro dia, a Nancy voltou. Para cá, tão pertinho. E porque os regressos se comemoram com abraços e com gargalhadas que se ouvem, fizemos um jantar. Um jantar de acção de graças, que a Nancy não tinha tido. Um jantar para agradecer, um dia para agradecer – que ideia genial, esta dos americanos.

Planeámos, dividimos tarefas e no fim saiu tudo trocado. Não houve peru, não houve molho de arandos. Não houve batata assada com marshmallow por cima (yuck.). Mas houve abraços e gargalhadas e porco assado e puré e tarte de abóbora e muitos à mesa. E houve este bolo.

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Bolo de cenoura

(adaptado de Baking, de Dorie Greenspan)

bolo

  • 1 medida farinha de trigo
  • 1 colher chá de fermento em pó
  • 1 colher chá de bicarbonato
  • 1 colher chá de canela em pó
  • ½ colher chá de sal
  • 1 ½ medidas de cenoura ralada (bem apertadas)
  • 1 medida de nozes grosseiramente picadas
  • ½ medida de coco ralado
  • ½ medida de açúcar branco + ½ medida de açúcar amarelo
  • ½ medida de óleo
  • 2 ovos grandes

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com manteiga uma forma redonda (a minha não tinha furo) e polvilhe com farinha. Reserve.

Com um garfo, misture a farinha, o fermento, o bicarbonado, a canela e o sal. Numa outra vasilha, misture as cenouras raladas, as nozes e o coco.

Com a batedeira, bata bem os açúcares com o óleo, em velocidade média, até que esteja o mais liso possível. Acrescente então os ovos, um a um, e continue a bater. Reduza a velocidade para o mínimo e acrescente a mistura de farinha, mas bata só até que os ingredientes secos desapareçam. Com uma colher de pau ou um salazar, envolva então a mistura de cenoura na massa, levemente.

Leve ao forno por 40-50 minutos ou até que um palito inserido no bolo saia sem vestígios de massa crua (húmido sairá sempre e é assim que se quer este bolo). Retire do forno e deixe arrefecer 10 minutos. Desenforme então e deixe arrefecer completamente sobre uma grade.

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creme

  • 180g queijo mascarpone (pode usar queijo creme)
  • 70g manteiga sem sal, à temperatura ambiente
  • ¼ medida de xarope de ácer (o maple syrup das panquecas) – pode substituir por mel ou por mais açúcar
  • ½ medida de açúcar em pó

Na batedeira, bata bem o queijo com a manteiga, até que fique suave e cremoso. Acrescente o xarope de ácer aos poucos, se possível alternando com colheres do açúcar em pó (alternar líquidos e sólidos ajuda a dissolver melhor). Bata bem, até que o creme fique sedoso.

Quando o bolo estiver completamente frio, cubra-o com o creme. Polvilhe com nozes ainda mais partidas do que as do bolo e sirva a amigos gulosos.

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Fiz muitas alterações a este bolo. Era um bolo de 3 camadas e eu cortei a receita e fiz uma só. Cortei no creme, também, e reduzi-lhe muito o açúcar. Também introduzi o xarope de ácer, porque achei que o sabor ia combinar muito bem com o bolo – e felizmente não me enganei.
O bolo é muito bom – dos melhores que tenho feito. Há anos que queria fazer um verdadeiro carrot cake, à americana. E não me desiludiu. Também fica muito bom sem creme, só bolo. Com uma chávena de chá e um livro eu já sou uma mulher feliz.

A Nancy é agora uma das minhas pessoas. Já não é um se e está cá dentro guardada. Ainda bem que o mundo dá, efectivamente, tantas voltas.

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.nota: 1 medida equivale a 1 chávena com 210-220ml de capacidade.

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kuchen de ameixa

Sou uma pessoa de ideias fixas e de memória comprida. Se há alguma coisa que me prende o olho e me deixa curiosa, dificilmente a esqueço. Fica guardada cá dentro num cantinho qualquer, empurrada para o fundo pelas intermináveis linhas de micróbios e sintomas e medicamentos que começo a ter de saber de cor. E de vez em quando vêm cá acima respirar e atormentar a minha cabeça com vontades de tardes na cozinha.

Este bolo vi-o há anos, na já extinta revista Gourmet. Tive o misto de sorte e azar de a assinar no seu último ano de vida e de poder, ainda que por pouco tempo, deliciar-me mensalmente. Era uma revista muito bem feita, nas letras e nas imagens. Faz-me falta, confesso. Até porque foi amor de pouca dura. Felizmente não morreu completamente e resiste, ainda que virtualmente, aqui.

O bolo deixou-me a sonhar estes anos todos. Voltava e fugia e nunca acontecia sair do meu forno. Mas as ameixas – as últimas! – do mercado acordaram a memória. E hoje houve, finalmente, kuchen de ameixa cá em casa.



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Kuchen de ameixa

(revista Gourmet, Agosto 2009)

  • 1 pacote (10g) de fermento biológico
  • 50ml água morna
  • 2 medidas + 2 colheres sopa de farinha de trigo
  • 1 medida de açúcar
  • ½ colher chá de sal
  • ½ medida de iogurte grego, à temperatura ambiente
  • 1 ovo grande, aquecido em água morna durante 5 minutos
  • 1 ½ colher chá de raspa de limão
  • 1 colher chá de extracto de baunilha
  • 112g + 28g manteiga sem sal, à temperatura ambiente
  • 4 ameixas maduras mas firmes
No recipiente da batedeira, misture  o fermento e a água morna e deixe repousar durante 5 minutos, até formar bolhas à superfície (se não houver formação de bolhas, o fermento não está bom).
Acrescente 2 medidas de farinha, 2/3 medida de açúcar, o sal, iogurte, ovo, raspa de limão e baunilha à mistura de fermento e bata, em velocidade baixa, durante 1 minuto. Corte as 112g de manteiga em cubos pequenos e acrescente-os um de cada vez à massa, batendo bem entre cada um para incorporar. Bata então em velocidade média até obter uma massa lisa e brilhante (cerca de 5 minutos). Com uma espátula de silicone, rape as paredes da tigela. Polvilhe com as 2 colheres de sopa de farinha e cubra com um pano. Deixe repousar num local morno, até que dobre de tamanho (cerca de 2 horas).
Espalhe as 28g de manteiga no fundo de uma forma de 22cm de diâmetro. Polvilhe com o 1/3 de açúcar restante. Corte as ameixas ao meio e cada metade em 5-6 fatias. Disponha-as na forma, em camada única.
Misture delicadamente a massa, para incorporar a farinha polvilhada. Espalhe então, uniformemente, sobre as ameixas. Cubra com película aderente (mas deixe umas zonas abertas, para entrar ar para que a massa possa crescer) e novamente com o pano. Deixe levedar até dobrar de tamanho, aproximadamente 1 ½ horas.
Pré-aqueça o forno a 180ºC, com uma grade a meia altura. Asse a kuchen até que esteja dourada e um palito inserido no centro saia limpo (30-35 minutos). Retire do forno e deixe arrefecer na forma durante 5 minutos. Inverta-a então para uma grade ou para um prato e deixe arrefecer completamente.
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A kuchen é leve e não muito doce. Tem um sabor que evoca as fogaças frescas ou os folares da Páscoa, mas a textura é completamente diferente. A acidez das ameixas dá-lhe uma complexidade maior, que primeiro estranhei mas que depois me fez gostar ainda mais.
A Gourmet sugere servir acompanhada de iogurte grego, adoçado. Eu servi assim, sozinha. Às fatias. E distribui a kuchen pelas aldeias, que as coisas boas são ainda melhores quando partilhadas.

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bolo de cacau

Hoje não há inspiração. As palavras não saem, os dedos não correm o teclado. A cabeça está vazia. Será falta de descanso ou falta de chocolate? Pelo sim pelo não, tomem-se as duas, em doses reforçadas. A ver se amanhã retornam as ideias.

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Bolo de cacau

(do guloso Technicolor Kitchen)

bolo:

  • 1 medida de sour cream
  • 67g cacau em pó
  • 3 ovos grandes
  • 2 colheres chá de extracto de baunilha
  • 67g farinha de amêndoa
  • 230g farinha de trigo
  • 250g açúcar demerara ou amarelo
  • 1 ¼ colheres chá de fermento em pó
  • ½ colher chá de bicarbonato de sódio
  • ¾ colher chá de sal
  • 225g manteiga sem sal (à temperatura ambiente)

calda de cacau:

  • 22g cacau em pó
  • 67g açúcar branco
  • 80ml água a ferver
  • 1 colher chá de extracto de baunilha
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma com manteiga e reserve.
Numa vasilha, misture (com um garfo ou batedor de varas) o sour cream, o cacau, os ovos e a baunilha. Reserve.
Na tigela da batedeira, misture a farinha de amêndoa, a farinha de trigo, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal, em velocidade baixa durante 30s. Junte a manteiga e a mistura de cacau e bata novamente, em velocidade baixa, até que os ingredientes estejam húmidos. Aumente para velocidade média e bata mais 2 minutos. Transfira a massa para a forma previamente preparada, distribuindo-a de forma homogénea.
Leve ao forno pré-aquecido até que um palito inserido na massa saia limpo (no meu forno demorou cerca de 40 minutos).

Enquanto o bolo assa, prepare a calda de cacau. Numa panela, misture bem (com batedor de varas) o cacau e o açúcar. Adicione um pouco da água a ferver e misture bem. Acrescente a água restante, misture e leve a fogo baixo, mexendo sempre até que a calda comece a ferver. Retire então do fogo e junte a baunilha. Deixe arrefecer pelo menos 5 minutos antes de usar.

Quando o bolo estiver pronto, retire-o do forno e fure-o repetidamente com um palito de madeira. Verta 1/3 da calda sobre o bolo e deixe arrefecer completamente, dentro da forma. Quando estiver frio, desenforme cuidadosamente para o prato de servir e pincele-o com a calda de cacau restante – vai ter de repetir o processo várias vezes até gastar toda a calda. Deixe arrefecer completamente antes de servir.

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Dica da Patrícia:

Se não encontrar sour cream (ou creme azedo), pode fazê-lo em casa: para 1 medida (200ml) de creme azedo, misture 200ml de natas frescas com 3 colheres de chá de sumo de limão. Vá mexendo até que comece a engrossar. Cubra com película aderente e deixe repousar à temperatura ambiente por, pelo menos, 1 hora. Pode deixar durante a noite, para que fique mais espesso.


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Um bolo que passa de mão em mão, que corre cozinhas e pratos e enche de sorrisos gulosos quem o prova. Da Deb para mim, para a Moira e de volta para mim. Farinha, açúcar, frutas pequenas. Manteiga que suja as mãos que untam o prato que recebe o bolo. Alquimia fácil, sem truque de magia, mas que com magia se parece.

Bolo que se faz em 10 minutos, assa em 30 e se come no piscar de um olho. Bolo que se presta a ideias e invenções, a misturas ousadas de sabores ou ao conforto dos velhos conhecidos. Desta vez, pêssegos pequeninos dados pela Senhora Maria, a velhinha simpática da Ponte, que conta na cara as histórias que já viveu. Que nos recebe sempre com um sorriso, um ralhete de quem já não nos vê há quase um ano. E que nos enche as mãos de frutos, de lenha miúda para a fogueira, as idas à água de conversas. Peguei nos pêssegos, últimos cheiros do Verão, e misturei-lhes cheiros quentes de Outono. Um bolo aromático e delicioso, de despedida.

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Bolo de pêssego, cardamomo e tomilho

  • 85g manteiga sem sal, à temperatura ambiente (e mais um bocadinho para untar o prato)
  • 188g farinha
  • 1 ½ colher chá de fermento
  • ½ colher chá de sal
  • 150g + 2 colheres sopa de açúcar branco
  • 40g açúcar mascavado
  • 1 ovo grande (ou 2 pequenos)
  • 118ml leite
  • 1 colher chá de extracto de baunilha
  • 1 pitada de tomilho seco
  • 2 vagens de cardamomo
  • 400g de pêssegos, descascados e cortados ao meio

Pré-aqueça o forno a 165ºC. Unte com manteiga uma forma de tarte ou um prato de pirex.

Num almofariz, moa o tomilho e o conteúdo das 2 vagens de cardamomo.

Num recipiente, misture a farinha, o fermento e o sal. Acrescente 2 pitadas da mistura de tomilho e cardamomo e reserve.

Com a batedeira, bata bem a manteiga com o açúcar, até obter uma massa pálida e fofa. Adicione o ovo, o leite e a baunilha e bata até estar homogéneo.

Acrescente a mistura de farinha gradualmente, e vá misturando com uma colher de pau. Não bata a massa demasiado.

Deite a massa na forma previamente untada. Disponha os pêssegos, com o lado do corte para baixo, enterrando-os ligeiramente na massa. Ponha-os numa só camada. Polvilhe com as restantes 2 colheres de sopa de açúcar e mais uma pitada de tomilho seco e leve ao forno até que um palito saia seco. Isto vai depender muito do forno – no meu demorou 30 minutos.

 

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Este é um bolo diferente, mais apreciado pelos crescidos. Pode ajustar a quantidade de especiarias, caso seja grande apreciador. A massa fica perfumada e, junto aos pêssegos, ligeiramente cremosa. Uma perfeita sobremesa, que comemos ao almoço do último domingo de Agosto.

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Coentros, ameijoas, conquilhas, figos e coco. Coisas que detestava quando era pequena e que agora como com prazer. Crescemos em todas as dimensões, cresce-nos o pé, o juízo, o paladar. Crescem-nos as liberdades e os desejos e, se tivermos sorte, crescem-nos os sonhos.

De todas as coisas, dá-me especial gosto explorar estas – as novas, as que até aqui não faziam parte da lista com que os olhos percorriam as bancas do mercado. São aquelas que mais me ensinam e que mais me mostram. Os sabores mais novos, aqueles que descubro com menos memórias e olhos mais frescos.

Este bolo foi feito para o lanche, num dia corrido. A meio, acabou-se a farinha e foi preciso chamar o improviso. No meio das pressas, quase não havia fotografia, tão depressa se foi o bolo. Salvaram-se duas fatias e o prato das migalhas, imagem perfeita do prazer com que se comeram as outras.

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Bolo simples de coco

(ligeiramente adaptado de Baking, de Dorie Greenspan)

  • 1 ½ medidas farinha de trigo + ½ medida farinha de coco (ou 2 medidas farinha de trigo)
  • 1 colher chá fermento
  • 1 pitada sal
  • 200ml leite de coco
  • 57g manteiga
  • 4 ovos grandes (temperatura ambiente)
  • 2 medidas açúcar
  • 1 colher chá extracto de baunilha
  • 2 colheres chá rum
  • ¾ medida de coco ralado, ligeiramente tostado no forno
Pré-aqueça o forno a 175ºC. Unte com manteiga uma forma redonda e polvilhe-a com farinha (se tiver, faça-o com farinha de coco).
Peneire as farinhas, o fermento e o sal e misture-os bem. Reserve.
Coloque o leite de coco num tacho pequeno, junte-lhe a manteiga e leve a fogo baixo, até que esta esteja derretida. Retire do fogo, mas mantenha morno.
Bata os ovos com o açúcar até obter um creme espesso, pálido e com o dobro do volume. Acrescente a baunilha e o rum e bata mais um pouco. Reduza a velocidade para o mínimo e adicione os ingredientes secos, batendo muito pouco, apenas até que a farinha desapareça.
Adicione então o coco ralado, batendo até que esteja incorporado, e só então a mistura de leite de coco e manteiga, lentamente. Quando a massa estiver homogénea, pare de bater e dê-lhe duas ou três voltas com uma espátula, para garantir que está tudo bem incorporado.
Deite a massa na forma pré-preparada e dê-lhe dois abanões, para a homogeneizar.
Leve ao forno pré-aquecido até que um palito inserido na massa saia limpo (a receita original recomenda 60 minutos, creio que no meu forno demorou 30-40 minutos).
Retire do forno e deixe arrefecer durante 10 minutos. Desenforme então para uma grade e deixe arrefecer completamente.
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A farinha de coco veio de uma viagem aos EUA. Não sei se cá será possível encontrá-la, mas se alguém souber agradecia a informação.
Este bolo fica muito húmido e macio, com o sabor forte do coco. É óptimo para lanches e pequenos-almoços ou para o farnel da praia. É um daqueles bolos simples, que sabe bem assim, sem mais nada. São gostos que se aprendem e que passam a fazer parte das nossas vontades. E até o Zé, que não come bolos, ajudou a fazer este desaparecer rapidamente.

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um bolo de sol e verão

A fruta é o meu pecado favorito. Tirem-me tudo – tirem-me até o chocolate! – mas não me tirem a fruta. São tantas, tão diferentes, doces e sumarentas ou ácidas e carnudas, de todas as cores. São a minha refeição num dia de pressa e são o meu conforto quando estou cansada. A fruta é o meu prazer maior. O mais irresistível.

Na praça, todas as semanas, escolho-a com cuidado. Só fruta portuguesa, que temos tanta e tão boa. Estamos na melhor época. As nêsperas doces, os damascos que me escorrem pelo queixo, as cerejas de saco – as melhores e mais rijas. Daqui a pouco chegam os figos, paixão nova do Verão passado e que estou morta por reencontrar. Todas estas frutas me convencem a trazê-las para casa. Mas os morangos, com o seu perfume que vibra mais alto que todos os outros, são irresistíveis. Tingem-me dedos e lábios de vermelho e deixam na casa um cheiro de promessas de Verão. E da quintinha que hei-de ter, quando for grande, onde há árvores e arbustos de todos os frutos, a crescer com sabor a sol.

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Bolo de morangos

(receita adaptada daqui)

  • 85g manteiga sem sal, à temperatura ambiente (e mais um bocadinho para untar o prato)
  • 188g farinha
  • 1 ½ colher chá de fermento
  • ½ colher chá de sal
  • 150g + 2 colheres sopa de açúcar branco
  • 1 ovo grande (ou 2 pequenos)
  • 118ml leite
  • 1 colher chá de extracto de baunilha
  • 400g de morangos, cortados ao meio

Pré-aqueça o forno a 165ºC. Unte com manteiga uma forma de tarte ou um prato de pirex.

Misture a farinha, o fermento e o sal. Reserve.

Com a batedeira, bata bem a manteiga com o açúcar, até obter uma massa pálida e fofa. Adicione o ovo, o leite e a baunilha e bata até estar homogéneo.

Acrescente a mistura de farinha gradualmente, e vá misturando com uma colher de pau. Não bata a massa demasiado.

Deite a massa na forma previamente untada. Disponha os morangos, com o lado do corte para baixo, enterrando-os ligeiramente na massa. Ponha-os numa só camada. Polvilhe com as restantes 2 colheres de sopa de açúcar e leve ao forno até que um palito saia seco (cuidado com o sítio onde espeta: pode vir coberto de compota de morango). Isto vai depender muito do forno – no meu demorou 30 minutos.

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O bolo é Verão numa garfada. É maravilhoso assim, sozinho. Ou acompanhado de uma bola de gelado de nata ou de uma gulosa dose de natas batidas, mesmo sem açúcar.

Apetece pegar neste bolo e divagar. Enterrar damascos sumarento na massa, polvilhar com amêndoas torradas, misturar farinha de côco. Apetece juntar todo o Verão à massa e ficar ali, a vê-lo crescer no forno.

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Gosto muito de chocolate. E, normalmente, quando me apetece alguma coisa doce, é chocolate que a gula pede. Mas chocolate só, simples. Um quadrado, uma fila. Ou duas… Há dias em que só o chocolate resolve os problemas e cura as neuras. O chocolate, libertador de dopamina e apaziguador de tristezas menores.

Curiosamente, não costumo gostar muito de bolos de chocolate. Ou são demasiado húmidos ou são demasiado secos ou o sabor não me satisfaz tanto como o do chocolate em barra. Mas os livros, aqueles que insisto em coleccionar e acumular e folhear e nos quais me perco quando devia estar a fazer outras coisas, dão-nos vontades. Folheio um livro guloso, de uma pastelaria em Brooklyn. Sei que é o livro do brownie, aquele brownie que andou a conquistar meia New York. Ando a adiar fazê-lo há meses. Ora porque não há chocolate, ora porque já sei que vou acabar a comê-lo todo. Mas um brownie que derreteu a Oprah é um brownie cheio de referências. E é um brownie que tem de ser provado.

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Brownie

(do livro Baked)

  • 1 ¼ medidas de farinha
  • 1 colher chá de sal
  • 2 colheres sopa de bom cacau
  • 310g chocolate (com 60-72% de cacau), picado
  • 225g manteiga sem sal, cortada em cubos
  • 1 colher chá de café instantâneo
  • 1 ½ medidas de açúcar
  • ½ medida de açúcar amarelo
  • 5 ovos (à temperatura ambiente)
  • 2 colheres chá de extracto de baunilha
Pré-aqueça o forno a 175ºC. Com manteiga, unte uma forma quadrada (eu usei um pirex).
Numa tigela média, misture, com um batedor de varas ou um garfo, a farinha, o sal e o cacau.
Coloque o chocolate, a manteiga e o café instantâneo numa tigela grande. Coloque-a sobre uma panela com água a ferver e derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria, mexendo ocasionalmente. Quando a mistura estiver derretida e bem lisa, desligue o fogo mas mantenha a vasilha sobre a água fervente. Acrescente os açúcares e mexa com um batedor de varas, até que desapareçam completamente. Retire então a vasilha de cima da panela e deixe arrefecer só ligeiramente.
Acrescente 3 ovos e bata até estarem bem envolvidos. Junte os 2 ovos restantes e bata, novamente até estarem bem misturados. Adicione a baunilha. Não bata demasiado a massa, para que os brownies tenham a textura certa.
Junte a mistura de farinha e, usando uma espátula, misture apenas até a farinha estar quase totalmente envolvida (deve ver-se ainda uns pontos de farinha aqui e ali). Mais uma vez, não bata demasiado.
Deite a massa na forma previamente preparada e alise o topo. Leve ao forno por 30 minutos, rodando a forma a meio do tempo, para assegurar um cozimento homogéneo. Os brownies estarão prontos quando um palito inserido no centro sair com algumas migalhas húmidas, mas já sem massa líquida.
Deixe arrefecer completamente, na forma e sobre uma grade. Corte então aos quadrados e sirva.
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Eu guardei os brownies numa caixa hermeticamente fechada e eles aguentaram-se bem durante 1 semana. Ficaram ligeiramente secos nas laterais, mas mantiveram-se perfeitamente fofos por dentro. E fiz apenas metade da receita, o que ainda assim me rendeu brownies para a semana toda (só para mim, claro).
Confesso que não tenho grande paciência para banhos-maria e que, por isso, fiz o processo de derreter chocolate e manteiga no microondas, em pulsos de 1 minuto de cada vez, mexendo sempre nos intervalos. É preciso cuidado para que o chocolate não queime, mas é muito mais rápido.
Usei um chocolate com 70% de cacau que tinha sementes de linhaça e achei que combinaram lindamente com o brownie. A linhaça poderá ser acrescentada à parte, para quem quiser uma guloseima com um toque mais saudável. Pode também levar nozes ou outros frutos na mistura, mas eu, sinceramente, prefiro simples.
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Os brownies são densos e se usar um bom chocolate e um bom cacau, são maravilhosos. Para mim são o bolo de chocolate perfeito. E se o cortar em quadrados pequeninos, quase que pode comê-los sem culpas.

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