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Archive for the ‘Ervilhas’ Category

Quem me lê já deve estar farto de me ouvir cantar louvores aos vegetais e legumes. De me ler a dizer que comemos pouca carne e muita fruta. Mas de vez em quando lá volto eu ao mesmo porque o blog é feito dos nossos dias, das nossas refeições. Não cozinho especialmente para o blog, cozinho para nós. E, do que vamos comendo, o que é bom e novo e interessante é partilhado aqui. É, portanto, normal que os temas se repitam um bocado – afinal, a nossa alimentação tem estes princípios como base, não há volta a dar.

Há uns tempos ouvi falar de uma iniciativa muito interessante: o Meat Free Mondays. Foi criado para sensibilizar as pessoas para o impacto que o elevado consumo de carne tem no ambiente. Propõe que abdiquemos da carne um dia por semana, como forma de proteger a nossa saúde e o meio ambiente. Apenas um dia por semana pode dar um contributo importante para a redução dos efeitos lesivos que a criação de gado e a indústria da carne têm sobre o meio ambiente. Para nós, que comemos pouca carne, um dia por semana não custa nada. Mas mesmo para quem a consome regularmente não parece ser muito difícil. Afinal, é só um dia.

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Pataniscas de legumes com molho agridoce de chili

2 pessoas

  • 1 medida de courgette ralada
  • 1 medida de ervilhas, ligeiramente esmagadas
  • ¼ pimento vermelho em tiras muito finas
  • ½ cebola em meias luas muito finas
  • 1 punhado de coentros picados
  • 2 ovos
  • 6 colheres sopa de farinha
  • 1 colher chá de fermento
  • 1 colher chá de sal
  • 1 pitada de piri-piri
  • óleo para fritar
  • molho agridoce de chili para acompanhar

Misture todos os legumes. Bata levemente os ovos e adicione aos legumes, envolvendo bem. Misture a farinha com o fermento, o sal e o piri-piri. Acrescente à mistura de legumes.

Aqueça uma frigideira anti-aderente. Coloque 1 colher sopa de óleo e coloque 2 colheres de sopa bem cheias de massa (por cada patanisca). Deixe fritar até dourar e vire. Seque-as sobre papel aderente.

Sirva acompanhadas de molho agridoce de chili e uma salada.

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Estas pataniscas são uma excelente opção para uma refeição sem carne. Estão carregadas de legumes, têm pouca gordura e poucos hidratos de carbono e, por terem ovos, têm proteína suficiente para assegurar uma refeição completa.

Nós por cá somos adeptos dos dias sem carne, seja ou não à segunda-feira. E vocês, já aderiram ao Meat Free Monday?

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Todas as semanas passo no talho, converso com o Jorge, compro-lhe ovos caseiros maravilhosos, pergunto-lhe pela neta que é o brilho dos olhos dele. Às vezes – poucas – apetece-me e compro um bife alto, bem fresco e bom. Um bife chega para os dois – normalmente são tão grandes! Às vezes compro dois e congelo um. Prefiro carne fresca, mas dá sempre jeito ter alguma no congelador.

Trago-o para casa e percorro as receitas. Às vezes é só grelhado, com umas pedras de sal grosso, uma boa salada e pão ou umas batatas “fritas” no forno. Outras vezes é outra coisa, uma das receitas que acumulo em pilhas virtuais gigantescas e de que, bem sei, nunca verei o fundo.

Aquilo que escolhemos comer espelha muitas vezes o que nos vai cá por dentro. Uma sopa quente quando precisamos de conforto. A estereotipada tablete de chocolate quando nos sentimos deprimidos. Ou sabores novos, de outros mundos, quando andamos com a cabeça nas férias que hão-de vir.

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Noodles com carne de vaca e gengibre

(ligeiramente adaptado daqui)

4 pessoas

marinada:

  • 2 colheres sopa de vinagre de arroz
  • 5 colheres sopa de molho de soja
  • 1 colher sopa de mel
  • 1 colher sopa de gengibre fresco, ralado
  • 1 colher chá de piri-piri
  • 1 colher chá de cominhos
carne e legumes:
  • 1 ou 2 bifes altos (1,5cm), com 400g
  • 1 colher sopa de amido de milho
  • 2 colheres sopa de óleo vegetal
  • 1 colher sopa de óleo de sésamo
  • 4 cebolinhas, cortadas em pedaços grandes
  • 2 dentes de alho finamente fatiados
  • 2 punhados de ervilhas de quebrar
  • 1 cenoura média cortada em tiras finas
  • 2,5cm de gengibre fresco descascado e cortado em tiras finas
  • 1 malagueta pequena
  • 200g de noodles (os que preferir – eu usei udon)
Leve o bife ao congelador durante 30 minutos, para que seja mais fácil fatiá-lo em fatias finas. Corte-o na diagonal, em tiras de 1cm de espessura.
Num recipiente, misture os ingredientes da marinada. Coloque a carne no recipiente, mexa bem para que todas as tiras fiquem cobertas e leve ao frigorífico por, pelo menos, 30 minutos (ou até 4 horas).

Numa tigela, misture o amido de milho com 2 colheres de sopa de água fria.

Cozinhe os noodles de acordo com as instruções da embalagem. Quando estiverem no ponto, escorra-os, passe-os por água fria (para que não continuem a cozer) e reserve.

Aqueça os óleos num wok, em fogo alto. Seque ligeiramente as tiras de carne e frite-as no óleo, em várias vezes para que não se sobreponham e não acabem a estufar. O bife deve ficar mal passado. Transfira-o para um prato e reserve.

Ponha a malagueta e o alho no wok e cozinhe-o por 30 segundos. Acrescente o gengibre, a cenoura e as ervilhas tortas e cozinhe por 3-4 minutos (os vegetais devem manter-se crocantes). Devolva as tiras de carne ao wok e acrescente a mistura de amido de milho. Adicione os noodles e as cebolinhas cortadas. Misture bem, para envolver os noodles no molho e cozinhe por 1 minuto.

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Desde que aprendemos a manuseá-los devidamente, comemos sempre com pauzinhos. Pode ser artifício ou mania da nossa cabeça, mas o sabor não é o mesmo, quando optamos pelos talheres. O ritual é tão parte da refeição como o prato em sim e este, comido com a taça numa mão e os hashi na outra, transporta-nos para outro continente. Curiosamente, aquele para onde nos levarão as próximas férias e para onde vamos em busca de novas delícias e de um outro mundo.


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Nós gostamos muito de noodles. Mas daqueles com muito sabor, porque daquelas coisas estilo sopa com legumes e noodles a boiar já não gostamos tanto. Sabem quase sempre a canja, mesmo que esse sabor esteja disfarçado por outros, mais asiáticos. Parecem sempre feitos em caldo de frango. E como nenhum dos dois gosta de canja, a coisa não passa despercebida.

Mas dos outros, daqueles com gengibre e molho de soja e nem uma pitada de canja, gostamos muito. E eu vou coleccionando receitas, sempre que elas aparecem. Receitas que raramente faço, porque sempre que as fiz em casa não cheguei nem perto dos noodles de que nós gostamos. Parecia faltar sempre qualquer coisa em termos de sabor. Nunca consegui descobrir o quê e as receitas foram-se acumulando, pontas de esperança de que, um dia, haveria noodles decentes a sair da minha cozinha.

Há uns dias, entre umas horas de estudo e outras de sono, quando não havia nada descongelado nem grande vontade de sair de casa, resolvi experimentar outra vez. Fui buscar uma receita ao monte, uma para a qual eu tinha quase todos os ingredientes em casa, e fui para a cozinha.

Noodles & vaca

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Noodles com carne de vaca e ervilhas de quebrar
(adaptado daqui)

Ingredientes (2 pessoas)

  • 300g  carne de vaca cortada em tiras (eu descongelei dois bifes grossos e cortei-os)
  • 300g noodles
  • 300g ervilhas de quebrar
  • 3 colheres sopa molho de soja
  • 3 colheres sopa sake (não tinha, usei vinho branco)
  • 2 colheres sopa molho de chilli doce
  • 1 colher sopa açúcar
  • 1 colher sopa amido de milho
  • 1 colher sopa óleo de sésamo
  • 2 colheres sopa óleo vegetal
  • 3 dentes de alho finamente picados
  • 220ml caldo de legumes
  • cebolinho (ou rebentos de cebola)

Comece por cortar o bife em tiras largas. Numa vasilha, misture 1 colher sopa de cada de molho de soja, vinho branco e molho de chilli doce. Junte o açúcar e bata com um batedor de varas até dissolver. Adicione então o amido de milho e bata mais um pouco, até ter uma mistura homogénea. Por fim o óleo de sésamo e o bife, que deverá ficar a marinar durante 20 minutos. No fim destes, escorra e descarte o resto da marinada.

Coza os noodles em água a ferver durante 1 minuto. Escorra e reserve.

Numa frigideira ou num wok aqueça 1 colher de sopa de óleo e frite o alho ligeiramente, até começar a sentir o seu cheiro. Junte o bife e resista à tentação de lhe mexer, inicialmente: se não lhe mexer ele vai caramelizar ligeiramente e ficar muito mais saboroso. Vire então e deixe caramelizar do outro lado. Transfira para um prato e reserve.

Ponha mais uma colher de sopa de óleo no wok e frite ligeiramente as ervilhas de quebrar, que previamente arranjou e partiu ao meio. Acrescente 100ml de caldo de legumes, reduza para lume brando e cozinhe um pouco – não muito, que as ervilhas de quebrar cozem depressa. Transfira-as para o prato da carne.

Adicione o caldo restante ao wok quente, juntamente com as 2 colheres de molho de soja e de vinho branco e deixe ferver em lume alto. Adicione os noodles e cozinhe até que o líquido tenha praticamente evaporado e a massa esteja coberta com um molho espesso. Devolva a carne e as ervilhas ao wok, envolva tudo e deixe cozinhar mais uns segundos, para que os sabores apurem. Sirva polvilhado com o cebolinho ou rebentos de cebola finamente picados.

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E desta vez ficaram bons. A carne estava muito macia, com aquele sabor ligeiramente doce da caramelização. Os noodles cozeram um bocadinho demais e estavam um pouco moles, mas cheios de sabor. E as ervilhas de quebrar, ainda ligeiramente crocantes, contrastaram na perfeição com os sabores mais ricos do resto do prato.

Parece que, afinal, saem noodles decentes da minha cozinha. Esperemos que não tenha sido uma vez sem exemplo.

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Não vou voltar a dizer que ando sem tempo, a correr para cá e para lá, a passar horas na biblioteca. Vocês já não devem ter paciência para me ouvir. E também não quero que pareça queixa – não é. Na verdade estou muito feliz, como já não me sentia há muito tempo. E não me chateiam nada as horas na biblioteca, os livros pesados, a falta de tempo. Era exactamente o que eu queria.

Mas as consequências da falta de tempo de que não vou falar, não as sinto apenas eu. O blog tem sofrido com isso. Eu tenho pena, mas vou fazendo o que posso. E o cansaço já começa a ser menos, à medida que o corpo se ajusta, e por isso eu sei que o Caos vai continuar.

4por6

Esta semana foi o 4 por 6 a sofrer. Não houve tempo, simplesmente não houve. E como não quis estar a inventar qualquer coisa à pressa, sem rigor, resolvi ir ao arquivo, repescar uma receita já publicada. Não era o que eu queria, mas é o que eu posso. Mas não se preocupem, que escolhi a dedo. É uma receita que aparece muitas vezes cá em casa, que faço com muito gosto e que nos deixa sempre felizes – o arroz de atum que nos aquece a alma.

Arroz de atum

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Arroz de atum

  • 3 latas de atum natural
  • 220g arroz
  • 200g ervilhas congeladas
  • 300g cenoura
  • 150g polpa de tomate
  • 1 cebola grande
  • 4 dentes de alho
  • 1 folha de louro
  • sal

Comece por fazer um refogado (ou um estrugido, como dizemos cá pelo Norte) com a cebola e o alho, bem picadinhos, e um pouco de azeite. Acrescente a cenoura cortada em cubos pequenos e frite mais um pouco. Quando a cebola estiver bem dourada (cuidado para não queimar o alho!), adicione ao tacho as ervilhas congeladas e a folha de louro. Deixe cozinhar um pouco, destapado.

Escorra o atum e parta-o em pedaços médios. Acrescente-o ao tacho, juntamente com o arroz, e deixe fritar ligeiramente, mexendo de vez em quando. Adicione então a polpa de tomate e a água – o dobro do arroz (em volume: 2 canecas de água para 1 de arroz). Mexa bem, acrescente sal, prove e deixe cozinhar, com a tampa, em fogo baixo.

Se quiser, uns minutos antes de o arroz estar pronto, acrescente uns ovos por cima, para que escalfem no vapor restante.

Sirva só assim ou, se quiser, com uma salada fresca, de tempero leve (ainda há espaço no orçamento para os ovos ou a salada).

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Este arroz é das nossas comidas favoritas. Quando estamos cansados ou a cabeça não consegue pensar em nada para o jantar, a resposta do Zé à pergunta: “Então, que te apetece?” é, quase sempre, “Arroz de atum”. Além de prático, fácil e de só sujar um tacho, é uma refeição completa, com proteína, hidratos de carbono e legumes. Nós não costumamos acrescentar os ovos, porque o Zé não gosta muito.

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Para a sobremesa, um mimo doce, também rápido. A receita encontrei-a num daqueles livros da Vaqueiro, em leque. Achei-a muito interessante e resolvi testar. Não me arrependi!

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Madeleines cappuccino

(“Finger Food”, Saberes e Sabores)

  • 125g açúcar amarelo
  • 100g margarina, mais um pouco para untar a forma
  • 3 ovos
  • 1 saqueta de mistura para cappuccino (usei Café de Vienna, da Nestlé)
  • 150g farinha

Ligue o forno a 190ºC. Unte as formas de madeleines com margarina (se não tiver formas de madeleines, faça pequenos muffins)

Deite o açúcar numa taça, junte a margarina cortada em pedaços e bata com a batedeira até obter um creme. Acrescente as gemas e continue a bater.

Bata as claras em castelo bem firme.

Adicione a mistura para cappuccino à farinha e junte ao creme preparado, alternando com as claras em castelo, misturando sem bater.

Distribua a massa pelas formas e leve ao forno cerca de 15 minutos.

Retire do forno, desenforme e deixe arrefecer sobre uma rede.

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As madeleines são bolinhos fofos e muito saborosos. Para a sobremesa uma ou duas são mais do que suficientes, com a vantagem de que ainda fica com algumas para o pequeno-almoço do dia seguinte.

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As contas:

4 por 6 - 26 out 2009

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Cá em casa não é muito habitual sobrar comida. Mas às vezes acontece, como em todo o lado. E há sobras que são realmente difíceis de aproveitar.

Eu não gosto, mesmo nada, de carne de porco re-aquecida. Daquela que sobra de um assado, por exemplo. Prefiro comê-la fria, numa sanduíche bem montada, do que aquecê-la. Acho que o sabor se transforma completamente e fica assim uma coisa… má. Eu até dizia horrível, mas sempre me ensinaram que não se diz mal da comida…

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(pronto, baixinho que ninguém nos ouve: fica horrível).

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Por estes motivos é claramente difícil lidar com sobras de carnes cá por casa. A de porco é a que mais me desagrada, mas também não sou grande fã das outras. Mas às vezes sobra. E quando sobra muita carne, comê-la sempre fria não é viável. E por isso é preciso improvisar.

Da última vez que fiz aquele porco de que já ninguém pode ouvir falar, sobrou bastante. Comi a maior parte dele frio, em almoços solitários, mas mesmo assim continuava a sobrar. Até a um jantar, sem planos nem preparo, em que resolvi usar o dito.

arroz de sobras

Numa panela, fiz um refogado com cebola e alho, juntei uma cenoura em cubos pequenos e um punhado generoso de ervilhas congeladas. Acrescentei uma folha de louro, meio copo de vinho branco e meio de água, na qual dissolvi duas colheres de sopa de concentrado de tomate. Uma pitada de sal, a tampa e ficou a cozinhar.

Entretanto, liguei o forno a 160ºC. Numa frigideira, salteei, em azeite, uma cebola cortada em meias luas finas, até que estivesse dourada. Retirei e reservei.

Comecei a montagem, num prato de forno: uma camada de arroz (que também tinha sobrado), uma camada generosa do porco, por cima o refogado de legumes, outra camada de arroz e, por fim, a cebola reservada.

Foi ao forno uns minutos, só para aquecer o porco e o arroz e para que os sabores se envolvessem uns nos outros.

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Foi servido quente e apesar de me saber ligeiramente a porco requentado, o molho e a cebola ajudaram a que isso não me incomodasse tanto. Ao Zé não incomodou minimamente – ele gostou muito e repetiu a dose.

Não é uma ideia transcendente nem nada do outro mundo. É só uma forma fácil de aproveitar sobras, daquelas que ou são em pequena quantidade e não garantem uma refeição ou daquelas a que não sabemos bem o que fazer. O molho de legumes, além de minorar a secura do porco (que, por ser re-aquecido, estava obrigatoriamente mais seco), acrescentam sabor e nutrientes ao prato.

Eu fiz com porco, mas acho que ficaria ainda melhor com sobras de frango estufado, por exemplo, que é húmido e tem aquele molho delicioso para ensopar o arroz.

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Era um arroz que era para ser sopa. Havia grão-de-bico no frigorífico e ervilhas tortas vindas do mercado há poucos dias. Havia uma grande falta de vontade para cozinhar e um desejo do conforto que só a sopa dá ao estômago.

arroz-de-grao-de-bico

Numa panela, um fio de azeite. Refoguei uma cebola em cubos e um dente de alho bem picado. Juntei as ervilhas tortas cortadas em pedaços grosseiros. Esfarelei umas folhas secas de sálvia, acrescentei o grão. Meio litro de caldo de legumes e para tornar a sopa mais prato, um bocadinho de arroz.

Um dos meus grandes, grandes problemas na cozinha são as medidas. Acho sempre que a massa é de menos e acaba sempre por ser a mais. O arroz, não fora a medida em que o aprendi a fazer e com a qual calculo, para cima ou para baixo, a quantidade necessária, tem o mesmo destino. Não costumo pôr arroz na sopa. E o meu “a olho” deve ter vindo avariado.

A sopa tornou-se arroz malandro. Cremoso e espesso, não um risotto porque o arroz era do normal, daquele de fazer arroz branco para o Zé comer com o molho, como gosta. Mas tirando isso era quase.

arroz-de-grao-de-bico-ii

O Zé, como previsto, não gostou. A mim soube-me ao que eu queria e precisava. E no dia seguinte ainda chegou para me dar almoço, impedindo aquele momento de todos os dias de eu-tenho-de-almoçar-mas-não-me-apetece-nada-cozinhar-só-para-mim. Destes improvisos que me facilitam os almoços não poderá nunca haver demasiados.

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Os almoços aqui em casa são sempre bastante improvisados. Às vezes faço maior quantidade no jantar do dia anterior, já a contar com o meu almoço, outras aproveito pedaços pequenos de massa de pizza que estão no frigorífico. Muitas vezes faço uma saladona com tudo e mais alguma coisa ou pasta com os legumes que houver. Mas uma coisa que tento sempre fazer ao almoço é aproveitar aquelas pequenas quantidades de comida que sobram e estão em caixinhas no frigorífico.

Foi o que aconteceu com este prato. Havia arroz no frigorífico e não me apetecia recorrer ao habitual: ovos estrelados com arroz, coisa que adoro e de que o Zé não gosta, o que a torna exclusivamente prato de almoço. Resolvi, então, improvisar.

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Num tacho pequeno, cozi uma mão de milho, uma de ervilhas e alguns camarões que moravam no meu congelador há muito tempo. Numa frigideira, alourei 3 dentes de alho picadinhos num fio de azeite. Juntei o milho, as ervilhas e os camarões e deixei fritar um bocadinho. Por cima, o arroz. Acrescentei meia colher de sopa de polpa de tomate, alho em pó e cominhos. Esfarelei duas folhas de sálvia seca por cima e envolvi bem. Deixei ficar na frigideira mais um minuto ou dois, servi e comi.

Estava muito saboroso e foi incrivelmente rápido de fazer – o que é uma enorme vantagem, já que quase nunca me apetece cozinhar ao almoço, por ser só para mim. Os camarões dispensavam-se, sinceramente. É uma boa forma de dar cara nova ao arroz que sobrou e pode ser comido sozinho ou como acompanhamento.

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