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Archive for the ‘Beringela’ Category

Há receitas que teimam em ficar mal nas fotografias e que acabam por nos vencer pelo cansaço. Há dias em que nada parece estar no ponto exacto – a luz é má e eléctrica, o enquadramento uma desgraça e nem o prato ajuda. Junte-se a isso a fome que espera pelo fim da sessão  e a falta de paciência de quem não faz disto vida e o resultado só pode ser fraco.

E depois fico ali, naquele limbo entre as más fotografias e as excelentes receitas. As menos boas esquecem-se, não fazem falta. Mas as boas, aquelas que nos agarraram pelo nariz e pelo estômago, merecem ser partilhadas. Mesmo que as fotografias, em sessões sucessivas, não lhes façam justiça.

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Beringelas à grega

(adaptado de How to roast a lamb, Michael Psilakis)

para 4 pessoas

  • 4 beringelas pequenas, cortadas ao meio
  • 250g carne de vaca picada
  • 1 cebola pequena, finamente picada
  • 2 folhas de louro
  • 2 colheres sopa de pasta de tomate
  • 80ml vinho tinto
  • 800ml água
  • 1 colher chá de tomilho seco
  • 2 colheres chá de canela
  • azeite
  • sal
  • queijo mozzarella ralado
  • um punhado de ervas frescas (hortelã, salsa e cebolinho)

Pré-aqueça o forno a 200ºC. Faça cortes diagonais na polpa das beringelas, em cruz. Pincele-as com azeite e tempere com sal e um bocadinho de canela. Embrulhe cada meia beringela em papel de alumínio e leve a assar até que estejam tenras, 30-40 minutos. Retire do forno e, com uma colher, tire a polpa da beringela, tendo cuidado para não furar a pele. Pique a polpa retirada e reserve.

Num tacho grande, em fogo médio-alto, frite ligeiramente a cebola, em azeite (2-3 minutos). Acrescente a carne e deixe corar, mexendo frequentemente. Adicione a polpa das beringelas, o louro, 1 colheres de chá de canela e a pasta de tomate. Mexa continuamente durante 1 a 2 minutos. Junte o vinho tinto ao tacho e mexa bem. Deixe evaporar todo o álcool. Acrescente então a água, o tomilho, 1 colher de chá de sal e deixe ferver. Reduza então o fogo, cubra parcialmente o tacho e deixe cozinhar até que o molho esteja quase seco, 60-65 minutos. Verifique e mexa com frequência.

Pré-aqueça o forno a 175ºC. Ponha as beringelas num recipiente e recheie-as com o molho de carne. Cubra com o queijo ralado e leve ao forno durante 15 minutos, até que a cobertura esteja dourada. Retire, regue com um fio de azeite (ou com a gordura que tenha ficado no fundo da travessa) e polvilhe com as ervas frescas picadas.

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Cá em casa este prato foi uma aposta arriscada. Sou a única fã de canela da nossa mesa e, para não abusar, reduzi um bocadinho as quantidades da receita original. Para nós ficou óptima assim – tanto que se eu não lhe dissesse que tinha canela, ele não adivinhava, apesar de ela estar, inquestionavelmente, ali e de ser muito responsável pelo sabor final deste prato.

É uma receita leve, se servida com uma salada. Ou mais substancial, se acompanhada de arroz. De uma forma ou de outra, é uma boa ideia para as beringelas que já andam por aí e que vão continuar a aparecer até Outubro.

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Vamos começando a comer sopas quentes, já apetecem os guisados, os assados e o calor do forno. Já comprámos – e comemos! – castanhas e as minhas mãos andam com vontade de fazer pão. O Outono que chegou trouxe noites frias e vontade de aconchego. Mas nós não nos rendemos. Não enquanto houver tomates coração de boi na praça, beringelas caseiras e pimentos quase quase a pedir sardinhas. Ainda é Verão nesses dias, ainda que só pelas cores, que o prato quer-se a fumegar, para aquecer as mãos que o seguram e o corpo a quem come.

Há uns meses voltei da praça com 5kg de tomates. Coração de boi, maduros quase a estourar. Durante uma tarde pelei dentes de alho, tantos que lhes perdi a conta. Escaldei os tomates, retirei-lhes a pele (as sementes não, que eu não gosto de desperdiçar nada). Refoguei o alho numa dose generosa de azeite e acrescentei-lhe os tomates cortados em pedaços e umas folhas de manjericão roxo, bem lavadas e rasgadas com as mãos. Uma pitada de sal, outra de açúcar. E ficou ali, a cozinhar e a encher a casa do cheiro que o Verão tem, durante horas em lume brando. No fim, mais manjericão rasgado, uma pitada de bicarbonato para contrapôr a acidez. E foi guardado em frascos esterilizados, fechados imediatamente para fazer vácuo. Rendeu 4 frascos. Gulosos, oferecemos apenas 1. E hoje, um mês depois, já não há molho para ninguém.

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Gratinado de legumes

Ingredientes:

(2 pessoas)

  • 1 beringela grande (ou 2 pequenas)
  • ½ courgette
  • 1 tomate grande
  • 1 cebola média
  • 1 pimento verde
  • 100ml molho de tomate (caseiro, de preferência)
  • folhas de manjericão
  • 1 bola de mozzarela fresca
  • azeite
  • sal

Corte as beringelas em fatias finas, no sentido do comprimento. Ponha-as num escorredor, polvilhe com sal grosso e deixe repousar 30 minutos.

Pré-aqueça o forno a 150ºC.

Num recipiente de forno, coloque uma colher de sopa de molho de tomate e espalhe bem, cobrindo o fundo. Faça então camadas sucessivas dos vários legumes cortados em fatias finas. A meio, mais umas colheres de molho de tomate e umas folhas rasgadas de manjericão. Repita o processo e no fim cubra a camada superficial com molho. Se o seu molho for muito espesso (o nosso era) regue o recipiente com um bocadinho de água – ajuda à cozedura dos legumes.

Leve ao forno até que os legumes estejam cozidos, mas não demasiado moles – teste com um garfo. O tempo vai depender da altura das suas camadas e da grossura dos legumes. Disponha a mozzarela por cima, cortada em rodelas, e regue com um minúsculo fio de azeite. Leve novamente ao forno, aumentando a temperatura, só para gratinar.

Sirva simples ou acompanhado de uma salada de folhas verdes.

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Este prato, totalmente vegetariano, fez as delícias do meu marido, carnívoro convicto. Eu receei que ele não fosse gostar, mas ele gostou. E repetiu. É saudável e leve, perfeito para quem está de dieta. Para nós, que não somos muito fãs de queijo, estava excelente assim. Mas para quem preferir sabores mais fortes, pode usar antes um queijo de cabra suave a cobrir os legumes. Podem variar-se os legumes, acrescentar nozes ou amêndoas, fazer molho de cenoura em vez de tomate ou trocar o manjericão por tomilho. Vale tudo para manter o Outono lá fora e fazer de conta, só por um bocadinho, que ainda é Verão. Mesmo de mãos frias e meias de lã nos pés.

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Bem, não exactamente. É mais pão e sopa. Mas pão daquele quentinho, mesmo a sair do forno.

Foi este o nosso jantar, um dia desta semana. No dia anterior tinha ido remover um sinal, cirurgia rápida e simples mas que me obrigou a ficar em casa no dia seguinte. E a não fazer esforços, por causa dos pontos. Por isso os cozinhados complicados estavam proibidos. As horas de pé, na cozinha, também (o sinal era na barriga). Resolvi o “problema” de forma rápida e simples.

O pão é o do costume. Nós gostamos muito, faz um pão enorme (que nos dá para vários dias) e sabe deliciosamente, quentinho e barrado com manteiga. A sopa… bem, a sopa foi de improviso.

Depois de ver esta receita da Suzana e esta da Pipoka fiquei com vontade de as provar. Mas ontem não tinha abóbora nenhuma e só tinha um pimento – por isso qualquer uma delas estava fora de questão. Tinha, no entanto, muitos outros legumes no frigorífico e por isso resolvi improvisar.

sopa de legumes assados

Liguei o forno a 180º e assei uma beringela cortada ao meio, duas cebolas inteiras descascadas, uma cabeça de alho inteira e com a casca e um pimento vermelho, tudo regado com um fino fio de azeite. Enquanto os legumes assavam, fiz um caldo de legumes, com cenoura, alho francês, salvia seca e sal.

Quando os legumes estavam assados, descasquei o pimento e os alhos, com uma colher retirei o miolo à beringela e coloquei tudo no copo do liquidificador. Coei o caldo, acrescentei a cenoura, o alho francês e a salvia aos outros legumes e um copo do caldo de legumes. Triturei tudo grosseiramente e passei para um tacho. Acrescentei mais caldo de legumes até ficar com a consistência que eu queria, temperei com sal e deixei no mínimo, durante 30-40 minutos.

Servi polvilhado de alho assado desidratado e com um fio de azeite.

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A sopa tinha um sabor forte e fez um excelente contraste com o pão. Desse já nem é preciso falar. É mesmo daquelas receitas fáceis e que dão sempre certo. Se ainda não o experimentaram não sabem o que estão a perder. Mesmo aqueles de vocês que tenham medo de fazer pão, porque acham que não vai dar certo. Este dá. Mesmo. E amanhã de manhã fará umas excelentes torradas.

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Depois de há duas semanas ter perdido a minha vez (com as aulas a começar, a cozinha ficou um bocadinho ao abandono), regresso hoje com um menu inspirado na cozinha indiana, de que muito gostamos cá por casa. A nós sabe-nos bem em qualquer estação do ano, mas o calor das especiarias é ideal para aquecer nestas noites já mais frescas.

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Para começar, um caril de beringela e grão-de-bico, adaptado daqui. É um prato completo em si mesmo, sem precisar de carne ou peixe – o grão-de-bico é uma excelente fonte de proteínas e é também uma fonte saudável de hidratos de carbono para pessoas com diabetes.

caril beringela e grao de bico

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Caril de beringela e grão-de-bico

  • 650g beringela
  • 400g grão-de-bico
  • 300g tomate
  • 1 cebola grande
  • 3 dentes de alho
  • 100g polpa de tomate
  • 1 colher chá (bem cheia) de garam masala
  • coentros frescos
  • 220g arroz basmati

Corte a beringela em cubos, sem descascar, e coloque-a num prato. Polvilhe com sal grosso e deixe-a descansar uns 20 a 30 minutos. Depois lave-a bem em água corrente, espremendo ligeiramente, como se os cubos fossem esponjinhas. Reserve.

Pique a cebola e o alho finamente. Numa panela, aqueça um fio de azeite e frite-os até que estejam tenros, mas sem deixar alourar. Acrescente a beringela e metade do garam masala e mexa bem para distribuir as especiarias. Deixe cozinhar uns 5 minutos.

Junte então os tomates, cortados em cubos pequenos (eu não pelei os tomates), a polpa de tomate, o grão-de-bico já cozido, o restante garam masala e sal. Mexa bem, tape e deixe cozinhar durante 20 minutos (poderá ser preciso acrescentar um pouco de água, neste período, fique atento), em lume médio. Prove mais do que uma vez, para ver se é preciso acertar o sal.

Sirva polvilhado com os coentros picados e acompanhado de arroz basmati, cozido apenas em água com sal.

caril beringela e grao de bico II

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O garam masala é uma mistura de especiarias muito interessante e óptima para ter em casa. Com ele é muito fácil e rápido preparar pratos condimentados – qualquer estufado vulgar se transforma com uma pitada de garam masala.

Relativamente ao grão-de-bico, os preços indicados são para o grão-de-bico seco. Para conseguir 400g de grão cozido necessitei de 210g de grão seco – praticamente metade. Esta dica já foi dada várias vezes, mas é tão boa que não custa nada reforçar: as leguminosas (o feijão, o grão, as lentilhas) são muito mais saborosas, nutritivas e baratas se forem cozidas em casa. E para poupar ainda mais, pode cozer-se uma grande quantidade, repartir em doses mais pequenas e congelar, tendo sempre à mão para uma sopa, um estufado ou um arroz.

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Para sobremesa, uma sugestão mais fresca, que alguns paladares pedem tréguas depois de um caril. Faz-se em cinco minutos e como tal não é, sequer, uma sobremesa propriamente dita. Mas sabe bem, refresca e termina a refeição lindamente.

mousse de manga light

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Mousse ligh de manga

  • 4 iogurtes gregos (marca Continente)
  • 100g polpa de manga

Batem-se bem os iogurtes com a polpa de manga. Se quiser, pode acrescentar mais polpa, tendo uma mousse mais doce e ligeiramente mais calórica.

(perdoem-me a falta de qualidade da fotografia – é antiga)

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Os iogurtes gregos do Continente são um pouco mais líquidos do que outros iogurtes gregos do mercado. Mas são mais baratos, o que é uma vantagem. Para reduzir um pouco a parte líquida, basta deixá-los a escorrer num pano de algodão durante um bocado (quanto mais tempo, mais líquido se drena). Se não houver tempo não faz mal – a mousse fica saborosa na mesma, apenas ligeiramente menos cremosa.

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As contas:

4 por 6 12-10-2009

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Esta refeição, completa e leve, é um excelente jantar para um dia da semana, em que o tempo, a paciência e a vontade de cozinhar não nos permitem mais. E apesar de fácil, rápida e barata, é muito saborosa. Para aquecer o corpo e a alma. Namaste.

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Já há algum tempo que deixei de cozinhar ao domingo à noite, de duas em duas semanas, a receita de 4 por 6 a ser publicada no dia seguinte. Era sempre uma correria, um stress, um não saber bem que fazer, os dois sentados na cozinha, um de computador, outra de faca. Comecei a guardar receitas que ia fazendo e que me pareciam encaixar-se nos princípios da ideia: receitas simples, baratas, equilibradas.

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Confesso também que tenho tido muito menos tempo do que há umas semanas atrás e que, por causa disso, tenho repescado algumas receitas. Mas faço-o com critério e tento escolher sempre coisas que encaixem em termos da refeição como um todo e que, para além disso, sejam das minhas favoritas. Não há mal nenhum em recordar coisas boas e eu não sou nada apologista de não repetir receitas. Aliás, acho que, mesmo com os milhões de coisas novas que ainda não experimentei e que vou encontrando todos os dias pelo mundo culinário fora, nunca deixarei de comer arroz de atum, sopa de lentilhas ou lasanha de carne.

Para começar, a receita repetida: uma salada de legumes grelhados, fresca e bem temperada, como se querem as saladas. Gosto muito dela – para além de ser muito versátil, pode ser preparada com antecedência. Grelham-se todos os legumes e guardam-se no frigorífico, numa caixa bem fechada, até à altura de usar. Aguentam-se uns dois, três dias assim.

Salada de legumes grelhados II

Salada de legumes grelhados

Ingredientes

  • 1 beringela média
  • 2 courgettes pequenas (são mais saborosas e tenras)
  • 1 pimento vermelho médio
  • 1 alface pequena
  • azeitonas pretas
  • azeite
  • vinagre balsâmico
  • sal
  • alecrim
  • hortelã

Corte a beringela, as courgettes e o pimento em tiras não muito grossas. Coloque-as numa vasilha e regue-as com um duas colheres sopa de azeite, sal grosso e alecrim picado. Envolva bem e grelhe (no forno, no grelhador de fogão ou no das tostas), de ambos os lados, até que estejam tenras mas não completamente cozidas. Retire, deixe arrefecer um pouco e corte em pedaços mais pequenos. Reserve.

Lave bem a alface, seque muito bem e corte em tiras. Coloque nos pratos, fazendo camas para os restantes vegetais.

Faça uma vinagrete com azeite, vinagre balsâmico e acrescente-lhe três ou quatro folhas de hortelã finamente picadas. Coloque então os legumes grelhados sobre a cama de alface, regue com a vinagrete e polvilhe com as azeitonas descaroçadas e cortadas em rodelas finas.

Salada de legumes grelhados I

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Para prato principal, uma receita adaptada, outra vez, da Olive de Maio 2009. Acho que nunca uma revista me prendeu desta forma nem me fez fazer tantas receitas de um só número. Estou rendida.

A receita original usa ovos escalfados, coisa de que não sou muito fã. Então resolvi pegar nos ingredientes e fazer uma espécie de huevos rotos, de que gostamos muito.

4 por 6 25 Maio I

Ovos rotos

Ingredientes:

  • 600g de batatas novas
  • 80g de bom chouriço (usei um de Barrancos muito saboroso)
  • 6 ovos
  • salsa
  • azeite
  • sal

Comece por preparar as batatas: corte-as ao meio e, se muito grandes, em quartos (eu usei batata nova, do género das fingerling). Coza-as então em água temperada com sal, até que estejam tenras mas nã completamente cozidas. Escorra bem e reserve.

Numa frigideira larga, aqueça 3 colheres sopa de azeite e frite as batatas que cozeu, virando para que dourem de todos os lados. Acrescente o chouriço cortado em tiras finas e deixe fritar 1 minuto, mexendo de vez em quando. Abra um espaço no centro, acrescente 1 ou 2 colheres de azeite e estrele os ovos, deixando a clara tostar ligeiramente dos lados, mas sem que a gema fique rígida. Desfaça-os então, com a ajuda de duas colheres de pau, e misture-os com as batatas e o chouriço. Sirva de imediato, polvilhado de salsa picada.

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Não sendo propriamente saudável, deve ser comida em pequenas quantidades (e daí a inclusão de uma salada tão substancial, como entrada). Mas os sabores misturam-se e combinam tão bem que, ocasionalmente, é um pecado perdoável, uma pequena indulgência. Sabe-me sempre a Espanha, a tapas comidas em noite quente.

Para sobremesa, ainda há espaço no orçamento para umas cerejas, nacionais, que já andam por aí, doces e a saber a Verão.

E venham então as contas:

4 por 6 25 Maio

Não estão incluídos a salsa, o alecrim e a hortelã porque vêm directamente dos vasos na minha varanda. Os ovos incluídos são um pouco mais caros do que os ovos mais baratos do Continente porque são ovos de galinhas criadas em liberdade e ao ar livre. Normalmente compro ovos caseiros aos lavradores que encontro no mercado. Quando, por alguma razão, tenho de os comprar no supermercado, evito sempre os de aviário. Além de não serem tão nutritivos, são postos por galinhas engaioladas, que vivem em condições deploráveis. O sofrimento animal mexe muito comigo e, portanto, prefiro os ovos das galinhas felizes, como diz a Fer.

 

(nota: nas fotografias, a salada de legumes grelhados tem, para além de alface, rúcula. Aqui, por uma questão de preço, omiti a rúcula. Mas se houver espaço no orçamento, poderá incluí-la. Pode, inclusivé, enriquecer a salada, diminuindo a quantidade de alface e misturando outros verdes, como espinafres, canónigos, rúcula ou agriões)

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Em primeiro lugar tenho de pedir desculpas: o 4 por 6 deveria ter ido para o ar ontem, mas com as confusões da Páscoa não foi possível. Vai para o ar hoje, atrasado mas, espero, ainda assim delicioso!

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Se há coisa que cá em casa se faz (e se come!) bem, é pizza. Não variamos muito – aliás, não variamos quase nada. Não gostamos de pizzas com muitos ingredientes, preferimos as mais simples, duas ou três coisas por cima, massa caseira, molho também. Fazemos pizza pelo menos uma vez por semana e por isso achámos que seria boa ideia criar uma pizza equilibrada e nutritiva, saborosa e que alimentasse 4 pessoas a baixo custo. Bem feita, uma pizza é uma refeição completa!

Começámos por trabalhar no molho – é a melhor forma de introduzir legumes na pizza, sem grandes alterações de paladar, tornando-a mais rica nutricionalmente. Fizemos um molho com vários legumes, molho esse que pode ser feito em quantidades maiores e congelado em porções individuais, para usar com pizzas ou pastas, ser base de almôndegas ou até barrar sanduíches.

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Pizza com molho de legumes

Massa:

  • 2 e ¼ medidas de farinha (um pouco menos que 500g)
  • ½ colher sopa de fermento biológico
  • ½ colher sopa de sal fino
  • ½ colher sopa de açúcar
  • 1/8 medida de azeite
  • 1 medida mal cheia de água morna
  • 1 pitada de orégãos secos

A massa pode ser feita à mão ou na máquina de fazer pão. É muito mais fácil nesta última, que além de amassar fornece uma temperatura óptima para a massa levedar. Mas à mão também não é difícil. Esta massa tem a grande vantagem de poder ser feita a dobrar e congelada. Pode ser tornada ainda mais nutritiva e saudável se se usar uma mistura de farinha branca e integral.

Misturam-se os ingredientes secos muito bem. Acrescentam-se água e azeite e amassa-se até formar uma bola. Depois é preciso tender durante 3 ou 4 minutos – como a pizza não é coisa que precise de crescer muito, a massa não precisa de ser amassada durante muito tempo. Deixa-se levedar, em lugar quente e seco, durante 1 ou 2 horas (ou durante a noite no frigorífico, retirando 1 hora antes de usar).

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Molho:

  • 1 beringela pequena (ou meia grande)
  • 1 courgette pequena
  • 2 tomates maduros
  • 3 dentes de alho
  • ½ pimento vermelho
  • sal
  • azeite
  • manjericão seco

Liga-se o forno a 200ºC. Corta-se a courgette em quartos no sentido do comprimento, a beringela em rodelas grossas e o pimento em pedaços grandes. Dá-se dois golpes em cruz no cimo dos tomates. Colocam-se os legumes todos num tabuleiro de forno, mais os 3 dentes de alho não descascados (evita que se queimem). Duas ou três gotas de azeite em cima de cada pedaço, acrescenta-se uma pitada de sal grosso e outra de manjericão. O tabuleiro vai ao forno até tudo estar assado.

Pelam-se então os tomates e o pimento, descascam-se os alhos e coloca-se tudo no copo da varinha mágica. Uma colher de sopa de azeite, mais um bocadinho de sal e manjericão e passa-se tudo muito bem. Está pronto o molho.

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Recheio:

  • 1 cebola grande
  • 70g de bom chouriço de carne
  • 1 bola de mozzarella fresca
  • 40g de rúcula
  • orégãos

Mantém-se o forno ligado a 200ºC. Numa frigideira, aloura-se a cebola cortada em meias luas, num fio de azeite. Quando estiver dourada e ligeiramente tostada, retira-se do lume e reserva-se. Estende-se a massa num tabuleiro de forno levemente polvilhado com farinha, formando um grande rectângulo (ou divide-se em quatro e fazem-se quatro pequenas pizzas individuais). Espalha-se molho de tomate por cima (pode não ser preciso todo, a pizza fica melhor se não levar excesso de molho), o chouriço cortado em meias-luas finas. Acrescenta-se a cebola alourada e a mozzarella, rasgada em pedaços. Polvilha-se com orégãos e vai a assar até a massa estar dourada e o queijo derretido e levemente tostado.

À parte, tempera-se a rúcula com um fio de azeite, sal e orégãos (muito pouco tempero). Retira-se a pizza do forno e coloca-se a rúcula por cima. Corta-se em quatro e está pronta a comer!

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A pizza caseira costitui uma refeição equilibrada e muito versátil. Pode ser feita com quase tudo, trocando o chouriço por bacon ou pedaços de frango desfiado que tenha sobrado de uma outra refeição. Em vez de rúcula pode levar agriões ou canónigos, cogumelos em vez da cebola. E estas alterações de que falei podem ser feitas quase sem alterações de preço.

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Para a sobremesa, morangos frescos e maduros, sem adição de açúcar e polvilhados com raspa de um limão.

 

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Vamos a contas:

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Dica de poupança: Quase tudo na nossa cozinha se recicla. Tentar tirar o máximo proveito de tudo o que entra em nossa casa é não só bom para o bolso como ainda é uma óptima contribuição para o ambiente. O pão seco, por exemplo, pode ser todo guardado e, com a ajuda de um processador, transformado em pão ralado. Pode ainda torná-lo mais interessante com a adição de ervas aromáticas secas ou de alho em pó. Assim, em vez de o comprar no supermercado, temos em casa pão ralado, mais fresco e com os sabores que mais nos agradam, praticamente a custo zero.

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A primeira ronda 4 por 6 terminou na passada sexta-feira. Olhando para todas as ideias publicadas (podem vê-las aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) e para todos os comentários acho que foi uma primeira volta muito bem sucedida, cheia de ideias interessantes, dicas de poupança importantes e, sobretudo, de pratos saborosos. Meninas, parabéns!

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A segunda volta começa hoje e começa comigo. Como vocês já sabem, cá por casa come-se muito pouca carne. E, portanto, a ideia desta semana reflecte um pouco a nossa alimentação. Para além disso, não há melhor forma de poupar do que fazer algumas refeições vegetarianas: é incrível como o preço por refeição baixa se substituirmos a proteína da carne por uma proteína vegetal. Para além disso, é muito mais sustentável em termos ambientais, já que a produção de carne é muito mais poluente e muito menos eficiente. Se quiserem saber mais sobre dietas menos ricas em carne, espreitem este artigo do NYTimes. É muito interessante.

Mas, dizia eu, a refeição desta semana é vegetariana. Fomos novamente, eu, o Zé e o Excel para a cozinha e de lá saiu isto:

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Falafel & Couscous

Falafel com courgette

(receita daqui)

  • 400g de grão de bico já cozido
  • 200g de courgette ralada
  • 1 cebola
  • ½ colher chá de paprika
  • ½ colher chá de cominhos
  • ½ colher chá de fermento em pó
  • 1 ovo
  • 1 punhado de folhas de salsa (ou coentros)
  • migalhas de pão (2 pães secos finamente picados no processador)
  • sal

Coloque a cebola, a paprika, os cominhos e o fermento no processador e pulse até estar finamente picado. Junte a courgette e o grão-de-bico e pulse novamente para picar tudo grosseiramente. Finalmente, junte uma pitada de sal e a salsa e pulse o suficiente para que a salsa fique bem picada e distribuída (se os quiser mais desfeitos, pode pulsar mais, mas não é necessário).

Passe a mistura para uma tigela e adicione um ovo ligeiramente batido. Misture bem. Como a massa vai, agora, ficar demasiado húmida, acrescente migalhas de pão suficientes para formar uma massa moldável.

Faça bolas com a massa, passe em mais pão picado (ou em pão ralado, se preferir) e frite em óleo bem quente. Pode também congelá-las antes da fritura, como faria com croquetes.

 

Couscous com legumes grelhados
Ingredientes:

  • 1 beringela grande (400g)
  • 1 pimento vermelho grande (250g)
  • 2 tomates médios (300g)
  • 250g de couscous
  • 2g de hortelã
  • 40g de amêndoas com casca
  • sumo de 1 limão pequeno
  • azeite
  • sal

Corte a beringela em rodelas grossas e o pimento em fatias. Grelhe-os num grelhador (o das tostas mistas ou no grelhador de fogão) até estarem tenros (cuidado, a beringela cozinha muito mais depressa que o pimento). Retire-os para um prato, retire a pele ao pimento, corte-os em pedaços, regue com uma colher de sopa de azeite e reserve. Coloque o couscous numa tigela e despeje sobre ele o dobro do volume de água a ferver (1 chávena de couscous = 2 chávenas de água a ferver). Mexa com um garfo e deixe abrir. Corte os tomates em cubos e adicione aos legumes grelhados. Corte as amêndoas em lâminas e torre-as ligeiramente numa frigideira limpa, bem quente. Adicione aos legumes grelhados. Entretanto, faça o molho: pique finamente a hortelã e coloque-a numa tigela. Acrescente uma pitada de sal fino, o sumo de um limão pequeno e o dobro da quantidade em azeite. Bata bem até emulsionar. Entretanto o couscous já abriu. Misture os legumes e as amêndoas ao couscous e envolva bem. Acrescente o molho e misture.

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Cá em casa o couscous é ponto de discórdia: eu adoro, o Zé detesta. Mas ontem lá fez o sacrifício, pelo bem do 4 por 6. Os falafel estavam muito bons, crocantes por fora e húmidos por dentro, e muito saborosos. As amêndoas deram ao couscous um toque crocante e a hortelã um toque aromático. Foi uma refeição leve e completa, que não perdeu em nada pelo facto de não ter proteína animal. Aliás, o grão-de-bico é muito rico em proteínas e pobre em gorduras, sendo as que contém, na sua maioria, polinsaturadas (ao contrário da carne).

Como o prato principal foi leve e barato, sobrou ainda espaço, na barriga e no orçamento, para uma sobremesa mais rica:

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Soufflé de chocolate
(receita daqui)

Ingredientes:

  • 1 colher sopa de manteiga para untar os ramequins
  • 75g de açúcar mais algum para os ramequins
  • 60g de chocolate de boa qualidade, derretido
  • 3 ovos
  • 1 pitada de sal
  • ¼ colher de chá de cremor tártaro (à venda em algumas farmácias; obrigada Marizé!)

Pré-aqueça o forno a 177ºC. Unte 4 ramequins pequenos com manteiga e polvilhe-os com açúcar, removendo o excesso.

Bata as claras com o sal e o cremor tártaro até que formem picos suaves. Continue a bater e adicione, gradualmente, 1 colher sopa de açúcar (retirado às 75g). Bata até que estejam brilhantes e bem duras. Retire para uma tigela, gentilmente para não quebrar, e reserve.

Bata as gemas com o restante açúcar, até obter uma massa leve e espessa. Adicione o chocolate derretido e misture até que esteja homogéneo. Acrescente uma boa colher das claras e bata bem, para aligeirar a mistura de chocolate. Acrescente as restantes claras e, com uma espátula de borracha, envolva-as suavemente, com movimentos redondos, tentanto ao máximo não as quebrar.

Transfira o preparado para os ramequins, enchendo-os até ao topo. Leve ao forno por 12-14 minutos. Sirva de imediato.

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Foi a primeira vez que fiz soufflé. E, claro está, plantei-me, rabo no chão, em frente ao forno a vê-los crescer. E cresceram! Mas minutos depois de os tirar do forno já tinham murchado. Felizmente ainda os consegui apanhar, “suflados” e lindos, para a fotografia. Esta receita faz 4 soufflés pequenos, ideais para uma sobremesa ligeira, e são muito fáceis de fazer. E mesmo que não fiquem bonitos, continuam a ser deliciosos.

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Vamos, então, a contas:

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Na contabilização de preço não estão incluídos o azeite, sal, paprika, fermento e cominhos porque são daquelas coisas que tenho sempre em casa. A salsa não está por esquecimento, mas tenho a certeza que os 0,35€ que sobraram seriam suficientes para colmatar essa falha.

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A internet em geral e a blogosfera culinária em particular são, eu diria, as minhas maiores fontes de informação e inspiração. Aprendo técnicas novas, cruzo dados, misturo receitas, tudo sem sair do lugar. Não é pelo comodismo, mas pelo fácil acesso. Pelo tamanho do que está ao nosso alcance.

O pensamento ocorreu-me enquanto pensava no post de hoje. Fiz esta massa para assar com este recheio, duas receitas que me entraram olhos adentro por acaso e em alturas distintas. Queria fazer o recheio original que a massa pedia, mas não tinha cogumelos em casa. Por outro lado, tinha todos os ingredientes para a bela caponata de beringela. Por que não misturá-las?

pastel

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Pastéis recheados com caponata de beringela

Massa:

  • 125g de queijo creme (não tinha suficiente, usei metade queijo creme, metade iogurte grego)
  • 75g de manteiga amolecida (mas não derretida)
  • 1 medida de farinha

Recheio:

  • 1 beringela grande
  • 1 pimento vermelho grande
  • 1 cebola média
  • 1 dente de alho
  • ¼ medida de azeite
  • 3 colheres sopa de vinagre balsâmico
  • ¼ medida de folhas de manjericão fresco (a receita original pedia tomilho e salsa)
  • sal

Comece por fazer a massa: bata o queijo creme com a manteiga, até obter um creme homogéneo. Junte a farinha e bata. Amasse à mão até ficar homogénea. (a substituição de metade do queijo creme por iogurte grego obrigou-me a adicionar um pouco mais de farinha). Divida a massa em duas metades, achate-as em forma de disco e guarde-as num saco de plástico, no frigorífico, durante pelo menos meia hora.

Para o recheio, descasque corte a beringela em cubos de 0.5cm e coloque-a num passador. Polvilhe com sal e deixe-a escorrer durante 1h. Findo este tempo, passe-a abundantemente por água para remover o excesso de sal e esprema os cubos como se fossem pequenas esponjas. Reserve.

No forno a 200ºC, asse o pimento até que a pele esteja negra. Guarde-o dentro de um saco de plástico bem fechado durante 10 minutos – torna mais fácil tirar-lhe a pele. Pele-o e tire-lhe as sementes, sem o auxílio de água – corre o risco de ficar sem sabor.

Numa frigideira larga, aqueça o azeite e salteie a cebola picada até que esteja translúcida e comece a dourar nas extremidades. Junte a beringela, o pimento cortado em pedaços e sal. Deixe cozinhar até que a beringela esteja muito mole e comece a perder a sua forma. Adicione então o vinagre balsâmico e mexa até que todo o líquido desapareça. Retire do fogo e junte o alho finamente picado (ou mesmo ralado) e o manjericão cortado em chifonada bem fina.

Pré-aqueça o forno a 200ºC. Retire a massa do frigorífico e estenda numa superfície levemente enfarinhada. Corte discos não muito finos e recheie, fechando bem as extremidades. Pincele com gema de ovo (se quiser) e leve ao forno por 12 minutos ou até que estejam dourados.

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A caponata de beringela também pode ser servida como aperitivo, acompanhada de pão. Pode ser consumida imediatamente após ser feita, mas a maioria das receitas recomenda repouso no frigorífico durante pelo menos uma noite para que os sabores fiquem mais apurados.

A própria massa é muito versátil e pode ser recheada com quase tudo. É muito leve e saborosa, sem as quantidades absurdas de manteiga que as massas tenras costumam levar.

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O pastel da fotografia é versão gigante e disforme, feito no dia seguinte para aproveitar sobras de massa. Servi com salada e foi um almoço leve e delicioso.

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Ou quase. Também podia chamar-lhes wraps, rolos de legumes, enfim, qualquer coisa assim. Mas veggie burritos também não está mal.

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Lembram-se dos legumes grelhados desta salada? São três legumes que eu tenho quase sempre em casa – beringela, courgette e pimento, do vermelho de preferência. Corto-os às fatias e grelho-os, com azeite e ervas. Se tenho tempo, grelho-os em fatias mais grossas; se estou com pressa, em fatias mais finas.

Desta vez  não os usei em salada. Tenho sempre em casa tortillas mexicanas, compradas na secção de frios do supermercado do El Corte Ingles. Duram bastante tempo e servem para muita coisa. Faço com elas enchilladas no forno, wraps rápidos para os meus almoços ou estes burritos. Gosto mais destas do que das outras, que se compram à beira dos nachos e molhos mexicanos, porque estas são mais frescas e têm um sabor mais natural. Recheei duas das pequenas (há tortillas de dois tamanhos, lá) com fatias de beringela, courgette e pimento vermelho grelhados na torradeira. Acrescentei um fio leve de azeite, orégãos e uma fatia de queijo havarti, que comprei para variar da minha usual mozzarella. Fechei e pressionei-as uns minutos na torradeira, para aquecer e derreter o queijo.

Os almoços rápidos e leves são o pão nosso de cada dia cá em casa, já que almoço sempre sozinha e ando cada vez com menos paciência para cozinhar só para mim. E como variar é preciso, fica a sugestão, que é leve, saborosa e saudável!

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Seja porque estou a chegar do ginásio e não me apetece mais nada, seja porque não quero cozinhar só para mim, ultimamente tenho feito almoços muito leves e rápidos, que me deixam sem fome mas não pesada.

Um destes dias, com uma alface e rúcula no frigorífico mas sem vontade das saladas costumeiras, abri a caixa fria em busca de inspiração. De lá saíram uma beringela, uma courgette, um pimento vermelho, azeitonas pretas e as já mencionadas folhas verdes.

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Cortei umas quatro ou cinco fatias finas de courgette e de beringela, umas 3 de pimento vermelho e temperei-as todas, num prato, com azeite, alecrim (muito pouco!), sal e alho em pó. No grelhador de prensa, aquele em que fazíamos tostas mistas quando chegávamos a casa depois das discotecas, grelhei as fatias dos legumes, com a prensa fechada para ser mais rápido. Quando já estavam levemente grelhados mas sem estarem completamente cozidos (uns 2 ou 3 minutos, se tanto) retirei-os do grelhador, cortei-os em pedaços mais pequenos e retornei-os ao prato de tempero, onde ainda havia um pouco de azeite e ervas. Juntei-lhes umas folhas de hortelã finamente picadas e misturei bem. Entretanto lavei a alface, sequei-a bem e cortei-a em tiras. Juntei-lhe um pouco de rúcula e mais hortelã bem picada. Temperei com um fio de azeite e outro de balsâmico e uma pitada de sal. Coloquei estes verdes num prato e, sobre eles, os legumes grelhados e 3 ou 4 azeitonas, o suficiente para dar sabor às garfadas.

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Comi na varanda, ao sol que se fazia sentir, apesar do frio. O sabor da hortelã avivou-se com o calor dos legumes e todo o prato libertava um suave perfume que me enchia as narinas enquanto comia. A repetir, sem dúvida. Deliciosa!

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