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Archive for the ‘Camarão’ Category

Os livros são a minha perdição. Deixem-me só um par de havaianas e outro de sapatilhas, troco todos os sapatos do mundo por mais livros. Não acaba nunca a sede que tenho de novas linhas. E partilho da angústia do Almada Negreiros:

Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria. Deve certamente haver outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estou perdido.

Eu também sinto que é uma guerra perdida à partida. Valha-nos o gozo de cada batalha, cada livro terminado e conquistado à imensidão da biblioteca do mundo.

Os livros de cozinha não escapam à minha fome. Perco-me nas imagens, nas linhas, nas sugestões. E apaixono-me e acumulo-os e depois nem sei por onde começar a escolher o jantar. Foi por isso que há pouco mais de duas semanas me rendi definitivamente ao Eat Your Books, um site onde estão indexados milhares de livros e revistas de cozinha e que nos permite pesquisar por ingredientes. Imaginem que tenho camarão, tomate e coentros em casa e quero usá-los para o jantar. O site dá-me uma lista das receitas que existem na minha biblioteca e que usam estes ingredientes. Só tenho de escolher, ir buscar o livro à estante, procurar a receita no índice e ir para a cozinha. Fácil e maravilhoso!

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Camarão em molho picante de tomate

(inspirado no How to Cook Everything)

para 2 pessoas

  • 175g camarão grande, cru (se usar congelado, descongele e seque-o bem com papel absorvente)
  • ½ cebola finamente picada
  • 2 dentes de alho finamente picados
  • 1 tomate coração de boi grande, bem maduro (ou 1 lata pequena de tomate pelado)
  • piri-piri moído na hora (ou em pó)
  • 1 punhado de coentros, com os talos
  • 40ml azeite
  • sal

Numa frigideira grande, comece por alourar a cebola picada no azeite (o azeite deve ser suficiente para cobrir o fundo da frigideira), em lume médio. Moa para cima da cebola o piri-piri e vá mexendo, para não queimar. Acrescente então o camarão e o alho e deixe fritar ligeiramente, até que o camarão esteja levemente rosado mas ainda não cozido. Acrescente os talos dos coentros finamente picados e o tomate, desfeito entre os dedos. Tempere com sal e deixe cozinhar até que o camarão esteja pronto e o molho tenha engrossado.

Sirva polvilhado com coentros picados, acompanhado de arroz basmati cozido em água e sal.

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Se o camarão estiver pronto antes, este é um jantar muito rápido. Uma espécie de camarões al ajillo mais elaborados, podem ser mais ou menos picantes, de acordo com o gosto de cada um. Nós gostamos que nos puxem pela língua, sobretudo nestas noites já mais frias, e que nos lembrem o calor de outras paragens.

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O Verão deste ano parece acabar sem ter chegado a começar. Ficámos por cá, não descemos ao sul, e faltaram-nos os dias intermináveis de praia e corpo quente de tanto sol. Mas houve dias de descanso e de livros e de sestas à sombra de um castanheiro velho conhecido.

Agora é tempo de recomeçar. De entrar no ritmo acelerado que nos acompanhará até ao próximo Verão. As férias, até lá, serão sempre curtas e vividas também a correr.

Ficam vontades dos dias grandes, dos anoiteceres tardios. Do cheiro que o calor deixa no mundo.

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Bavette com camarão e coentros

  • massa
  • camarão
  • tomate cereja
  • coentros
  • alho
  • azeite
  • sal

Feito sempre a olho, a massa cozida em quantidade generosa – já é traço meu, nunca consigo cozer massa na proporção certa. Os camarões, escaldados se forem dos crus, reservados. Na frigideira, dentes de alho abundantes, muito picados, num fio de azeite. Quando o alho perfumar o ar, juntam-se os camarões (e umas folhas de acelga bem picadas, se houver), que se deixam fritar ligeiramente. Os pés dos coentros muito picadinhos (as folhas guardam-se para o fim) e uma pitada de sal. Os tomates cortados ao meio, que se deixa cozinhar só muito ligeiramente.

Envolve-se a massa cozida nesta frigideira. Serve-se, polvilha-se com as folhas dos coentros picadas e rega-se com um fio de azeite. E come-se no fim do dia ainda quente, já a sonhar com o próximo Verão.

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Este foi o meu prato do Verão. Fi-lo 4 ou 5 vezes, com tomates (como aqui) ou só com camarão, coentros e alho. É rápido e tão fácil, se houver miolo de camarão no congelador. Este camarão não era do melhor, encolheu muito. Se for fresco, cru, melhor ainda.

Não tem nada de novo, mas tem muito de confortante. Para mim, é o Verão num prato, os dias longos prolongados em sabor.

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E se a moqueca sobrar, por ser muita para dois, guarda-se tudo bem guardado para no dia seguinte fazer massada de peixe.

massada de peixe

Desfazem-se as postas de peixe em pedaços mais pequenos e descascam-se os camarões. Por esta altura, pimentos, tomates e cebola já devem ser quase parte do molho, mas se não forem partem-se também, em pedaços. Numa grande panela alouram-se mais uns dentes de alho, só para dar sabor. Juntam-se os legumes desfeitos e o molho que se guardou da moqueca. Lá para dentro, massa, integral de preferência, que não só faz melhor à saúde como também é mais robusta e aguenta melhor estas coisas dos tempos de cozedura um pouco incertos. Se for preciso, acrescenta-se um bocadinho mais de água – ou de caldo de peixe caseiro, se por casa houver -, mas pouco que é para o molho ser espesso. Acerta-se o sal, tapa-se e deixa-se cozer a massa.

Quando estiver quase pronta, junta-se o peixe e acerta-se novamente o sal. Se for preciso, pode deixar-se uns minutos destapada, para evaporar a água e engrossar o molho. Antes de servir, junta-se os camarões e deixam-se aquecer dois minutinhos (não mais, para não ficarem demasiado cozidos). Serve-se polvilhado de coentros picados e, para os mais gulosos, pãozinho para o molho (que nós dispensámos).

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Há dois anos, quando fizemos férias em Dezembro, no Brasil, o desgraçado do meu marido voltou no avião com uma panela às costas. Era uma panela de barro, linda, de fazer moqueca ou feijão preto, de preferência em fogão a lenha – que eu, como é óbvio, não tenho. A panela não era propriamente meiga de peso e lá veio o Zé, sem se queixar (muito), com ela às costas, bem embalada dentro da mochila.

Tenho de confessar que ainda não fiz feijão nela. Quis trazer uma panela de bom tamanho, para poder cozinhar para mais de dois. E por isso para fazer feijão para dois (com “arroiz”!) a panela é muito grande.

Mas já fiz moqueca. Não sei dizer se ficou melhor do que na panela normal. Se calhar a magia da panela de barro só é activada no fogão a lenha. Mas ficou boa. Tão boa que, de vez em quando, o meu marido se lembra de pedir bis.

A receita é a da Fer, aquela que ela usa para ensinar o povo lá da Califórnia a fazer moqueca. Não podia ser mais fácil. E deliciosa!

 

moqueca de peixe I .

Moqueca de cherne e camarão

Eu escolhi o cherne, mas qualquer peixe de carne firme serve para fazer a moqueca (evitem o tamboril, que está ameaçado também, devido a pescas não controladas e abusivas).

Corte o peixe em postas. Lave e tempere com:

  • 1 cabeça de alho
  • 4 colheres sopa de sumo de limão
  • 1 ½ colher sobremesa de sal grosso

Pique os três ingredientes no processador e, em seguida, misture:

  • 2 colheres sopa de paprika
  • 1 ½ colher sopa de cominhos
  • 1 colher sopa de piri-piri em pó

Barre o peixe com esta massa e deixe marinar, coberto, no frigorífico, por pelo menos duas horas (o ideal é de um dia para o outro).

Numa panela grande aqueça um fio generoso de azeite e frite nele bastante alho picado. Reduza o fogão para o mínimo e comece a fazer camadas: rodelas de cebola (bastante cebola), fatias de tomate e fatias de pimento (eu usei um verde e um vermelho). Coloque o peixe por cima destas camadas e repita: cebola, tomate e pimento. Regue com bastante azeite, acrescente um pouco de coentros picados (guarde uma parte do ramo para polvilhar quando servir) e uma pitada de sal. Acrescente uma lata de leite de côco e tape. Deixe cozinhar durante aproximadamente uma hora, em fogo baixo.

Uns 10 minutos antes de estar pronto, coloque por cima os camarões, congelados ou frescos (se forem frescos mas já cozidos coloque só cinco minutos antes, para aquecer) e tape novamente. Sirva polvilhado com coentros picados e acompanhado de arroz branco.

moqueca de peixe II

Eu gosto da moqueca com azeite de dendê, para dar um sabor mais especial e mais típico. Mas o meu azeite de dendê já não estava bom e por isso não usei. Para quem quiser, a quantidade é uma decisão pessoal, mas é melhor não abusar – senão só vai sentir o sabor do dendê. Uma ou duas colheres de sopa serão suficientes.

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(a primeira fotografia ficou um bocado “os bastidores”, mas eu achei-lhe graça e decidi publicá-la mesmo assim)

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Arroz de peixe

Aqui em casa não somos grandes comedores de peixe. A principal razão, actualmente, será, talvez, a falta de experimentar. Ainda não comecei a explorar o mundo dos peixes e formas de os cozinhar como tenho feito com outras coisas. Mas isso vai mudar. Resolvemos que, de agora em diante, comeremos peixe pelo menos uma vez por semana, cá em casa. E teremos de aprender a cozinhá-lo de forma que nos agrade. De certeza que vai haver experiências menos bem sucedidas. Que vamos comer alguns pratos com sacrifício. Mas o mundo dos peixes é tão mais rico que o mundo das carnes que certamente seremos capazes de encontrar alternativas sustentáveis que nos agradem.

Esta foi uma das experiências que fizemos há algum tempo e que nos agradou. Foi feito com pescada e camarão – embora andemos, agora, a procurar reduzir o consumo da pescada ou a comprá-la de fontes sustentáveis, o que não é fácil.

arroz-de-peixe

Numa panela refoguei, em azeite, vários dentes de alho, picados fino. Acrescentei uma cenoura e meia courgette, raladas no ralo grosso. Um tomate bem maduro em cubos e meia medida de polpa de tomate, diluída noutra meia medida de vinho branco. Entrou o peixe, que deixei fritar um bocadinho. Meia malagueta picada, uma medida de arroz de risotto (que faz o melhor arroz malandro) e duas medidas de caldo de legumes. Acertei o sal, tapei e deixei cozinhar. A meio, mais uma medida de caldo de legumes. Quase no fim desfiz o peixe ligeiramente, acrescentei os camarões (que eram congelados) e tapei mais uns 5 minutos. Antes de servir, incorporei umas folhas de rúcula, só para que murchassem no calor do arroz. Podia ser salsa ou coentros, mas não havia.

Estava bom, aromático, quente e saboroso. A malagueta, sem abusar, deu o toque final perfeito e necessário e a rúcula, ainda meia crocante, só ajudou. Delicioso!

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Os almoços aqui em casa são sempre bastante improvisados. Às vezes faço maior quantidade no jantar do dia anterior, já a contar com o meu almoço, outras aproveito pedaços pequenos de massa de pizza que estão no frigorífico. Muitas vezes faço uma saladona com tudo e mais alguma coisa ou pasta com os legumes que houver. Mas uma coisa que tento sempre fazer ao almoço é aproveitar aquelas pequenas quantidades de comida que sobram e estão em caixinhas no frigorífico.

Foi o que aconteceu com este prato. Havia arroz no frigorífico e não me apetecia recorrer ao habitual: ovos estrelados com arroz, coisa que adoro e de que o Zé não gosta, o que a torna exclusivamente prato de almoço. Resolvi, então, improvisar.

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Num tacho pequeno, cozi uma mão de milho, uma de ervilhas e alguns camarões que moravam no meu congelador há muito tempo. Numa frigideira, alourei 3 dentes de alho picadinhos num fio de azeite. Juntei o milho, as ervilhas e os camarões e deixei fritar um bocadinho. Por cima, o arroz. Acrescentei meia colher de sopa de polpa de tomate, alho em pó e cominhos. Esfarelei duas folhas de sálvia seca por cima e envolvi bem. Deixei ficar na frigideira mais um minuto ou dois, servi e comi.

Estava muito saboroso e foi incrivelmente rápido de fazer – o que é uma enorme vantagem, já que quase nunca me apetece cozinhar ao almoço, por ser só para mim. Os camarões dispensavam-se, sinceramente. É uma boa forma de dar cara nova ao arroz que sobrou e pode ser comido sozinho ou como acompanhamento.

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Há muitos anos, vi num programa do Rick Stein, nos tempos em que o People&Arts ainda dava programação culinária (e boa!), uma receita de pasta com peixe. Era do mais simples possível e ele fazia-a para alimentar mais de 10 pessoas, numa imensa frigideira, sobre um churrasco ou um fogão de viagem (não me lembro bem). Os ingredientes eram básicos: peixe com boa consistência, alho, malagueta, spaguetti e muita salsa.

Na semana passada, ao folhear um dos livros que o Zé me trouxe de Sydney, encontrei uma receita igualzinha, pela mão do Bill Granger, o chef aussie do momento. Para ajudar à festa, o Rei da Quinzena, esta quinzena, é a pimenta. Estava decidido. É desta que participo e é desta que faço a dita receita.

As coisas começaram a não correr tão bem quando vi que estava um bocado limitada nos ingredientes e que não ia ter tempo de passar no supermercado. Mas tudo bem, a improvisação é mãe da criatividade e por isso decidi ir em frente.

Não segui a receita do Bill Granger à risca. A do Rick Stein menos ainda, uma vez que a memória já lhe deve ter dado tantas voltas que mesmo que quisesse não conseguiria. Mas mantive (quase) todos os ingredientes-base. Digo quase porque não havia salsa. A substituição por manjericão resultou num sabor agradável, mas completamente diferente do esperado. Por isso eu não aconselho a substituição e vou falar da receita sempre com salsa.

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Peixe, pimenta, alho e salsa

Ingredientes

(para duas pessoas)

  • 200g peixe (peixe branco e carnudo: tamboril, cherne, filetes de pescada)
  • 150g camarão descascado (ou miolo de camarão)
  • 2 ou 3 malaguetas (piri-piri)
  • 2 ou 3 dentes de alho
  • 250ml de vinho branco
  • 150ml caldo de legumes
  • 1 colher sopa polpa de tomate
  • azeite
  • sal
  • salsa

Numa panela, aloure um dente de alho e uma malagueta, picados. Junte 150ml de vinho e o peixe e deixe cozinhar. Quando o peixe estiver quase pronto, junte os camarões. Quando ambos estiverem cozinhados mas ainda com boa consistência (o peixe não deve começar a desfazer-se), retire-os com uma escumadeira. Leve a panela novamente ao lume. Junte aos líquidos sobrantes o caldo de legumes e a polpa de tomate. Reduza até ficar com um molho mais espesso (vai obter uma pequena quantidade de molho, mas a ideia é mesmo essa).

À parte, coza a pasta. Deve ser spaguetti ou linguini, massa fina e comprida. Quando esta estiver quase no ponto, leve ao lume uma frigideira com azeite e aloure dois dentes de alho em lâminas muito finas e duas malaguetas em pedaços (estas sem sementes), tendo o cuidado de não deixar queimar o alho. Junte o peixe e os camarões reservados e, em seguida, o restante vinho branco. Deixe apurar, com cuidado para não cozer demasiado. Junte o molho reduzido, a pasta escorrida e misture bem. Deixe que os sabores envolvam a pasta e, quase no fim, junte uma mão bem cheia de salsa picada (de preferência, em chiffonade). Sirva imediatamente.

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Eu, como já disse, não tinha salsa. Mas este prato tem de ser feito com salsa. Além disso, a falta de hábito no uso de malagueta na comida fez com que eu exagerasse um bocadinho e ficássemos com a boca em chamas durante boa parte da noite. Na receita já reduzi a quantidade, mas isto fica, obviamente, ao gosto de cada um. Pode ser feito com peixe fresco ou congelado, o mesmo se aplicando ao camarão. Claro que o uso de produtos frescos é muito melhor para a saúde e garante muito mais sabor, mas isso nem sempre é possível.

Apesar destes pequenos problemas, resultou num prato muito agradável, leve (porque não tem praticamente molho ou gordura) e simples de fazer. Foi a minha primeira participação no Rei da Quinzena, espero que gostem!

Já agora, partilho com vocês o segredo que me ensinou o senhor que me vendeu as malaguetas (que é o mesmo que me vendeu as favas): para as conservar melhor e mais tempo, o ideal não é secá-las. É guardá-las no congelador, na gaveta do gelo. Quando se precisa de uma, é só tirar, sem descongelar nem nada, e usar! Olhem as minhas tão bonitinhas! Até a Nina resolveu ir espreitar!

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Eu queria pedir desculpas à Valentina e à organização do Rei da Quinzena (na pessoa dela e das outras talentosas blogueiras) pelo facto de esta receita ser praticamente igual à contribuição pessoal da Valentina para esta Quinzena. Eu não tinha visto e tratou-se, portanto, de uma enorme coincidência. De qualquer forma, achei que poderia ser uma coincidência desagradável e quis deixar as minhas desculpas.

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 Ou o mais parecido com isso que se pôde arranjar. Eu gosto muito de moqueca e já a fiz em casa algumas vezes. Falta-me a panela de barro para a coisa ficar mais saborosa, mas numa normal também se faz. Gosto muito de fazer moqueca com tamboril e gambas, cheia de pimento, como deve ser, e o toque do dendê. A receita foi-me “dada” pela Ana Maria Braga, quando o GNT ainda passava cá em Portugal e a Tv Globo não era um canal pago – modernices dos tempos capitalistas.

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moqueca-a-portuguesa-i.jpg

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Hoje jantei sozinha. O marido está a trabalhar até tarde e eu tive de cozinhar só para mim. Normalmente isto aborrece-me de tal forma que acabo a comer uma sanduiche ou uma sopa e fruta. Mas hoje a imaginação voou mais alto e do meu fogão saltou uma versão meia portuguesa da moqueca. É fácil, rápida e estava uma delícia!

Então foi assim: numa frigideira grande salteei, num pouco de azeite, 3 dentes de alho bem picadinhos. Antes de começarem a dourar demasiado, juntei uns 4 ou 5 cogumelos cortados em pedaços médios. Deixei cozinhar um pouco, juntando uma pitada de paprika aos cogumelos. Uns 2 ou 3 minutos depois, entrou uma cebola pequena picada e uma malagueta vermelha fresca picada. Quando a cebola começou a dourar, juntei o miolo de camarão, ainda congelado. Quando começou a descongelar, entrou na frigideira um pouco de vinho branco e um pouco de polpa de tomate. Deixei cozinhar até o camarão estar completamente descongelado. Nesta altura o molho estava muito aguado, por causa do camarão. Deixei em lume brando até reduzir e ficar um molho espesso, meio pegajoso. Um pouco mais de tomate e sal. Quando o molho estava como eu o queria, tirei do fogo. Juntei uma mãozona de rúcula e misturei, só para murchar um bocadinho com o calor do molho. Servi com arroz basmati e comi! Nham! 🙂 Melhor mesmo só uma moqueca baiana, bem “arretada”! Mas me aguardem! No mês que vem vou uma semana para a Bahía e aí sim, moqueca será moqueca!

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Cheirava tão bem que na altura em que tirei a fotografia nem reparei na peluda marota que estava a ver o que o prato tinha! Acabou por ficar ali no cantinho da fotografia, antes de levar uma corrida!

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