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Archive for the ‘Cookies’ Category

É bom saber que a vida terá sempre surpresas boas, por mais anos que passem. Pessoas que entram na nossa vida e que se tornam especiais e importantes e que fazem centenas de quilómetros para estar connosco. Livros que escolhemos por acaso e que nos marcam quando não estamos à espera. Uma receita que não escolheríamos e que se revela deliciosa.


O grupo Dorie às Sextas tem estado em actividade constante. Juntos temos experimentado receitas, trocado sugestões, sucessos e fracassos. E tem sido uma dessas boas surpresas que ainda chegam, mesmo no meio da tempestade. A escolha das receitas é alternada entre mim e a Patrícia. E ainda bem, porque assim experimento coisas que, se dependesse da minha escolha, se calhar não escolheria. Coisas que me surpreendem e que ganham entrada directa no roteiro habitual cá de casa. Coisas como estes cookies.

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Granola Grabbers

(adaptado do maravilhoso e sempre surpreendente Baking, da Dorie Greenspan)

  • 1 medida de flocos de milho
  • 1 medida de flocos integrais de trigo
  • 1 medida de flocos integrais de centeio ou aveia
  • ½ medida de amendoins salgados
  • ½ medida de amêndoas com pele, cortadas ao meio
  • ½ medida de coco ralado
  • 3/4 medida de chocolate negro em pedaços pequenos
  • 1/3 medida de gérmen de trigo
  • 200g manteiga com sal, à temperatura ambiente
  • 3/4 medida de açúcar amarelo
  • 1/4 medida de açúcar branco
  • 1 ovo grande
  • 1 medida de farinha de trigo

Pré-aqueça o forno a 190ºC. Forre dois tabuleiros com papel vegetal e reserve.

Misture os flocos de cereais com os amendoins, amêndoas, coco, chocolate e gérmen de trigo numa vasilha e reserve.

Com a batedeira, bata bem a manteiga, 2 minutos em velocidade média. Acrescente os açúcares e bata até obter um creme, cerca de 3 minutos. Adicione o ovo e misture bem. Reduza a velocidade da batedeira para o mínimo e acrescente a farinha (misture só até que desapareça o branco). À mão, envolva a mistura de flocos e frutos na massa, sem bater.

Com uma colher de gelado média, forme biscoitos e aperte-os ligeiramente entre as mãos. Coloque-os no tabuleiro e achate-os levemente. Estes cookies praticamente não se espalham ao assar, pelo que pode manter distâncias pequenas entre eles.

Leve ao forno por 10-12 minutos, um tabuleiro de cada vez (se levar 2 ao mesmo tempo, a meio da cozedura rode os tabuleiros e troque o de cima com o de baixo). Os cookies estarão prontos quando estiverem dourados, mas não duros.

Retire-os do forno e transfira-os com cuidado para uma grade, para arrefecer. Quando estiverem completamente frios, guarde-os num recipiente hermeticamente fechado.

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Estes cookies têm muitos ingredientes. E, à primeira vista, parecem daquelas coisas que agradam a quem come farelo e daquelas bolachas que parecem esferovite. Olhei para eles algo receosa – não sou daquelas pessoas que gosta de cereais e bolachas a saber a cartão. O primeiro cookie foi comido com apreensão. O segundo já foi pedido pela gula. São cookies muito saborosos e extremamente nutritivos, cheios de coisas que fazem bem (sim, até o chocolate). São óptimos para levar para comer a meio da manhã ou da tarde. E como a receita faz mesmo muitos, até a quantidade individual de manteiga se dilui. Pequenos prazeres que fazem bem são os melhores para todos os dias.

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blog cabeça gorda

Cá por casa não se comem muitas bolachas. O Zé ganhou a mania de levar uma barra de cereais e um iogurte de manhã e eu mais ou menos o mesmo, trocando a barrita por fruta, se a houver portátil que eu como pelo caminho. De vez em quando compro umas bolachas, daquelas de pacotes individuais, que fazem mais mal ao ambiente mas dão muito jeito quando se está com pressa, de manhã. E eu sou daquelas que faz o pino por mais 10 minutos de sono de manhã.

Mas de vez em quando apetece uma coisa doce. E estas minhas vontades esporádicas, que não são nada de bolos, vão quase sempre parar aos cookies. Para mim, há poucas coisas tão boas como um cookie acabado de arrefecer, crocante por fora e meio mole por dentro. Por isso, quando vi estes, do David Lebovitz, fui logo para a cozinha. Fiz umas alterações e o resultado convenceu de tal forma que já os repeti.

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Cookies com pedaços de chocolate e amêndoas

Ingredientes

  • 115g de manteiga com sal à temperatura ambiente
  • 110g de açúcar amarelo (0u mascavado escuro ou demerara)
  • 100g açúcar branco
  • 1 ovo grande, à temperatura ambiente
  • ½ colher chá de extracto de baunilha
  • 180g de farinha
  • ½ colher chá de bicarbonato de sódio
  • ½ colher chá de flor de sal (ou sal grosso muito levemente triturado no almofariz)
  • 200g chocolate meio amargo partido em pedaços (usei 55% cacau)
  • 1 medida de amêndoas torradas (ou nozes ou amendoins ou…)

Na tigela da batedeira (ou à mão), bata a manteiga e os açúcares até obter um creme. Incorpore depois o ovo e a baunilha.

Num recipiente pequeno, misture bem a farinha, o bicarbonato e o sal. Junte esta mistura à anterior, incorporando bem mas sem bater demasiado. Adicione então o chocolate cortado (incluindo o pó que tenha ficado na tábua depois de cortar) e as amêndoas grosseiramente picadas (eu prefiro pedaços grandes, cortei-as apenas a meio).

Cubra e leve a tigela ao frigorífico até que a massa esteja firme (eu deixei 1 hora, mas recomenda-se deixar de um dia para o outro).

Pré-aqueça o forno a 180ºC e forre dois tabuleiros com papel vegetal. Retire pedaços de massa do mesmo tamanho (para que a cozedura seja uniforme) e coloque-os nos tabuleiros. Asse de 10 a 15 minutos, rodando o tabuleiro a meio do tempo, até que os cookies estejam dourados mas não demasiado escuros.

Retire do forno e deixe-os arrefecer 2-3 minutos no tabuleiro. Com uma espátula, transfira-os então para uma grade, deixando-os arrefecer completamente. Assim que estiverem frios, guarde-os num recipiente hermeticamente fechado, para que permaneçam crocantes por mais tempo.

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Os cookies ficam mesmo como eu gosto, ligeiramente crocantes por fora e “chewy” por dentro. O contraste do doce com o salgado dá-lhes uma complexidade de sabor muito interessante e os pedaços grandes de amêndoa, crocantes no meio da massa mais mole são uma surpresa deliciosa. Já os fiz com amendoim em vez de amêndoa e não me pareceram tão bons. Mas são muito versáteis e prestam-se a muitas variações: chocolate branco e pistachios, chocolate de leite e amendoins…

Este blog anda um bocadinho cabeça gorda, na maravilhosa expressão brasileira. Peço desculpas, mas o pouco de novo que fui cozinhando nas férias foi para estes lados. São daquelas marés que de vez em quando nos batem e estes cookies justificam bem o prolongamento.

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Se quero fazer cookies e ando à procura de inspiração tenho duas soluções: ou vou às dezenas de receitas que tenho guardadas ou vou ao blog da Patrícia. Claro que muitas das receitas que tenho guardadas vieram de lá. Mas há sempre novidades. Os cookies mais lindos e deliciosos da blogosfera culinária em língua portuguesa estão lá. E basta dizer que esta receita veio de lá para já estar mais que aprovada!

biscoitos-de-caju

Cookies com praliné de castanha de caju
(a receita está aqui)

Praliné:

  • 100g de açúcar
  • 2 colheres sopa de água
  • 1 pitada de cremor tártaro
  • 75g de castanhas de caju, salgadas

 

Massa:

  • 113g de manteiga sem sal (à temperatura ambiente)
  • 67g de açúcar
  • 1 gema
  • ½ colher chá de extracto de baunilha
  • 140g de farinha de trigo

Em primeiro lugar, faça o praliné. Forre uma assadeira grande com papel alumínio e unte-o com manteiga. Pode também usar um tapete de silicone, se tiver – eu usei. Numa panela de fundo grosso, misture o açúcar, a água e o cremor tártaro até estarem bem misturados e não mexa mais. Leve a fogo médio-alto e deixe caramelizar. Se forem surgindo cristais de açúcar nas laterais da panela, remova-os com um pincel (de preferência de silicone) molhado em água fria.

Deixe o açúcar caramelizar até apresentar uma cor escura (se ficar muito claro terá pouco sabor), mas tenha cuidado para não queimar. Quando atingir o ponto desejado, acrescente o caju finamente picado. Misture bem e verta sobre a assadeira (com papel de alumínio ou tapete de silicone). Espalhe de forma a obter uma camada fina, com ajuda de uma espátula de silicone ou de uma normal, untada com manteiga.

Quando estiver completamente frio, parta o praliné em pedacinhos.

Faça então os cookies. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Forre duas assadeiras com papel vegetal e reserve. (para assar cookies já não gosto de usar os tapetes de silicone, prefiro o papel vegetal). Reserve.

Na batedeira, com a pá, bata a manteiga e o açúcar até obter um creme claro. Junte a gema e a baunilha e bata mais um pouco. Adicione a farinha e, com uma espátula ou colher de pau, envolva somente até que esteja tudo bem misturado. Acrescente o praliné e envolva novamente.

Faça bolinhas de tamanho médio (meia colher de sopa), coloque-as nas assadeiras, deixando algum espaço entre elas. Achate ligeiramente cada bolinha, com as costas de uma colher ou com a palma da mão. Leve ao forno 12-15 minutos ou até que estejam douradas. Como os da Patrícia, os meus também precisaram de mais tempo. Deixe arrefecer na forma uns cinco minutos (para não se desfazerem ao serem transferidos) e passe-os então para uma grade, deixando arrefecer completamente.

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Os cookies eram deliciosos, com um sabor forte do caramelo do praliné (que, em muitas partes, derreteu no forno e se espalhou pelo interior dos cookies) e o toque leve da castanha de caju no fundo. Até o Zé, que não é nada de biscoitos e bolachas, gostou. E ficam tão bonitos, com o caramelo a espreitar aqui e ali, que já os imagino todos arrumadinhos numa caixa, com um laço vermelho, para dar de presente e adoçar a boca a alguém!

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Há uns dias, em conversa com a Cinara por causa deste post que ela escreveu, nasceu a ideia de fazer cookies com aqueles amendoins torrados com mel, que se vendem em pacotinhos. É daquelas coisas que não como durante anos, mas de que gosto muito. E achei que a crocância podia combinar muito bem com uns cookies, daqueles mais chewie, como eu gosto. Passei no supermercado, trouxe os amendoins para casa e fui experimentar.

Como receita base, usei uma da Cinara, modificada. Como a ideia era só experimentar, fiz apenas meia receita. Além disso, quanto menos tentação melhor!

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Cookies de amendoins com mel

Ingredientes:

  • 100g margarina
  • 3/4 medida de açúcar amarelo
  • 1 ovo
  • 1 e 1/4 medida farinha de trigo
  • 1/4 colher chá bicarbonato de sódio
  • 1/2 colher chá extrato/essência de baunilha
  • 1 medida de amendoins torrados com mel (entre 100 e 150g)

Pré-aqueci o forno a 180ºC. Na batedeira, bati a manteiga com o açúcar até obter um creme claro. Acrescentei os ovos e continuei a bater. À parte, misturei a farinha e o bicarbonato e acrescentei a mistura ao creme às colheradas. Bati até ficar liso. Acrescentei a baunilha. Parei de bater e com uma colher de pau envolvi os amendoins na massa.

Com a ajuda de uma colher, coloquei bolas de massa na assadeira, com espaço entre elas. Assei durante 12 minutos. Retirei e deixei-os arrefecer sobre uma grade. Rendeu 12 cookies grandes.

Os cookies eram deliciosos. Desde a massa crua até ao produto final, um enorme sucesso. Até o marido gostou! Não sei bem porquê mas eles esparramaram-se todos, ficando demasiado finos para o meu gosto. Talvez devesse tê-los levado ao frigorífico antes de assar, o que não fiz. O sabor a amendoim ficou como eu queria, mas não sei se notei grande diferença de uns cookies feitos com amendoins normais. Portanto, com estes foi só mais dinheiro e mais calorias? Não sei dizer. Pode ser que o mel tenha ajudado a manter a crocância dos amendoins. Ou lhes tenha dado um sabor mais intenso. Interessante seria fazer uma fornada de uns e outra de outros e ver as diferenças. Talvez um destes dias…

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O maravilhoso blog da Patrícia é um paraíso para os fãs de cookies, como eu. Ela adora e experimenta muitas receitas, que partilha com quem a quiser ler. Além disso, tira fotografias lindas, que dão ainda mais vontade de correr para a cozinha.

Por isso, quando comecei a procurar uma receita para utilizar as pecans que o Zé tinha trazido de Chicago, uma das minhas paragens obrigatórias foi o Technicolor Kitchen. Encontrei várias receitas interessantes, aumentando consideravelmente a lista de cookies do meu del.icio.us! Quando vi estes, soube que tinha encontrado a receita certa. Gosto muito, mas mesmo muito, de canela e a combinação despertou logo campainhas aqui no cérebro, evocando o perfume ainda não sentido que estes cookies, certamente, espalhariam pela casa.

Não alterei nada à receita que a Patrícia fez, que é da Donna Hay.

 

Cookies de canela e pecans

Ingredientes

  • 125g de manteiga sem sal, amolecida
  • 110g de açúcar branco
  • 44g de açúcar mascavado claro
  • 1 ovo
  • 188g de farinha de trigo
  • 1 colher chá de fermento em pó
  • 1 colher chá de canela em pó
  • 150g de pecans grosseiramente picadas

Fiz tudo da forma mais simples possível. Na batedeira coloquei os açúcares e a manteiga, até obter um creme. Juntei o ovo e bati mais um pouco. Bati depois a farinha, o fermento e a canela. Retirei o recipiente da batedeira e, à mão, incorporei as pecans. Fácil! Com uma colher de sopa distribuí a massa por assadeiras forradas a papel vegetal. Levei ao forno, a 180ºC, durante pouco menos de 20 minutos. Consegui 24 cookies, só com uma receita.

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Como sempre, partilhei os cookies. Era isso ou comê-los todos sozinha, o que não é opção viável… O meu pai adorou-os, mesmo com a manteiga (de que ele não gosta). A canela e as pecans fazem uma combinação incrível e acho que os comeu todos nessa mesma noite! Gosto de fazer cookies também por isto – partilhá-los é, de uma forma inocente, espalhar alegria. Como dizia a personagem da Maggie Gyllenhaal no filme Stranger than Fiction, os cookies podem ser uma forma de fazer do mundo um lugar melhor, porque fazem de quem o habita pessoas mais felizes. E ela decide que a sua contribuição para um mundo melhor é deixar o curso de Direito, em Harvard, e abrir uma bakery. Adorei!

 

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Gosto muito de cookies. Daqueles meios “chewie”, que não são super crocantes nem moles, mas ficam naquele meio termo bom. Tenho várias receitas guardadas, de vários tipos, mas confesso que não os experimento muitas vezes. Cá em casa só eu é que gosto e quando faço ou acabo a comê-los todos sozinha ou dou metade ou mesmo mais.

Quando vi esta receita no blog da Letrícia, achei que seria uma forma fantástica de usar as macadâmias que o Zé tinha trazido de Chicago. Tinha todos os ingredientes em casa, portanto lancei mãos aos trabalho.

Fiz umas alterações à receita, por isso fica aqui a minha versão – a da Letrícia está aqui. Uma das alterações que fiz foi trocar a manteiga por margarina. Eu sei que para os puristas isto é uma grande, grande asneira, porque bolos e bolachas se devem fazer com manteiga. A verdade é que gosto mais do sabor dos cookies feitos com margarina (Vaqueiro, sempre) do que com manteiga. Já experimentei as duas e prefiro, honestamente, a margarina. Com manteiga não consigo ter os cookies com a textura de que gosto, ficam sempre muito mais crocantes e “esfarelentos”.

Cookies de aveia e macadâmias

Ingredientes:

  • 125g farinha sem fermento
  • 1/2 colher chá bicarbonato de sódio
  • 1/2 colher chá fermento em pó
  • 1/2 colher chá sal
  • 100g açúcar mascavado escuro
  • 100g açúcar amarelo
  • 125g margarina
  • 1 ovo
  • 1 colher chá extracto de baunilha
  • 1 colher sopa leite
  • 160g flocos de aveia
  • 120g macadâmias

Na batedeira, bati os açúcares e a margarina até obter um creme. Acrescentei o ovo, a baunilha e o leite e continuei a bater. Quando estava tudo bem misturado, acrescentei a farinha, o bicarbonato, o fermento e o sal. No fim, já à mão, envolvi bem na massa a aveia e as macadâmias partidas em pedaços. Fiz bolas do tamanho de bolas de ping-pong e levei a assar, a 180ºC, por 10 minutos. Deixei-as arrefecer sobre uma grade e guardei-as em embalagens hermeticamente fechadas. A receita rendeu 30 cookies.

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Gostei muito destes cookies. São leves e suaves, com o ocasional pedaço de macadâmia a acrescentar intensidade ao sabor. Não acertei bem com o tempo de forno: uns ficaram pouco assados e outros demasiado crocantes. Da próxima vez sairá melhor, certamente. Da receita da Letrícia eliminei o chocolate, porque achei que poderia disfarçar o sabor das macadâmias, e dobrei a dose das nozes. Uma coisa que não fiz (e que farei) foi torrar as macadâmias. As minhas são cruas e achei o sabor algo estranho. Quando ficaram à superfície do cookie e torraram, acidentalmente, no forno, ficaram com um sabor muito mais agradável.

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Esta receita está ali guardada há muito tempo. Hoje reparei que há muito tempo que não faço um post sobre doces e por isso fui buscá-la. Foi feita por alturas do Natal, quando há sempre imensas claras a sobrar, dos doces cheios de gemas. Faz-me muita confusão deitar comida fora, mas, ao mesmo tempo, não sou nada fã dos típicos doces de claras, como farófias ou suspiros. Congelei-as, enquanto procurava uma receita que me agradasse, para as usar.

No Natal, o meu marido ofereceu-me o livro Nigella Express, da Nigella Lawson. Tem receitas muito interessantes e, entre elas, esta, de macaroons de chocolate. Nunca tinha feito macaroons, mas já tinha lido muito sobre a dificuldade de os fazer, o drama de os fazer lisos e perfeitos, os recheios no ponto certo, enfim, uma série de coisas demasiado complexas para o meu gosto. Mas estes eram muito, muito fáceis, com poucos ingredientes e técnicas básicas. E usavam as claras que eu tinha a mais! A receita perfeita, portanto!

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Macaroons de Chocolate

Ingredientes:

  • 2 claras
  • 200g amêndoas moídas
  • 30g cacau
  • 175g açúcar de confeiteiro

Aqueça o forno a 200ºC e forre um tabuleiro com papel vegetal. Misture as claras (sem bater) com as amêndoas moídas, o cacau e o açúcar até ter uma mistura pegajosa mas relativamente homogénea. Encha uma grande vasilha com água bem fria e mergulhe nela as suas mãos antes de enrolar a massa em pequenas bolas do tamanho de nozes. Terá de repetir o passo de molhar as mãos várias vezes durante o processo – isto impede a massa de se colar às mãos. Alinhe as bolinhas no tabuleiro e leve ao forno por 11 minutos. Não é fácil ver quando estão prontas, porque terão sempre um ar mole. No entanto, quando arrefecerem ficarão mais rígidas, ainda que húmidas e moles no interior (como deve ser).

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Eu fiz mais do que uma receita, porque tinha mesmo muitas claras. E para experimentar variações, fiz uma parte com nozes moídas, em vez das amêndoas. Ficaram com um sabor mais forte, mas igualmente bons.

Não posso dizer que esta seja uma receita de comer e chorar por mais. São uns bolinhos muito bons e com uma consistência muito agradável, mas são, sobretudo, uma excelente forma de aproveitar claras, diferente das habituais. Desse prisma, foram, para mim, uma excelente descoberta e sei que repetirei a receita mais vezes. Com outros ingredientes, talvez. Experiências, experiências…

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Eu adoro cookies. Mesmo! Daqueles meios moles, com aquela consistência algo chewy (desculpem lá, mas não encontrei nenhuma palavra em português que passasse o mesmo sentido). Ando sempre à coca de receitas que me pareçam boas para experimentar.

Há umas semanas encontrei esta, no blog da Patricia Scarpin e que já é um dos meus favoritos na blogosfera. Experimentei-a e ficou deliciosa! Só não usei as gotas de chocolate, porque as acho muito caras. Em vez disso escolhi um bom chocolate em barra (o culinário da Lindt, a 70% de cacau) e parti-o em bocadinhos.

Esta semana apeteceu-me qualquer coisa com chocolate, mas não tinha o dito em casa. Não podia fazer os cookies por isso tive de improvisar. Havia cacau na despensa, por isso resolvi seguir a mesma receita mas juntar-lhe cacau em vez do chocolate aos pedaços. Sempre era chocolate, não é? Pois, parece que não. Elas até ficaram saborosas e serviram para matar a minha vontade de chocolate, mas não são nada, nada de mais quando comparadas com as outras. Essas sim, são óptimas! Experimentem!

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