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Archive for the ‘Iogurte’ Category

Depois de há duas semanas ter perdido a minha vez (com as aulas a começar, a cozinha ficou um bocadinho ao abandono), regresso hoje com um menu inspirado na cozinha indiana, de que muito gostamos cá por casa. A nós sabe-nos bem em qualquer estação do ano, mas o calor das especiarias é ideal para aquecer nestas noites já mais frescas.

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Para começar, um caril de beringela e grão-de-bico, adaptado daqui. É um prato completo em si mesmo, sem precisar de carne ou peixe – o grão-de-bico é uma excelente fonte de proteínas e é também uma fonte saudável de hidratos de carbono para pessoas com diabetes.

caril beringela e grao de bico

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Caril de beringela e grão-de-bico

  • 650g beringela
  • 400g grão-de-bico
  • 300g tomate
  • 1 cebola grande
  • 3 dentes de alho
  • 100g polpa de tomate
  • 1 colher chá (bem cheia) de garam masala
  • coentros frescos
  • 220g arroz basmati

Corte a beringela em cubos, sem descascar, e coloque-a num prato. Polvilhe com sal grosso e deixe-a descansar uns 20 a 30 minutos. Depois lave-a bem em água corrente, espremendo ligeiramente, como se os cubos fossem esponjinhas. Reserve.

Pique a cebola e o alho finamente. Numa panela, aqueça um fio de azeite e frite-os até que estejam tenros, mas sem deixar alourar. Acrescente a beringela e metade do garam masala e mexa bem para distribuir as especiarias. Deixe cozinhar uns 5 minutos.

Junte então os tomates, cortados em cubos pequenos (eu não pelei os tomates), a polpa de tomate, o grão-de-bico já cozido, o restante garam masala e sal. Mexa bem, tape e deixe cozinhar durante 20 minutos (poderá ser preciso acrescentar um pouco de água, neste período, fique atento), em lume médio. Prove mais do que uma vez, para ver se é preciso acertar o sal.

Sirva polvilhado com os coentros picados e acompanhado de arroz basmati, cozido apenas em água com sal.

caril beringela e grao de bico II

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O garam masala é uma mistura de especiarias muito interessante e óptima para ter em casa. Com ele é muito fácil e rápido preparar pratos condimentados – qualquer estufado vulgar se transforma com uma pitada de garam masala.

Relativamente ao grão-de-bico, os preços indicados são para o grão-de-bico seco. Para conseguir 400g de grão cozido necessitei de 210g de grão seco – praticamente metade. Esta dica já foi dada várias vezes, mas é tão boa que não custa nada reforçar: as leguminosas (o feijão, o grão, as lentilhas) são muito mais saborosas, nutritivas e baratas se forem cozidas em casa. E para poupar ainda mais, pode cozer-se uma grande quantidade, repartir em doses mais pequenas e congelar, tendo sempre à mão para uma sopa, um estufado ou um arroz.

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Para sobremesa, uma sugestão mais fresca, que alguns paladares pedem tréguas depois de um caril. Faz-se em cinco minutos e como tal não é, sequer, uma sobremesa propriamente dita. Mas sabe bem, refresca e termina a refeição lindamente.

mousse de manga light

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Mousse ligh de manga

  • 4 iogurtes gregos (marca Continente)
  • 100g polpa de manga

Batem-se bem os iogurtes com a polpa de manga. Se quiser, pode acrescentar mais polpa, tendo uma mousse mais doce e ligeiramente mais calórica.

(perdoem-me a falta de qualidade da fotografia – é antiga)

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Os iogurtes gregos do Continente são um pouco mais líquidos do que outros iogurtes gregos do mercado. Mas são mais baratos, o que é uma vantagem. Para reduzir um pouco a parte líquida, basta deixá-los a escorrer num pano de algodão durante um bocado (quanto mais tempo, mais líquido se drena). Se não houver tempo não faz mal – a mousse fica saborosa na mesma, apenas ligeiramente menos cremosa.

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As contas:

4 por 6 12-10-2009

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Esta refeição, completa e leve, é um excelente jantar para um dia da semana, em que o tempo, a paciência e a vontade de cozinhar não nos permitem mais. E apesar de fácil, rápida e barata, é muito saborosa. Para aquecer o corpo e a alma. Namaste.

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E que melhor forma de regressar do que com o 4 por 6? Estou atrasada na rentrée, já devia ter postado há duas semanas. Mas nessa altura estava eu a banhos de sono e descanso por terras alentejanas, sem cozinha. Mas mais vale tarde que nunca e eu sei que a Pipoka, a Laranjinha, a Marizé e a Suzana deram as boas vindas a Setembro com receitas maravilhosas.

Eu por cá ainda estou um bocadinho em modo de férias. E a sentir estes dias de fim de Verão com mais prazer do que os de Agosto. Por isso resolvi trazer para a mesa esta vontade de prolongar o calor.

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Em Junho, num almoço em NY, fomos ao restaurante The Modern, no Museum of Modern Art. E lá comi um gazpacho que me deixou feliz, feliz. E com vontade de repetir. NY fica longe, mas por cá também se pode fazer gazpacho. Especialmente nesta altura, quando os tomates estão a explodir de maduros, sobretudo os coração de boi, doces e saborosos. Esta receita não é a do The Modern – é uma adaptação. Mas se feita com os ingredientes certos, igualmente saborosa.

Gazpacho a la Modern

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Gazpacho com azeite de manjericão e amêndoas

Ingredientes

  • 500g  tomates bem maduros
  • 250g pepino
  • 300g pimento vermelho
  • 1 cebola média
  • 4 dentes de alho
  • 40g amêndoas com pele
  • 10g manjericão fresco
  • 50ml azeite
  • sal
  • água gelada (se necessário)

Comece por preparar o azeite de manjericão – idealmente, no dia anterior. Pique o manjericão finamente, com uma faca, e coloque-o num frasco. Cubra com o azeite, tape e deixe repousar umas horas. Quanto mais horas, mais pronunciado será o sabor do manjericão.

Num tabuleiro de forno, disponha as amêndoas, com pele. Leve ao forno a 150º C, até que estejam torradas. Deixe arrefecer e reserve.

No liquidificador ou no copo da varinha mágica coloque os tomates cortados em pedaços, o pimento, metade do pepino, a cebola e o alho. Junte duas colheres de sopa do azeite de manjericão e uma pitada de sal. Triture tudo, até obter uma papa – se necessário, acrescente água gelada para obter a consistência de uma sopa. Prove, acerte o sal e guarde no frigorífico por 2 horas.

Corte a outra metade do pepino em cubos pequenos e leve ao frigorífico, para que fique bem gelado.

Na altura de servir, mexa bem a sopa. Sirva em pratos fundos, com os cubos de pepino, as amêndoas torradas e gotas de azeite de manjericão. Acompanhe com torradas pinceladas com azeite.

Para sobremesa, uma variação de um dos meus gelados favoritos.

.Sorvete de banana

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Frogurt de banana

Ingredientes

  • 3 bananas maduras (aprox. 450g)
  • 2 iogurtes gregos ou naturais
  • 125ml de leite gordo

No liquidificador ou copo da varinha mágica, triture todos os ingredientes. Se quiser, acrescente açúcar (como as bananas maduras são normalmente muito doces, não costumo juntar açúcar). Leve à sorveteira, de acordo com as instruções ou, caso não tenha sorveteira, ao congelador, mexendo de hora a hora para que se torne cremoso e não forme cristais de gelo.

 

As contas:

4 por 6 14 Setembro 09

 

Dica de poupança: agora que o Verão está a acabar, há, sobretudo nas feiras e mercados, agricultores cheios de vontade de vender o que lhes resta da produção da estação. E há tomates maduros, deliciosos, a preços muito convidativos. É a altura ideal para comprar grandes quantidades e fazer molho de tomate, que pode congelar para pizzas e pastas futuras, ou mesmo tomate seco para abrilhantar molhos e saladas ou para oferecer aos amigos.

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Encontrar formas interessantes de comer dentro de um orçamento limitado é um desafio. Mas pode ser um desafio interessante, se olharmos para ele assim. A criatividade é a nossa ferramenta mais importante, aqui. Mais do que saber onde comprar barato, aproveitar promoções ou aproveitar ao máximo tudo o que entra na nossa cozinha. Porque sem criatividade, acabamos a comer as mesmas coisas semana após semana após semana. E por mais saboroso que seja o prato, acaba por cansar.

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Por isso quando vi esta receita, que me pareceu tão simples, fiz logo umas contas rápidas para ver se a conseguia incluir na minha próxima sugestão 4 por 6. E consegui!

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Tiras de porco à chinesa com arroz basmati

Ingredientes:

  • 500g bifes ou bifanas de porco (com pouca gordura)
  • ½ pimento vermelho grande ou 1 pequeno
  • 4 ou 5 cebolas verdes (spring onions) ou 1 alho francês
  • 3 colheres sopa de compota de pêssego (ou de alperce ou de laranja)
  • 2 colheres sopa de mel
  • 1 colher sopa de molho de soja
  • 1 colher chá de óleo de sésamo
  • 1 colher chá de gengibre ralado
  • 1 dente de alho ralado
  • 1 malagueta pequena
  • sal
  • óleo
  • 200g arroz basmati

Comece por preparar a marinada: misture a compota, o mel, o molho de soja, o óleo de sésamo, o gengibre e o alho ralados e a malagueta finamente picada. Junte uma pitada ou duas de sal e misture bem. Corte então a carne em tiras e mergulhe-a na marinada, envolvendo bem cada pedaço. Deixe repousar 15 a 20 minutos.

Entretanto corte o pimento em tiras finas e as cebolas verdes em fatias diagonais. Reserve 1/4 das cebolas para polvilhar na altura de servir.

Aqueça uma colher de sopa de óleo numa frigideira. Quando o óleo estiver bem quente coloque a carne com toda a marinada que houver na vasilha. O truque, segundo a receita original, é não mexer demasiado, para que a carne cozinhe e o molho caramelize. Quando vir, pelas laterais das tiras, que a carne está a começar a ficar branca, vire. Acrescente agora o pimento e as cebolas verdes e deixe cozinhar. De vez em quando mexa e envolva tudo muito bem. Tenha cuidado para não cozinhar demasiado o porco, já que este pode ficar com textura de borracha.

Sirva com arroz basmati, cozido em água e sal (de acordo com as instruções da embalagem). Pode aromatizar o arroz com um pouco de gengibre, mas eu prefiro-o com um sabor mais neutro, a contrastar com os sabores fortes da marinada do porco.

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A carne estava muito saborosa e a marinada foi definitivamente aprovada cá em casa. Os pimentos e as cebolas verdes acrescentaram um contraste crocante e fresco e o arroz basmati, apesar de neutro, tem sempre aquele sabor especial. O Zé adorou e eu sei que esta receita, fácil e rápida, vai aparecer mais vezes à nossa mesa.

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Para a sobremesa, uma receita repetida, mas que faz uso dos morangos que andam por aí, tão doces e suculentos. Pode usá-la para aproveitar aqueles morangos quase passados ou para comer os verdes, ainda pouco doces.

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Strawberry Fool

  • 400g morangos
  • 200ml natas
  • 200g iogurte grego
  • açúcar em pó (a gosto)

Ponha os morangos cortados em quartos numa taça e polvilhe com açúcar em pó (a quantidade vai depender da doçura dos morangos, mas é aconselhável que os deixem bem docinhos, já que as natas e o iogurte não vão levar açúcar). Deixe macerar meia hora, no frigorífico. Triture-os então com a varinha mágica (ou com um garfo, se gostar de pedaços mais inteiros, como eu) até obter um puré.

Bata as natas até estarem quase em chantili. Acrescente o iogurte e bata novamente, misturando tudo muito bem. Junte então o puré de morango e misture à mão, até que esteja o mais homogéneo possível. Distribua por taças ou chávenas bonitas e leve ao frigorífico cerca de duas horas.

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Vamos, então, a contas:

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Todos os ingredientes da marinada encontravam-se já na minha cozinha. Foi, portanto, por aproximação que apresentei o preço dos mesmos. Não encontrei preço do gengibre nem do óleo de sésamo. O primeiro é barato e a quantidade usada é tão pequena que o valor é quase irrisório. O óleo de sésamo é mais caro e encontra-se sobretudo nas lojas de produtos naturais e dietéticos, mas é um bom investimento, já que, se guardado no frigorífico, dura imenso tempo e é excelente para dar sabor a pratos rápidos preparados no wok, como stir fries.

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Dica de poupança: o açúcar em pó é sempre mais caro do que o açúcar normal. Além disso, é raramente usado e pode acabar por se estragar, mesmo sendo vendido em pacotes mais pequenos. Se tiver em casa um moínho de café, daqueles eléctricos (ou mesmo um bom processador) pode fazer açúcar em pó a partir do açúcar branco comum e evitar a desnecessária diferença de preço, bem como ficar com mais um pacote na cozinha. Quando precisar novamente, é só pesar o açúcar cristal e moer bem no moínho de café.

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Ano novo, vida nova. Mas essa minha vida nova começou já em Outubro, ainda que só agora me esteja a adaptar verdadeiramente a ela. O regresso ao ginásio era necessário apesar de desagradável. Nunca gostei de ginásio, de fazer exercício. Não me importo de o fazer se estiver distraída, mas o ritual de fazer o saco, ir enfiar-me num ginásio cheio de gente para fazer coisas horríveis e desagradáveis em frente a 300 outras pessoas, suar, ficar toda vermelha ao fim de 2 minutos (esteja a fazer o mais pesado ou o mais leve dos exercícios), tomar banho, vestir-me num balneário gelado, meia molhada, com o cabelo a pingar, para vir embora, desfazer o saco e no dia seguinte recomeçar tudo outra vez nunca foi a minha ideia de diversão. E não entendo os maluquinhos do ginásio, aqueles que vão para lá antes do trabalho ou no fim do dia, felizes e contentes, que saem de lá como se tivesse sido a melhor hora do dia e não faltam nem que seja feriado – sinceramente, para mim são pessoas com sérios problemas e eu recomendaria acompanhamento psicológico urgente.

À luz deste meu luminoso humor para tudo o que se relaciona com o ginásio, é óbvio que as sessões naquelas máquinas de tortura, com nada além do mp3 para evitar o enforcamento voluntário numa delas, estavam foram de questão. Portanto havia que encontrar alternativas que me fizessem desgostar um pouco menos do faz saco-tira roupa-veste roupa-corre sua sofre-toma banho-veste roupa-foge dali. E encontrei. Tenho feito coisas diferentes, como andar de bicicleta dentro de água (hidrobike) ou misturar tai chi, pilates e yoga, tudo regado a muito banho turco no fim e a um bom duche de água quase fria. E encontrei um ginásio com aulas sem ser ao fim da tarde, para poder fugir às multidões – apesar de apanhar as criancinhas das aulas de natação dos infantários – porque é que não há educadores homens para os corrermos todos do balneário das mulheres??

E com isso tenho saído de casa de manhã (ou ao fim dela), em direcção a coisas menos stressantes, que funcionam para mim e fazem do ginásio algo mais próximo do prazer  suportável que do sofrimento. Portanto, alguns pequenos-almoços têm sido reforçados, uma vez que não vou comer nada até à hora de almoço ou que o almoço vai ser tardio. E esta tem sido uma opção muito agradável nestes dias de agarrar no saco e sair porta fora.

breakfast

Comprei no supermercado do El Corte Ingles um balde de 1litro de iogurte grego (que ficou muito mais barato do que os potinhos individuais, além de mais ecológico em termos de embalagens). No copo da varinha mágica, bati 2 colheres de sopa generosas de iogurte grego, 1 banana e 1 colher de sobremesa de compota de pêssego do Verão passado. Passei para uma taça e polvilhei 3 nozes partidas em pedaços. Comi sentada à janela, a ver a chuva cair lá fora, e a contemplar o raio da ideia de ir para o ginásio com este temporal.

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Mas que me conste também não cai neve em Nova Iorque. O tempo por cá está uma bela porcaria. Nada de praia, nada de passear na rua. Estamos em plena fronteira Outono-Inverno, com o dia cinzento e chuvoso, apesar de mais ou menos quente. Uma tristeza de Verão, portanto.

E para dias como este, em que a praia é para esquecer e se fica em casa a ver a chuva cair, nada como uma coisinha boa para levantar os ânimos. E se for fácil e der pouco trabalho, melhor ainda!

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Strawberry Fool (daqui)

  • 200g de morangos cortados em pedaços
  • açúcar em pó
  • 120ml de natas para bater
  • 120ml de iogurte grego

Ponha os morangos numa taça e polvilhe com açúcar (a quantidade vai depender da doçura dos morangos, mas como estes vão ser misturados a uma série de outras coisas eu aconselho a que os deixe bem docinhos). Deixe macerar uma meia hora, no frigorífico. Depois triture-os com a varinha mágica ou esmague-os com um garfo, até obter um puré. Eu esmaguei os meus com um garfo, para poder ficar com bocadinhos inteiros.

Bata as natas até estarem praticamente em chantili. Acrescente o iogurte e bata novamente, para misturar tudo bem. Junte o puré de morango e misture, deixando o mais homogéneo possível. Distribua por chávenas bonitas e com tons de Verão e leve ao frigorífico umas duas horas. Coma sentado à janela, a ver a chuva cair, com um livro cheio de sol.

Chove chuva, chove sem parar… Strawberry fool anyone?

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Nota: este não é o Strawberry Fool original. Esse é feito só com natas. Esta é uma versão mais leve e menos calórica.

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Mousse de manga light

Cá em casa é muito raro fazer sobremesas. Não é que não goste – que gosto. Mas normalmente acabo a comê-las sozinha. O Zé não é muito fã de doces e por isso evito-os. Prefiro investir mais tempo e energia nos pratos principais do que fazer uma sobremesa.

Num destes dias em que estive sozinha, sem vontade de cozinhar e sem muita fome, decidi fazer um lassi de manga – era uma forma de ingerir praticamente todos os nutrientes de que precisava, sem grande esforço, tempo ou trabalho.

Tinha em casa, ainda, um iogurte grego e uma lata de polpa de manga. À falta da fruta fresca, é uma boa alternativa. No copo da varinha mágica (cá em casa não há liquidificador – se houvesse, teria feito lá) juntei o iogurte e um pouco da polpa de manga (a quantidade de polpa deve ser ajustada por cada um, conforme queira o resultado final mais ou menos doce).Bati bem.

Mas o resultado final não foi aquele que eu tinha antevisto. O lassi, apesar de espesso como um batido, é uma bebida. Da minha conjugação de ingredientes saiu algo muito mais espesso – uma verdadeira mousse. O sabor era delicioso e, na minha opinião, muito mais agradável do que o da tradicional mousse de manga, já que era muito menos doce. Gostei muito do resultado e, em vez de um batido, comi uma taça de mousse de manga, leve e deliciosa! O iogurte grego é mais caro e difícil de encontrar, mas com iogurte normal não seria possível obter a textura cremosa e consistente de mousse. E como se poupa noutros ingredientes, o resultado final não fica, em termos de preço, muito diferente da receita tradicional.

Se um dia me apetecer mousse de manga, não vou seguir a tradicional receita (polpa de manga, iogurte, leite condensado). Vou optar antes por esta, que é mais saudável, mais leve e bem menos doce!

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O lassi é uma bebida tradicional do Sul da Ásia, originária da região de Punjab (na fronteira entre a Índia e o Paquistão). É feita, tradicionalmente, misturando iogurte com água, sal e especiarias até estar “espumoso”. O lassi doce é uma invenção mais recente, à qual se dá sabor por adição de açúcar, água de rosas e/ou limão, manga, morango ou outro sumo de fruta. (fonte: wikipedia)

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Adenda: seguindo uma dica da Marizé, fica aqui o link para o post em que o LPontes ensina a tratar iogurte natural para ficar com a consistência do iogurte grego. Para as receitas doces, saltem a adição de sal e azeite. Obrigada Marizé e LPontes!

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Fotografar comida é difícil. Fazê-lo sem material ou conhecimentos profissionais, mais ainda. As coisas só pioram quando a fotógrafa é mais ou menos, a iluminação menos que isso e a máquina também não ajuda muito.

As primeiras fotografias aqui do blog não eram grande coisa. Mas acho que ultimamente têm melhorado. E isso deve-se, sem dúvida, a três talentosas amigas: a Fer, a Elvira e a Marizé. Aquele dia que passámos juntas, para além de muito agradável, foi muito útil e rico em conselhos. Falámos muito sobre a importância de uma boa fotografia e sobre como, às vezes, um prato delicioso é tão feio que perde todo o encanto. Eu ouvi tudo atentamente, tomei notas mentais das dicas e truques e vim para casa cheia de vontade de fazer melhor.

Acho que, na verdade, antes não me preocupava demasiado com isso. Tentava tirar fotografias minimamente interessantes e com qualidade, mas não fazia o que faço agora. Hoje escolho o prato em que vou servir a comida em função do efeito fotográfico, o fundo em função da cor dos alimentos, procuro a melhor luz e – e esta é a melhor dica de todas – tiro dezenas de fotografias a cada coisa, de todos os ângulos possíveis e imaginários.

Quando venho para o computador já tenho uma ideia relativamente próxima do que quero fazer. Sei mais ou menos que fotografias ficaram boas ou más, apago as más e faço a pilha das “talvez”. Corto, reduzo, acerto cores e temperaturas, contrastes, brancos, enfim… O trabalho não acaba quando a máquina se desliga – aí acaba apenas a recolha da matéria-prima. Às vezes, mesmo no meio de tantas, não há nenhuma suficientemente boa. E o prato já foi comido, a louça já foi lavada, não há como repetir. Paciência, ficará para uma próxima vez. Antes a espera que uma má fotografia.

Com a prática, as coisas melhoram. Tornam-se mais fáceis, mais automáticas, menos aleatórias e rendidas à sorte. Fazem-se fotografias mais interessantes, trabalham-se melhor as cores e as luzes. E fazem-se coisas bonitas, que apetece comer só de olhar. Como este iogurte grego, batido com morangos e salpicado de geléia de morango – só um bocadinho, para adoçar. Foi o meu pequeno-almoço de Domingo e acho que será o de hoje também. Nham!

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