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Archive for the ‘Porco’ Category

Cá por casa ainda não há crianças. E este 4 por 6 vem uma semana atrasado relativamente ao dia da criança. Mas enquanto tentava montar o prato para as fotografias ocorreu-me que parecia comida de brincar. De comer a brincar, pelo menos. Um prato assim, desconstruído, de onde apetece beliscar daqui e dali.

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Esta semana portámo-nos um bocadinho mal. Trazemos uma sugestão que é assim quase prima do hamburger com batatas fritas. Que não tem nada de mal, de vez em quando. Nós somos grandes fãs de hamburger com batatas fritas. Mas comer fritos não é muito bom para a saúde, como todos sabemos. Olhem, foi o nosso pecado do dia da criança. Para fazer felizes as crianças que vivem em nós!

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Almôndegas de porco com chips sortidas

Almôndegas

  • 440g carne de porco picada
  • 4 colheres sopa de queijo parmesão (se for do fresco ralado na hora melhor ainda)
  • 3 colheres sopa de bacon ralado (usei o microplane)
  • 1 cenoura grande ralada fina
  • 3 dentes de alho ralados
  • 1 colher café de cominhos
  • 1 colher café de paprika
  • 1 colher chá de sal fino
  • 1 colher café de alecrim em pó (eu desfiz o seco no almofariz)
  • 1 pitada de piri-piri em pó
  • 1 ovo
  • farinha de mandioca para dar liga (ou pão ralado)

Num recipiente grande, colocar a carne de porco, as especiarias, parmesão, alho, bacon, cenoura e misturar tudo muito bem – primeiro com um garfo, depois com as mãos. Acrescentar o ovo e misturar. Ir adicionando aos poucos a farinha de mandioca (que usei por não haver pão ralado em casa) até conseguir uma massa moldável.

Moldar pequenas bolas (eu prefiro almôndegas pequeninas, daquelas que dão uma trinca, duas no máximo), que podem ser congeladas. Estes ingredientes fazem aproximadamente 45 pequenas almôndegas (sendo que, por pessoa, eu recomendo 10 para adultos e 8 para crianças).

Prefiro cozinhar as almôndegas descongeladas, sobretudo se não as vou cozinhar em molho (como faria para preparar um prato de pasta e almôndegas em molho de tomate). Portanto descongelei-as. Pincelei uma frigideira grande e anti-aderente com uma colher chá de azeite e quando estava quente acrescentei as almôndegas, que fritei/grelhei dos dois lados, até estarem cozinhadas por dentro mas não secas.

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Chips sortidas

  • 2 batatas grandes
  • 1 batata doce grande
  • 2 beterrabas médias

Com a ajuda do mandolim, cortei todos os tubérculos em fatias finas. Coloquei-os em água gelada durante cinco minutos. Escorri, sequei-os bem e fritei em óleo bem quente. Quando prontas, sequei-as bem em papel absorvente e temperei com flor de sal e orégãos.

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Salada de alface e nozes

  • 1 alface média
  • 1 punhado de nozes
  • 5 colheres sopa de azeite
  • 2 colheres sopa de vinagre de vinho tinto
  • 1 colher chá de mostarda
  • sal

Lavei as folhas de alface, sequei-as bem e cortei-as em fatias finas. Acrescentei as nozes cortadas em metades e temperei com uma vinagrete feita com o azeite, o vinagre e a mostarda, bem batidos até formarem uma emulsão. Misturei bem e polvilhei com flor de sal.

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Cá em casa não somos os maiores fãs de almôndegas. Nunca as compramos já prontas. Nunca as comemos em restaurantes. Isso porque achamos que as almôndegas são sempre mal feitas. As dos restaurantes são feitas com restos de carne e, por isso, já perdem em sabor e qualidade. As congeladas… bem, essas não sei o que se passa com elas, mas a verdade é que não sabem bem. Por isso preferimos fazer as nossas. É muito fácil e num curto espaço de tempo fazem-se almôndegas suficientes para várias refeições, que se podem congelar e guardar para quando for mais conveniente. E se forem bem feitas e bem temperadas podem ser deliciosas. Estas são muito saborosas!

Os chips sortidos foram uma surpresa. A batata doce muito saborosa, a beterraba também. E as de batata, as normais, são sempre deliciosas. Eu também sou daquelas que tem um fraco por batatas fritas. Das boas, que das congeladas dispenso.

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Para a sobremesa, cerejas de saco, as minhas favoritas, rijas e sumarentas e doces. Vieram directamente de Resende, do Festival da Cereja, onde os meus pais foram no dia 31 de Maio.

E as contas:

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As cerejas não eram bem estas, mas até foram mais baratas. As contas estão feitas para as 45 almôndegas que consegui, sendo que aqui na receita se usará, no máximo, 40.

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Cá em casa não é muito habitual sobrar comida. Mas às vezes acontece, como em todo o lado. E há sobras que são realmente difíceis de aproveitar.

Eu não gosto, mesmo nada, de carne de porco re-aquecida. Daquela que sobra de um assado, por exemplo. Prefiro comê-la fria, numa sanduíche bem montada, do que aquecê-la. Acho que o sabor se transforma completamente e fica assim uma coisa… má. Eu até dizia horrível, mas sempre me ensinaram que não se diz mal da comida…

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(pronto, baixinho que ninguém nos ouve: fica horrível).

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Por estes motivos é claramente difícil lidar com sobras de carnes cá por casa. A de porco é a que mais me desagrada, mas também não sou grande fã das outras. Mas às vezes sobra. E quando sobra muita carne, comê-la sempre fria não é viável. E por isso é preciso improvisar.

Da última vez que fiz aquele porco de que já ninguém pode ouvir falar, sobrou bastante. Comi a maior parte dele frio, em almoços solitários, mas mesmo assim continuava a sobrar. Até a um jantar, sem planos nem preparo, em que resolvi usar o dito.

arroz de sobras

Numa panela, fiz um refogado com cebola e alho, juntei uma cenoura em cubos pequenos e um punhado generoso de ervilhas congeladas. Acrescentei uma folha de louro, meio copo de vinho branco e meio de água, na qual dissolvi duas colheres de sopa de concentrado de tomate. Uma pitada de sal, a tampa e ficou a cozinhar.

Entretanto, liguei o forno a 160ºC. Numa frigideira, salteei, em azeite, uma cebola cortada em meias luas finas, até que estivesse dourada. Retirei e reservei.

Comecei a montagem, num prato de forno: uma camada de arroz (que também tinha sobrado), uma camada generosa do porco, por cima o refogado de legumes, outra camada de arroz e, por fim, a cebola reservada.

Foi ao forno uns minutos, só para aquecer o porco e o arroz e para que os sabores se envolvessem uns nos outros.

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Foi servido quente e apesar de me saber ligeiramente a porco requentado, o molho e a cebola ajudaram a que isso não me incomodasse tanto. Ao Zé não incomodou minimamente – ele gostou muito e repetiu a dose.

Não é uma ideia transcendente nem nada do outro mundo. É só uma forma fácil de aproveitar sobras, daquelas que ou são em pequena quantidade e não garantem uma refeição ou daquelas a que não sabemos bem o que fazer. O molho de legumes, além de minorar a secura do porco (que, por ser re-aquecido, estava obrigatoriamente mais seco), acrescentam sabor e nutrientes ao prato.

Eu fiz com porco, mas acho que ficaria ainda melhor com sobras de frango estufado, por exemplo, que é húmido e tem aquele molho delicioso para ensopar o arroz.

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Encontrar formas interessantes de comer dentro de um orçamento limitado é um desafio. Mas pode ser um desafio interessante, se olharmos para ele assim. A criatividade é a nossa ferramenta mais importante, aqui. Mais do que saber onde comprar barato, aproveitar promoções ou aproveitar ao máximo tudo o que entra na nossa cozinha. Porque sem criatividade, acabamos a comer as mesmas coisas semana após semana após semana. E por mais saboroso que seja o prato, acaba por cansar.

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Por isso quando vi esta receita, que me pareceu tão simples, fiz logo umas contas rápidas para ver se a conseguia incluir na minha próxima sugestão 4 por 6. E consegui!

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Tiras de porco à chinesa com arroz basmati

Ingredientes:

  • 500g bifes ou bifanas de porco (com pouca gordura)
  • ½ pimento vermelho grande ou 1 pequeno
  • 4 ou 5 cebolas verdes (spring onions) ou 1 alho francês
  • 3 colheres sopa de compota de pêssego (ou de alperce ou de laranja)
  • 2 colheres sopa de mel
  • 1 colher sopa de molho de soja
  • 1 colher chá de óleo de sésamo
  • 1 colher chá de gengibre ralado
  • 1 dente de alho ralado
  • 1 malagueta pequena
  • sal
  • óleo
  • 200g arroz basmati

Comece por preparar a marinada: misture a compota, o mel, o molho de soja, o óleo de sésamo, o gengibre e o alho ralados e a malagueta finamente picada. Junte uma pitada ou duas de sal e misture bem. Corte então a carne em tiras e mergulhe-a na marinada, envolvendo bem cada pedaço. Deixe repousar 15 a 20 minutos.

Entretanto corte o pimento em tiras finas e as cebolas verdes em fatias diagonais. Reserve 1/4 das cebolas para polvilhar na altura de servir.

Aqueça uma colher de sopa de óleo numa frigideira. Quando o óleo estiver bem quente coloque a carne com toda a marinada que houver na vasilha. O truque, segundo a receita original, é não mexer demasiado, para que a carne cozinhe e o molho caramelize. Quando vir, pelas laterais das tiras, que a carne está a começar a ficar branca, vire. Acrescente agora o pimento e as cebolas verdes e deixe cozinhar. De vez em quando mexa e envolva tudo muito bem. Tenha cuidado para não cozinhar demasiado o porco, já que este pode ficar com textura de borracha.

Sirva com arroz basmati, cozido em água e sal (de acordo com as instruções da embalagem). Pode aromatizar o arroz com um pouco de gengibre, mas eu prefiro-o com um sabor mais neutro, a contrastar com os sabores fortes da marinada do porco.

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A carne estava muito saborosa e a marinada foi definitivamente aprovada cá em casa. Os pimentos e as cebolas verdes acrescentaram um contraste crocante e fresco e o arroz basmati, apesar de neutro, tem sempre aquele sabor especial. O Zé adorou e eu sei que esta receita, fácil e rápida, vai aparecer mais vezes à nossa mesa.

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Para a sobremesa, uma receita repetida, mas que faz uso dos morangos que andam por aí, tão doces e suculentos. Pode usá-la para aproveitar aqueles morangos quase passados ou para comer os verdes, ainda pouco doces.

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Strawberry Fool

  • 400g morangos
  • 200ml natas
  • 200g iogurte grego
  • açúcar em pó (a gosto)

Ponha os morangos cortados em quartos numa taça e polvilhe com açúcar em pó (a quantidade vai depender da doçura dos morangos, mas é aconselhável que os deixem bem docinhos, já que as natas e o iogurte não vão levar açúcar). Deixe macerar meia hora, no frigorífico. Triture-os então com a varinha mágica (ou com um garfo, se gostar de pedaços mais inteiros, como eu) até obter um puré.

Bata as natas até estarem quase em chantili. Acrescente o iogurte e bata novamente, misturando tudo muito bem. Junte então o puré de morango e misture à mão, até que esteja o mais homogéneo possível. Distribua por taças ou chávenas bonitas e leve ao frigorífico cerca de duas horas.

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Vamos, então, a contas:

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Todos os ingredientes da marinada encontravam-se já na minha cozinha. Foi, portanto, por aproximação que apresentei o preço dos mesmos. Não encontrei preço do gengibre nem do óleo de sésamo. O primeiro é barato e a quantidade usada é tão pequena que o valor é quase irrisório. O óleo de sésamo é mais caro e encontra-se sobretudo nas lojas de produtos naturais e dietéticos, mas é um bom investimento, já que, se guardado no frigorífico, dura imenso tempo e é excelente para dar sabor a pratos rápidos preparados no wok, como stir fries.

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Dica de poupança: o açúcar em pó é sempre mais caro do que o açúcar normal. Além disso, é raramente usado e pode acabar por se estragar, mesmo sendo vendido em pacotes mais pequenos. Se tiver em casa um moínho de café, daqueles eléctricos (ou mesmo um bom processador) pode fazer açúcar em pó a partir do açúcar branco comum e evitar a desnecessária diferença de preço, bem como ficar com mais um pacote na cozinha. Quando precisar novamente, é só pesar o açúcar cristal e moer bem no moínho de café.

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Como já vos disse, sobrou muito porco. Das várias coisas que fiz com ele, esta foi uma das mais saborosas. É um prato que faço normalmente, quando tenho de improvisar o jantar, e que nos sabe muito bem. Além disso, é fácil e rápido e pode ser feito com sobras de qualquer tipo de carne ou com um peito de frango que ande perdido pelo frigorífico – nós temos muitas vezes esse problema, uma vez que somos dois e as embalagens normalmente trazem três peitos.

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Enchiladas de porco e feijão preto

Numa frigideira grande, com um fio de azeite, alourei bastante alho e uma cebola picada. Juntei uns cubinhos de bacon e um tomate maduro, cortado em cubos. Acrescentei um bocadinho de polpa de tomate e meia lata, das pequenas, de feijão preto. Temperei com sal, piri-piri, cominhos, alho em pó e uma pitada de paprika. Deixei apurar e misturei duas medidas de porco desfiado, desligando o fogo em seguida. Com este refogado, recheei duas daquelas tortillas que tenho sempre em casa, enrolando-as e fechando as pontas para dentro do rolo. Coloquei-as numa travessa de forno e reguei com uma mistura feita com a varinha mágica: um tomate maduro, um fiozinho de azeite, orégãos, sal e uma pitada minúscula de cominhos. Por cima, mozzarella ralado ou esfarelada à mão. Vai ao forno a 200ºC, até estar dourado.

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Esta receita é excelente porque, se acompanhada por uma salada, é completa e não muito pesada. Sabe mesmo bem naquelas noites de sofá, em que ao jantar se segue um filme ou dois e longas e exaustivas doses de fazer nenhum.

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(apesar de muito boas, as enchiladas são horríveis de fotografar. Bem piores que as massas! Por isso desculpem-me por não incluir nenhuma fotografia do interior, mas não consegui nenhuma apresentável)

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Regressemos ao porco

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No meio da confusão, o porco, que é tão bom, passou despercebido. Por isso resolvi puxá-lo novamente para a ribalta e sigamos para bingo – afinal, este é um blog sobre comida, não sobre boas maneiras blogosféricas.

Seguindo o conselho da Fine Cooking, fiz mais porco do que o que seria necessário para duas pessoas. As sobras, garantiam-me, iam ser tão ou mais saborosas e garantir refeições rápidas e fáceis nos dias seguintes – o sonho de qualquer pessoa que almoça sozinha todos os dias. Portanto, sobrou porco.

Tenho de confessar que não gosto de carne re-aquecida. Se com quase tudo o resto não me importo, com as carnes tenho sérios problemas. Não gosto do sabor com que ficam. E portanto a minha primeira refeição rápida e fácil com as sobras do porco foi com porco frio.

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Fiz uma salada de rúcula, temperada com azeite e muito pouco vinagre. Cortei um tomate em cubinhos e piquei um bocadinho de cebola. Peguei numa tortilla daquelas que costumo ter sempre em casa e nela coloquei a salada, o tomate, a cebola e por cima o porco. Uma pitada minúscula de flor de sal, outra mais generosa de orégãos e estava pronto o almoço. O porco é tão saboroso que precisa de poucos floreados. A cebola crua trouxe um contraste muito agradável e fresco. E acho que também teria ficado óptimo com uns coentros picados por cima, mas não havia. Ou com queijo esfarelado por cima. Ou…

Foi simples, foi rápida e foi deliciosa. E ainda sobrou carne para mais!

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5 horas e 1/2

O mundo dos assados não é muito explorado cá em casa. Nós usamos o forno frequentemente, sobretudo para assar pão ou pizzas caseiras, os ocasionais biscoitos e os ainda menos frequentes bolos. Mas assados, daqueles com carne (ou peixe), molho, batatinhas, não fazemos muito. Para grande pena do meu marido, devo dizê-lo.

E não fazemos por motivos simples: eu sabia que nenhum assado feito por mim estaria, algum dia, à altura da vitela assada de Arouca ou do frango assado que a minha mãe faz todos os Domingos. E como não gosto de ser apenas mediana, decidi nunca entrar nesse mundo.

A coragem voltou quando vi uma receita num exemplar da revista Fine Cooking, que o Zé me trouxe de San Diego. Coincidentemente, na mesma semana vi outra receita parecida, no programa “Jamie at Home”, do Jamie Oliver. Parecia que os astros estavam a tentar dizer-me qualquer coisa. E como podia eu ser a esposa primorosa que procuro ser (e quem me conhece bem está agora a rebolar às gargalhadas) sem saber fazer o prato que o meu marido mais gosta? Imagens de uma dona de casa, de bandolete e saia rodada, com uma travessa de assado na mão, a abrir, sorridente, a porta ao marido que chega do trabalho invadiram-me logo ali. Eu tinha de estar à altura, não fosse aparecer-lhe uma flausina de assado na mão e levar-me o marido!

O primeiro problema era descortinar a que parte do porco se referia a receita. Não percebo absolutamente nada de cortes de carne em português, quanto mais em inglês! Com esforço e ajuda do senhor Licínio, o senhor do talho, lá descobri que o melhor era a pá de porco, sem osso e com a camada superior de gordura, para manter a carne húmida. Voltei para casa feliz e contente. A receita pedia que o porco fosse temperado com sal e pimenta e deixado pelo menos uma noite no frigorífico, coberto. Eu queria fazer o assado nesse dia, não havia tempo a perder! E por isso não fiz salga prévia, não deixei marinar. Na hora do forno, esfreguei-o bem com sal e lá fomos nós! Forno a 150ºC e o porco a assar, gordura para cima, durante 4 horas e 1/2.

Voltei para o escritório e fiquei de nariz à espreita. O cheiro começou a invadir a casa mais ou menos 1h depois de ter começado a corrida. Mais 1h e fui, sorrateira, enfiar dois raminhos de alecrim debaixo do porco, para dar algum sabor, e desfazer umas folhas de salva seca por cima. E esperei.

Findas as 4h e 1/2, tirei o porco do forno. Acrescentei-lhe a companhia de umas poucas batatas (que no código do meu querido marido assado sem batata é como pão sem manteiga), umas cenouras, cebolas em fatias grossas e muitos dentes de alho. 1 copo de vinho branco, outro de água. Polvilhei os acrescentados com sal grosso e mais alecrim, desta picado. Mais 1h de forno.

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Quando o Zé chegou, toda a casa cheirava maravilhosamente. Quase consegui ver aquela mãozinha de fumo a puxá-lo pelo nariz, da porta até à cozinha. Nesse dia comemos muito. Eu nunca tinha comido um porco assado tão saboroso. E o meu marido tinha finalmente um assado à altura dos assados da vida dele. O porco desfazia-se na boca, tenro e saboroso, com um toque leve de alecrim. Quando o Zé me disse que entrava directamente para o top5 dos assados, eu, que de dona de casa dos anos 50 tenho muito, muito pouco, tive vontade de o esperar, assado numa mão, chinelos na outra, sorriso e bandolete, todos os dias dali para a frente.

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nota: esta é a receita que o Eduardo fez no Inter-blogs. A versão do menu que eu construí para ele substituía a batata por castanha e eliminava a sálvia.

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