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Archive for the ‘Presunto’ Category

No dia em que fiz o creme de favas, acompanhei-o com uma quesadilla. Não sei se poderei chamar-lhe isso, porque sinceramente não sei se a minha obedeceu às regras de uma verdadeira quesadilla. Mas também não importa: eram duas tortillas com queijo e algo mais no meio – para mim era uma quesadilla.

Tortillas são daquelas coisas que há sempre cá por casa. Compram-se aos pacotes, duram imenso tempo e são excelentes quando não há pão e se quer fazer qualquer coisa rápida. Ultimamente tenho comprado umas integrais, que são muito boas. Nesse dia peguei em duas delas, pincelei-as com azeite, acrescentei mozzarella e presunto e umas folhas rasgadas de manjericão. Numa frigideira bem quente (mas sem gordura!) aqueci-a, de um lado e de outro, até estar ligeiramente torrada e com o queijo derretido. Tirei-a e cortei-a em quatro.

Podem usar-se os mais variados recheios, os mais variados queijos. Cá em casa, como não somos os maiores fãs de queijo, preferimos os de sabor mais suave. Mas a imaginação é o limite e com tantas ervas, tantos queijos, todo um mundo de sabores é possível. E brincar com os sabores é tão bom! Bom Domingo!

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Pizza é uma coisa que faço muito em casa. E que raramente como fora. Custa-me, nos dias de hoje, comer pizza fora de casa quando a minha, caseira e fresca, me sabe sempre muito melhor. Normalmente só como pizza fora de casa quando feita em forno a lenha. Porque têm aquele saborzinho especial.

Mas como eu dizia, pizza é coisa que faço muito. Com massas diferentes, molhos diferentes, ingredientes não muito diferentes. Não vario muito, gostamos da minha versão. Além disso sou daquelas pessoas que abomina certas coisas na pizza – sobretudo o ananás.

Não vario no recheio, mas vario nos outros básicos: experimento quase sempre uma receita de massa diferente, em busca da massa perfeita. Ainda não a encontrei, mas também ainda não experimentei todas as que tenho guardadas, à espera. Quero uma massa saborosa, que fique fina e crocante, que acrescente algum sabor, sem deixar de ser uma boa base para se trabalhar uma receita por cima. Enfim, quero muita coisa de um só pedaço de massa. Mas vou continuando a tentar.

Quando não me apetece nada de complicado ou que me dê mais trabalho do que aquele que quero ter, regresso a esta receita de massa. Porque é simples, porque é a máquina de pão que a faz e porque sei que funciona. É deste livro e eu recomendo. Sobretudo a quem tiver máquina de pão, porque fica tudo tão mais fácil!… Acho que também dá para arregaçar as mangas e sová-la à mão, mas eu sinceramente ainda tenho alguns problemas com o descobrir o prazer de o fazer. Mas eu chego lá!

Para dentro da máquina vão, então, e pela seguinte ordem:

  • 1 medida de água morna
  • 1 colher de chá de sal
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 3 chávenas de farinha para pão
  • 1 pacote de fermento biológico (11g)

Normalmente junto-lhe também uma colher de sopa de alho em pó e outra de orégãos ou manjericão, conforme me apetece. A massa fica com muito mais sabor. A receita dá para duas bases de uma massa fininha. Esta foi feita para mais pessoas, por isso usei a receita toda. Estendi a massa, pu-la num tabuleiro e cobri com o básico: molho de tomate do mais simples (alho salteado em azeite, uma lata de tomate em pedaços, sal e orégãos, deixa reduzir, manjericão fresco), cogumelos frescos laminados, um bom chouriço em pedaços pequenos e uma cebola grande, às meias luas, salteada previamente em azeite, até ficar bem dourada (parece estranho, eu sei, mas não imaginam como fica delicioso! Dá um sabor bem diferente à pizza). Por cima, neste caso, fatias finas de presunto, mozzarella e orégãos. Foi ao forno até estar pronta. Saiu e foi coberta com rúcula e um fio de azeite.

Esta é uma versão mais fresca e para a fazer mais leve, às vezes, corto o chouriço e os cogumelos do recheio. Fica deliciosa! E bonita!

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Sinceramente nunca sei que lhe chamar. Não gosto muito de sanduíche, porque me apetece sempre escrever sandwich, e menos ainda porque cá por Portugal esta coisa parece ter género indefinido – ora é o sanduíche, ora a sanduíche. A sande ainda gosto menos, parece-me sempre que lhe falta qualquer coisa. O s, pois. Mas a sandes não melhora. Parece uma coisa plural usada em singular. Enfim, esquisitices minhas. Posso sempre chamar-lhe pão com coisas. Ou não lhe chamar nada, estar caladinha e usar a boca só para a comer. Ou o comer, pois.

Há uns dias o Daniel perguntava no seu Panela de Cobre qual era a nossa preferida (pela sanidade mental de quem vai ler este post, vou optar por me referir à coisa como “a sanduíche”). Eu respondi-lhe. Mas fiquei a pensar.

Ora, eu sou de luas. Ou melhor, de fases. A minha sanduíche preferida vai mudando, não consoante a estação, mas consoante, parece-me, os ingredientes de que mais gosto, a determinado momento. Que não são sempre os mesmos, claro está. Vão mudando com as descobertas, as redescobertas e as luas. A primeira de que me lembro era uma versão da tosta mista (o misto quente do Brasil) com presunto em vez de fiambre, um fio de azeite e orégãos. Uma tosta mista armada em fina, portanto. Mas deliciosa! Entretanto passei por mais dois ou três sanduíches, até chegar à de hoje. Que é muito simples, também.

Porque eu acho que uma sanduíche, a ser para fazer em casa, tem de ser algo simples e rápido, que alimente e seja agradável. Se for para demorar muito tempo, ser muito complexa, levar 26 ingredientes e mais 5 molhos, mais vale ir comê-la fora.

Daí as minhas serem sempre tão básicas. Esta é: pão do que houver (eu prefiro do de sementes: sésamo, linhaça, girassol, …), presunto em fatias finas, rúcula e pesto. Mais nada. O pesto pode ser caseiro, mas eu tenho sempre no frigorífico um frasco de uma excelente marca de que já falei e que uso para estas coisas. Abre-se o pão, barra-se um dos lados com pesto, põe-se o presunto por cima, a rúcula, fecha-se e come-se. Também se pode fazer a versão quente, com mozzarella entre o presunto e o pesto, levar à torradeira e só depois de derretido o queijo acrescentar a rúcula (que a rúcula na torradeira murcha e fica horrível). É tão bom! E fácil e rápido e nutritivo. Faz um almoço rápido, um lanchinho reforçado, um petisco. Dá pouco trabalho e muito prazer. Seja feminino ou masculino!

 

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