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Archive for the ‘Risotto’ Category

Cá em casa os risottos são sempre aldrabados. Mas são algo a que recorremos com alguma frequência, quando não há nada planeado, quando está frio ou simplesmente quando nos apetece.

Esta receita descobri numa Good Food, revista que compro sempre que encontro. Já o fiz há algum tempo e nunca mais repeti. Mas devia, porque ambos gostámos muito do resultado. Tem a grande vantagem de ser feito no forno e, como tal, não implica que esteja ali, de barriga colada ao fogão, a mexer interminavelmente até que o arroz esteja pronto. Que, vamos concordar, é a parte mais irritante de fazer risotto.

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Risotto de pimento vermelho, feito no forno
(ligeiramente adaptado da revista Good Food)

Ingredientes:

  • 1 colher sopa de azeite
  • 1 cebola picada
  • 300g de arroz para risotto
  • 100ml de vinho branco (opcional, pode usar-se mais caldo)
  • 400g de tomate pelado (de lata)
  • 200g de pimento vermelho assado e pelado
  • 75g bacon cortado em cubinhos
  • 500ml de caldo de legumes
  • salsa picada
  • parmesão para servir (opcional)

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Numa panela que possa ir ao forno (usei uma de ferro), aqueça o azeite e frite a cebola até estar translúcida. Acrescente o bacon e frite mais uns minutos, sem deixar queimar. Acrescente o arroz, misture bem e deixe fritar durante 1 minuto. Acrescente o vinho e mexa até que o líquido seja todo absorvido. Junte então os tomates, pimentos e 400ml do caldo de legumes. Cubra e leve ao forno por 25 minutos, até que o arroz esteja tenro e cremoso.

Antes de servir, misture o restante caldo de legumes e a salsa picada, polvilhe com lascas de parmesão e sirva.

risotto-de-pimento

O nosso arroz não levou parmesão, por razões óbvias. Também não levou salsa porque não havia, mas levou umas (poucas!) folhinhas de manjericão cortadas bem fininho. De tanto esperar e andar, acabou por ficar um pouco seco e na fotografia não parece tão delicioso como estava. Falta-lhe o caldo do risotto. Mas não estava nada empapado e a falta de caldo não diminuiu em nada o prazer com que o comemos.

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Este foi o último prato em que utilizei o recheio. Não foi propriamente um improviso, nem algo rápido de fazer. Mas cozinhar, para mim, é um acto de relaxamento, uma forma de desligar a cabeça de tudo o resto e de me concentrar só nos sabores, nas texturas, nas cores. E quando volto àquilo que me consome, parece estar tudo mais claro. E eu menos cansada!

Há muito tempo que queria experimentar fazer um risotto. Claro que isso, cá em casa, coloca imensos problemas. Nem eu nem o Zé gostamos muito de molhos com queijo ou muita manteiga – requisitos fundamentais de um bom e típico risotto. Mas já vi imensas receitas de risotto que não levam nem um nem outro e nem mesmo natas como substituição. Daí o nome – risotto batoteiro! O caldo fica cremoso (claro, não ficará, de certeza, tão cremoso como se levasse o queijo e a manteiga) só pela presença dos amidos do arroz – que tem, obrigatoriamente, de ser arroz para risotto. Pode escolher-se entre o arborio, o carnaroli ou o vialone. Estes dois últimos são considerados os melhores para risotto e já podem ser facilmente encontrados aqui em Portugal.

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Risotto batoteiro de frango e espinafres

Ingredientes

  • 1 medida de arroz (usei o carnaroli)
  • 750l de caldo de legumes (usei 600ml de caldo e 150ml de bom vinho branco)
  • 1/2 receita de recheio
  • 1/2 medida de ervilhas (usei congeladas, que cozi previamente)
  • sal
  • azeite
  • alecrim fresco

Numa frigideira bem larga (ou prato de paella, para quem tiver), de fundo grosso, aqueci um fiozinho de azeite. Juntei o arroz e, mexendo sempre, deixei “fritar” levemente. Em primeiro lugar, adicionei metade do vinho branco (o restante misturei com o caldo de legumes). Mexi delicada e continuamente até que praticamente todo o vinho tivesse evaporado. Juntei então uma concha de sopa de caldo e mexi novamente até quase todo o líquido ter desaparecido. Repeti o processo, concha atrás de concha, até o arroz estar praticamente cozido – atenção que a textura de risotto não é mole, como a do arroz de todos os dias. Aqui os bagos ficam ligeiramente al dente. Um bocadinho antes deste ponto, juntei o recheio. Continuei com as conchas de caldo e no fim, com a última concha, juntei as ervilhas e o alecrim fresco picadinho. Deixei que se evaporasse essa última concha de caldo, ficando só um restinho no fundo da frigideira. Acertei o sal e servi.

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Fazer risotto não é difícil. Só é preciso um bocadinho (hmm, ok, bastante!) de paciência. Não se pode sair da cozinha, parar de mexer ou deixar secar. Mas fora isso é fácil! O meu ficou um bocadinho seco demais (mas não tanto como parece na foto). Um risotto com a textura ideal, segundo o Anthony Bourdain, é aquele que, quando colocado num montinho no meio do prato, se espalha ligeiramente, mas sem ficar completamente espalmado (como o nosso arroz malandro fica). O meu não espalhou quase nada. Claro que um risotto batoteiro não tem aquele brilho sedoso que um risotto tradicional tem – falta-lhe a gordura para isso. Mas mesmo assim devia ter ficado mais húmido – prova não superada.

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Não sabia como o Zé ia reagir ao risotto. Achei que não fosse protestar muito, até porque ele adora arroz. Mas fiquei muito surpreendida quando vi que ele tinha realmente gostado. Tanto que ontem à noite, quando viu que eu ia cozinhar frango, pediu o risotto outra vez! Não lhe fiz a vontade, mas fiquei feliz com o pedido!

E com esta receita termino a saga do recheio. Espero que tenha sido útil, sobretudo como forma de poupança de tempo, por conseguir tirar três receitas diferentes de uma mesma base. Amanhã retomamos a programação habitual! Aposto que já têm saudades… Eu tenho!

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