Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for the ‘Tomilho’ Category

Chove nuns dias, faz sol nos outros. A escola já aperta em trabalho mas a cabeça ainda se sente de férias. Já é Outono ou ainda o fim do Verão?

O fim dos pêssegos à vista fez com que enchesse a minha cesta com mais olhos que barriga e os coitados cá ficaram, a finar-se como o mês de Setembro, tristemente acompanhados de umas ameixas demasiado ácidas para a minha boca. Era urgente não desperdiçar os últimos gomos de Verão, o resto do sumo dourado e doce dos dias que se arrastam em raios de sol. Uma sobremesa com um pé na estação que entra e a saudade na estação que se vai, quente e fria e indecisa como estes últimos e primeiros dias.

.

Cobbler de pêssego e ameixa

(imaginado a partir do da Patrícia)

recheio:

  • 90g açúcar branco
  • 2 colheres sopa de farinha de trigo
  • raspa de 1 limão pequeno (usei lima, que era o que tinha em casa)
  • ½ colher chá de gengibre em pó
  • ½ colher chá de canela em pó
  • 1 colher sopa de folhas de tomilho limão, fresco
  • 1kg de pêssegos e ameixas, cortados em gomos

cobertura:

  • 100g farinha de trigo
  • 2 colheres sopa de açúcar branco
  • 1 colher chá de fermento em pó
  • 30g manteiga com sal, gelada e cortada em cubos pequenos
  • 120ml de natas frescas
  • açúcar demerara para polvilhar

Pré-aqueça o forno a 190ºC. Unte com manteiga um recipiente de forno (usei um pirex) e reserve.

Para o recheio: num recipiente grande, misture o açúcar, a farinha, raspas de limão, canela e gengibre. Acrescente os pêssegos e ameixas fatiados e misture cuidadosamente, envolvendo-os bem na mistura de açúcar e especiarias. Disponha a fruta no recipiente de forno previamente untado. Polvilhe com as folhas de tomilho e reserve.

Para a cobertura: numa tigela, misture a farinha, o açúcar e o fermento. Adicione a manteiga e, usando as pontas dos dedos, esfarele-a com a farinha, para obter uma massa semelhante a migalhas. Acrescente as natas e misture com um garfo, até ter uma massa macia – pode precisar de acrescentar mais farinha; se for o caso, faça-o uma colher de sopa de cada vez. Leve ao frigorífico durante 10 minutos.

Retire a massa do frigorífico. Com ajuda de uma colher de sobremesa, faça pequenas bolas de massa e disponha-as sobre a fruta – não se preocupe se não cobrir todo o recheio. Polvilhe com o açúcar demerara e leve a assar, 30-40 minutos ou até que a massa esteja dourada e o recheio esteja a borbulhar. Retire do forno e deixe arrefecer 10 minutos. Sirva simples ou com uma bola de gelado de nata.

.

O cobbler foi feito para o almoço e pouco sobrou para a fotografia. Estava em pleno esforço criativo quando vejo uma pata entrar pelo enquadramento – só tive tempo de disparar e dar uma palmadinha no gato atrevido. Salvou-se a última taça, que me fez companhia no sofá, neste domingo dividido entre o descanso e o trabalho de preparação da semana. Parece que chegámos mesmo ao fim das férias.

Anúncios

Read Full Post »

Há receitas que teimam em ficar mal nas fotografias e que acabam por nos vencer pelo cansaço. Há dias em que nada parece estar no ponto exacto – a luz é má e eléctrica, o enquadramento uma desgraça e nem o prato ajuda. Junte-se a isso a fome que espera pelo fim da sessão  e a falta de paciência de quem não faz disto vida e o resultado só pode ser fraco.

E depois fico ali, naquele limbo entre as más fotografias e as excelentes receitas. As menos boas esquecem-se, não fazem falta. Mas as boas, aquelas que nos agarraram pelo nariz e pelo estômago, merecem ser partilhadas. Mesmo que as fotografias, em sessões sucessivas, não lhes façam justiça.

.

Beringelas à grega

(adaptado de How to roast a lamb, Michael Psilakis)

para 4 pessoas

  • 4 beringelas pequenas, cortadas ao meio
  • 250g carne de vaca picada
  • 1 cebola pequena, finamente picada
  • 2 folhas de louro
  • 2 colheres sopa de pasta de tomate
  • 80ml vinho tinto
  • 800ml água
  • 1 colher chá de tomilho seco
  • 2 colheres chá de canela
  • azeite
  • sal
  • queijo mozzarella ralado
  • um punhado de ervas frescas (hortelã, salsa e cebolinho)

Pré-aqueça o forno a 200ºC. Faça cortes diagonais na polpa das beringelas, em cruz. Pincele-as com azeite e tempere com sal e um bocadinho de canela. Embrulhe cada meia beringela em papel de alumínio e leve a assar até que estejam tenras, 30-40 minutos. Retire do forno e, com uma colher, tire a polpa da beringela, tendo cuidado para não furar a pele. Pique a polpa retirada e reserve.

Num tacho grande, em fogo médio-alto, frite ligeiramente a cebola, em azeite (2-3 minutos). Acrescente a carne e deixe corar, mexendo frequentemente. Adicione a polpa das beringelas, o louro, 1 colheres de chá de canela e a pasta de tomate. Mexa continuamente durante 1 a 2 minutos. Junte o vinho tinto ao tacho e mexa bem. Deixe evaporar todo o álcool. Acrescente então a água, o tomilho, 1 colher de chá de sal e deixe ferver. Reduza então o fogo, cubra parcialmente o tacho e deixe cozinhar até que o molho esteja quase seco, 60-65 minutos. Verifique e mexa com frequência.

Pré-aqueça o forno a 175ºC. Ponha as beringelas num recipiente e recheie-as com o molho de carne. Cubra com o queijo ralado e leve ao forno durante 15 minutos, até que a cobertura esteja dourada. Retire, regue com um fio de azeite (ou com a gordura que tenha ficado no fundo da travessa) e polvilhe com as ervas frescas picadas.

.

Cá em casa este prato foi uma aposta arriscada. Sou a única fã de canela da nossa mesa e, para não abusar, reduzi um bocadinho as quantidades da receita original. Para nós ficou óptima assim – tanto que se eu não lhe dissesse que tinha canela, ele não adivinhava, apesar de ela estar, inquestionavelmente, ali e de ser muito responsável pelo sabor final deste prato.

É uma receita leve, se servida com uma salada. Ou mais substancial, se acompanhada de arroz. De uma forma ou de outra, é uma boa ideia para as beringelas que já andam por aí e que vão continuar a aparecer até Outubro.

Read Full Post »

Um bolo que passa de mão em mão, que corre cozinhas e pratos e enche de sorrisos gulosos quem o prova. Da Deb para mim, para a Moira e de volta para mim. Farinha, açúcar, frutas pequenas. Manteiga que suja as mãos que untam o prato que recebe o bolo. Alquimia fácil, sem truque de magia, mas que com magia se parece.

Bolo que se faz em 10 minutos, assa em 30 e se come no piscar de um olho. Bolo que se presta a ideias e invenções, a misturas ousadas de sabores ou ao conforto dos velhos conhecidos. Desta vez, pêssegos pequeninos dados pela Senhora Maria, a velhinha simpática da Ponte, que conta na cara as histórias que já viveu. Que nos recebe sempre com um sorriso, um ralhete de quem já não nos vê há quase um ano. E que nos enche as mãos de frutos, de lenha miúda para a fogueira, as idas à água de conversas. Peguei nos pêssegos, últimos cheiros do Verão, e misturei-lhes cheiros quentes de Outono. Um bolo aromático e delicioso, de despedida.

.

Bolo de pêssego, cardamomo e tomilho

  • 85g manteiga sem sal, à temperatura ambiente (e mais um bocadinho para untar o prato)
  • 188g farinha
  • 1 ½ colher chá de fermento
  • ½ colher chá de sal
  • 150g + 2 colheres sopa de açúcar branco
  • 40g açúcar mascavado
  • 1 ovo grande (ou 2 pequenos)
  • 118ml leite
  • 1 colher chá de extracto de baunilha
  • 1 pitada de tomilho seco
  • 2 vagens de cardamomo
  • 400g de pêssegos, descascados e cortados ao meio

Pré-aqueça o forno a 165ºC. Unte com manteiga uma forma de tarte ou um prato de pirex.

Num almofariz, moa o tomilho e o conteúdo das 2 vagens de cardamomo.

Num recipiente, misture a farinha, o fermento e o sal. Acrescente 2 pitadas da mistura de tomilho e cardamomo e reserve.

Com a batedeira, bata bem a manteiga com o açúcar, até obter uma massa pálida e fofa. Adicione o ovo, o leite e a baunilha e bata até estar homogéneo.

Acrescente a mistura de farinha gradualmente, e vá misturando com uma colher de pau. Não bata a massa demasiado.

Deite a massa na forma previamente untada. Disponha os pêssegos, com o lado do corte para baixo, enterrando-os ligeiramente na massa. Ponha-os numa só camada. Polvilhe com as restantes 2 colheres de sopa de açúcar e mais uma pitada de tomilho seco e leve ao forno até que um palito saia seco. Isto vai depender muito do forno – no meu demorou 30 minutos.

 

.

Este é um bolo diferente, mais apreciado pelos crescidos. Pode ajustar a quantidade de especiarias, caso seja grande apreciador. A massa fica perfumada e, junto aos pêssegos, ligeiramente cremosa. Uma perfeita sobremesa, que comemos ao almoço do último domingo de Agosto.

Read Full Post »

adeus aos pêssegos

Eu gosto muito de fruta. Muito mesmo. Tanto que acho que era capaz de viver só de fruta. Até este ano, a única fruta de que não gostava era o figo. Felizmente o Algarve fez-me abrir os olhos e desde lá já devorei alguns quilos deles, deliciada com a descoberta. O paladar também cresce, pois claro.

Gostar tanto de fruta faz com que raramente cozinhe com ela. A verdade é que, para mim,  o resultado final nunca suplanta a maravilha da fruta crua. E é por isso que quase nunca o faço. Os quilos de mirtilos que entraram cá em casa este ano tinham, também, como destino uns muffins e um gelado, mas foram todos comidos crus. Os morangos, os maracujás, as nêsperas, os pêssegos, os figos. Passo o ano à espera deles e sabem-me tão bem ao natural que acabo por ser incapaz de os cozinhar. Mas de vez em quando apetece e lá fujo à regra.

No outro dia tive uma sessão de cozinha cá em casa, com a Cláudia (que viaja amanhã!), e para a sobremesa fizemos a panna cotta do costume, receita da Elvira. Estávamos nós a fazer o coulis de maracujá para acompanhar a panna cotta quando um vizinho fica preso no elevador. Desce escadas liga para o condomínio liga para o apoio sobe escadas… o coullis tinha queimado. Era preciso improvisar.

.

Panna cotta com doce de pêssego e tomilho

Ingredientes
(para 4 pessoas)

  • 400ml de natas
  • 1 vagem de baunilha
  • 40g açúcar
  • 3 folhas de gelatina
  • 2 ou 3 pêssegos
  • açúcar a gosto (consoante os pêssegos)
  • tomilho (fresco ou seco)

Comece pela panna cotta, que tem de ir ao frigorífico pelo menos 6 horas.

Num recipiente, hidrate a gelatina num pouco de água e reserve.

Numa panela pequena, misture as natas, o açúcar e as sementes de baunilha (abra a vagem e raspe levemente com o lado rombo da faca para remover as sementes). Junte também a vagem vazia. Leve a fogo brando, mexendo sempre até ferver.

Retire então do fogão e deixe repousar 10 minutos. Retire a fava de baunilha (pode, depois, lavá-la e secá-la e aproveitá-la para fazer açúcar baunilhado ou mesmo extracto de baunilha). Escorra muito bem as folhas de gelatina, retirando-lhes o máximo de água possível. Junte-as às natas, mexendo bem com um batedor de varas (mas sem bater!), para que se dissolva completamente.

Distribua as natas por recipientes individuais e leve ao frigorífico, pelo menos 6 horas.

Corte os pêssegos em pedaços pequenos e coloque numa outra panela. Junte açúcar a gosto (eu juntei 1 colher de sopa mal cheia por cada pêssego) e leve a lume brando para cozinhar, mexendo de vez em quando.

Quando o pêssego já estiver ligeiramente mole, esmague com uma colher, mas sem o desfazer completamente. Junte então o tomilho (se for seco não junte muito, já que o sabor é mais forte) e mexa, envolvendo bem. Deixe cozinhar até obter uma consistência quase de compota.

Sirva frio ou morno, por cima da panna cotta.

.

Gosto muito de panna cotta porque se presta a muitas variações. Pode ser aromatizada com sabores que não a baunilha e acompanhada de molhos ou compotas variados. O doce de pêssego foi um contraste perfeito para a panna cotta, com o tomilho a dar um toque especial ao conjunto. Quase apetece agradecer que o vizinho tenha ficado preso no elevador.

Os pêssegos estão a acabar e agora só para o ano. Mas antes ainda vou fazer esta compota, para quando as saudades do Verão me baterem cá dentro.

Read Full Post »

Tenho andado a descuidar o meu lado fada-do-lar-cozinheira. A verdade é que a última semana não foi fácil nem leve e a cozinha é que pagou. E o meu estômago também, por arrasto. Esta semana as coisas já estão a entrar nos eixos, mas por causa da semana passada ficaram muitas coisas em atraso. Devagar lá vamos acertando agulhas. Até à próxima semana, claro está, altura em que desaparecemos para uns simpáticos dias de férias!

Já dizia a Pipoka no outro dia que quem conta um conto, acrescenta um ponto. Ou muda um ponto. Ou uma vírgula, mais pequena, não menos significativa. Andava há semanas com a tarte tatin de cebola da Suzana na cabeça. Já tinha falado dela ao meu pai, que é quem mais embarca comigo nestas coisas do “vamos fazer e provar” e a ele também lhe tinha parecido uma excelente ideia. Faltava era pô-la em prática.

tatin-de-cebola

Na semana passada comprei cebolinhas galegas e deitei mãos à obra. Como estava apertada de tempo, improvisei um bocadinho. Em vez de fazer a massa, usei um disco de massa folhada fresca, que estava cá em casa à espera de se tornar tarte tatin de maçã para o almoço de Páscoa. Como não encontrei tomilho fresco, usei seco. E como as cebolinhas eram poucas, acrescentei uma cebola média, cortada em gomos bem grossos.

De resto, segui as instruções da Suzana à risca. A tarte ficou leve e saborosa. Podia ter levado mais tomilho e uma pitada de sal, faltou-lhe algum sabor – culpa minha, que não quis exagerar no tomilho seco e acabei por usar de menos. Achei-a um bocadinho doce demais – ou tenho de usar menos açúcar ou tenho de a deixar caramelizar mais, para ficar um sabor mais uniforme entre doce e cebola. Mas é uma ideia muito agradável para acompanhar, por exemplo, um bom bife grelhado ou uma carne assada.

tatin-de-cebola-ii

Gosto muito desta troca de receitas de blog em blog, em que os pratos começam uns e acabam outros, cada nova variação um reflexo ténue da personalidade de quem o recria. Dá vida à cozinha, dá vida à comida e torna este mundo dos sabores ainda mais rico.

Read Full Post »

 

Dei muitas voltas à cabeça e ao supermercado à procura da fórmula mágica. Pensei em várias coisas e em nada em concreto. Isto é ainda mais difícil do que eu previa, pensei de dois em dois segundos. Queria fugir ao óbvio e imediato. Queria fazer mil coisas diferentes. Vim para casa com os ingredientes para fazer uma coisa e acabei por fazer outra. Mas a experiência correu bem e portanto aqui está: a primeira proposta 4 por 6!

4por61

 

Almôndegas de frango e espinafres sobre penne em puré de cenoura e cogumelos salteados

Ingredientes:

  • 350g de penne (eu usei o tricolor porque não tinha outro, mas o normal é mais barato)
  • 400g de frango (peito ou bife)
  • 300g de espinafres (congelados ou frescos, aqueles que forem mais baratos)
  • 350g de cenouras
  • 6 dentes de alho
  • 175g de cogumelos brancos frescos
  • 2 colheres sopa de tomilho seco
  • 1 colher sopa de alho em pó
  • 1 colher sopa de farinha
  • sal
  • azeite

Se usarem espinafres congelados, descongelem-nos primeiro e escorram-nos muito bem para retirar o excesso de água (podem guardar essa água para acrescentar a uma próxima sopa, terá concerteza nutrientes dos espinafres).

Começar por cozer o penne em bastante água e sal. Numa outra panela, cozer as cenouras, cortadas em rodelas grossas, com dois dentes de alho, sal e uma pitada de tomilho. Quando estiverem tenras mas não demasiado, retirar para o processador ou o copo da varinha mágica e passar, cenouras e alho, até obter um puré. Diluir com alguma da água da cozedura, até obter um molho espesso. Reservar.

Numa frigideira com um fio de azeite e um dente de alho picado fino, saltear os cogumelos cortados em lâminas finas. Acrescentar uma pitada de sal e outra de tomilho e deixar cozinhar. Quando estiverem prontos, retirar da frigideira e reservar.

Na mesma frigideira, com um fio de azeite e dois dentes de alho finamente picados, saltear ligeiramente os espinafres, folhas grosseiramente cortadas, até que murchem. Reservar. Cortar o frango em pedaços pequeninos ou picar ligeiramente no processador. Misturar os espinafres com o frango. Acrescentar ½ colher de sopa de tomilho, ½ colher de sopa de alho em pó, uma pitada de sal e a farinha. Misturar bem. Fazer pequenas bolas, ligeiramente achatadas, e fritar, de ambos os lados, na mesma frigideira, com muito pouco azeite. Retire as almôndegas e coloque na frigideira o molho de cenoura. Acrescente o restante alho em pó e tomilho e mexa bem. Acerte o sal e, se necessário, acrecente um pouco mais da água onde cozeu as cenouras (água que, se sobrar, poderá também guardar para uma próxima sopa, preservando assim os nutrientes que nela existirem). Acrescente os cogumelos e a pasta já cozida. Envolva bem e sirva em prato fundo, com as almôndegas por cima.

Como a refeição já tinha sido algo pesada, servi kiwi à sobremesa. Maduros são deliciosos e doces, para além de terem mais vitamina C do que qualquer citrino e quantidades importantes de magnésio, ferro e potássio.

 4-por-6-i

Esta primeira vez não foi fácil. Sentei o Zé ao Excel na cozinha e fizemos contas e acrescentos e reduções. Ele foi uma ajuda essencial! Pesámos ingredientes, cortámos ideias pela raíz e reduzimos tudo ao imprescindível. Conseguimos alimentar 4 pessoas com 6 euros, numa refeição completa e equilibrada, com fontes de proteína (frango e cogumelos), hidratos de carbono (a massa) e gorduras saudáveis (o azeite), cheia de nutrientes importantes como ferro, vitamina A e C, magnésio e potássio. As contas finais, com o tomilho e o alho em pó, batem nos 6€ certos. Portanto, missão cumprida! No preço e no sabor!

 .

Dica de poupança: não é totalmente verdade que os vegetais frescos sejam mais saudáveis que os congelados. Muitas vezes, nos grandes supermercados, os frescos foram apanhados ainda meio verdes e amadurecidos de forma artificial, para que nos cheguem às mãos no ponto. Em contrapartida, os congelados foram apanhados no ponto certo e congelados de imediato, garantindo que mantêm todas as suas propriedades e todo o seu sabor. Além de serem, na maior parte dos casos, mais baratos. Assim, podemos comprar sem complexos espinafres, ervilhas, favas, milho, couves de bruxelas, todos congelados, que duram mais tempo e custam menos.  O mesmo já não se aplica, em termos de poupança, às misturas de legumes, à cebola e alho pré-cortados e às batatas.

Read Full Post »

Há muitos, muitos, muitos anos, quando a Pizza Hut chegou a Portugal, tinha, no seu buffet de saladas, uma salada de batata que eu adorava. Claro que na altura nem me passava pela cabeça pensar na qualidade nutricional da dita, só interessava o facto de ser deliciosa. Há muitos anos que não como na Pizza Hut e há mais anos ainda que a dita salada de batata desapareceu. Nunca mais a comi, mas sei que é daqueles pratos muito comuns nos Estados Unidos, sobretudo nesta época de churrascos e refeições ao ar livre.

Nunca a fiz em casa, mas sempre quis experimentar. Aborrecia-me um pouco pensar nas quantidades de maionese que teria de usar – mas o que seria daquela salada de batata da minha memória sem a maionese? Não seria, concerteza, a mesma. Mas poderia ser um substituto à altura.

Inspirada pela querida Fer e pela sua salada de batata e ovo, decidi pôr mãos ao trabalho e fazer a minha.

.

Salada de batata e feijão verde

Ingredientes

  • 10 batatas pequeninas (ou 6 médias), inteiras e com casca
  • 1punhado de vagens de feijão
  • azeite
  • limão
  • mostarda
  • alho em pó (eu usei um alho assado, desidratado, que o meu pai me trouxe da Suécia)
  • sal
  • tomilho fresco

Lavei muito bem as batatas (de preferência com uma escovinha) e pu-las numa panela com água e sal, para cozer. Quando já estavam quase prontas, juntei as vagens, também inteiras, só para escaldar. Escorri e cortei batatas e vagens em pedaços médios (as batatas pequenas apenas ao meio).

Numa vasilha, bati bem 4 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa de limão e 1 colher de sopa de mostarda. Juntei o alho, o sal e o tomilho fresco picadinho e bati mais um pouco. Deitei o molho sobre as batatas ainda mornas, para que absorvessem os sabores, e reservei. Servi quando estavam frias, a acompanhar frango grelhado.

.

Queria ter usado cebolinho – porque é o tradicional e aquilo que melhor combina com esta salada – mas não tinha. Ainda não roubei uma muda de casa da minha mãe. Como não cortei as batatas antes de as cozer, elas esfarelaram um nadinha, o que as tornou esteticamente não tão bonitas mas acabou por dar um bocadinho mais de consistência ao molho.

Não é aquela salada de batata. Mas é uma salada de batata deliciosa, versátil, leve e muito saborosa!

Ah, e se sobrar – como aconteceu cá em casa – é só saltear dois dentes de alho e um bocadinho de bacon, bem picadinhos, numa colher de sopa de azeite, juntar as batatas cortadas em pedaços grossos e deixar fritar ligeiramente. Tão ou mais saboroso que o original!

Read Full Post »

Older Posts »