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Archive for the ‘Tortilla’ Category

O ritmo das semanas repete-se. Poucas horas para tanta coisa, muito cansaço para tão pouca vontade de cozinhar. Mas a cozinha é terapia, pelo menos para mim. E já aconteceu muitas vezes pensar fazer algo tão simples como umas torradas esfregadas com alho, cobertas de tomate maduro e regadas a bom azeite e pronto, está o jantar feito, e dar por mim no meio de várias panelas, sertãs e coisas semi-cozinhadas. As mãos e os ingredientes levam-me, às vezes, e no meio deles consigo desligar.

Mas mesmo sendo terapia, nunca há tempo, paciência ou energia para grandes aventuras culinárias, durante a semana. As coisas simples, que se fazem depressa, de preferência com intervalos para mais umas linhas de estudo ou mais uns exercícios, são a salvação dos jantares.

Não sei como é que esta receita nunca veio aqui parar. Acho que pensei várias vezes nela, mas achei sempre que não daria uma boa fotografia. E que era, talvez, um pouco desinteressante. Mas depois de a ter feito três vezes em três semanas, de me ter sabido sempre tão bem e de se fazer tão depressa, achei que não podia continuar a deixá-la fora do Caos.

Não é novidade para quem me lê que nós por cá gostamos muito de comidas bem temperadas. E durante uns anos comprámos daqueles kits de comida mexicana, uns para burritos e outros para fajitas. Eram bons, traziam os temperos todos e eram fáceis. Quantos jantares de burritos fizemos com os amigos! O divertido que era estarmos todos à volta da mesa a tentar enrolar a tortilla sem que a carne fugisse, o tomate caísse e o molho nos ensopasse os dedos.

Entretanto passou-nos. Mas a comida mexicana continua a apetecer cá por casa. Os kits nunca mais comprámos (embora eu deva dizer que acho que nunca serei capaz de fazer um tempero para burrito tão bom como o deles), mas as fajitas continuam a aparecer à nossa mesa. Daqui e dali, de uma receita e de outra, construí o meu tempero e agora faço-as eu, sem kit nem pacote. Só as tortillas é que continuam a ser das compradas, que não há máquina nem paciência para as abrir tão fininhas.

Fajitas

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Fajitas de frango
(para 2 pessoas)

  • 2 bifes de frango
  • 1 pimento vermelho
  • 1 cebola grande
  • 1 colher chá de paprika
  • 1 colher chá de cominhos
  • ½ colher chá de piri-piri em pó (ou mais, se quiser)
  • 1 colher chá de orégãos
  • sumo de 1 limão
  • sal

Para servir:

  • 6 tortillas
  • queijo ralado (eu prefiro mozzarella)

Comece por cortar o frango em tiras finas e compridas. Coloque num recipiente, regue com o sumo do limão e adicione as especiarias e sal. Misture tudo muito bem, para que todos os pedaços de frango tenham uma leve capa de especiarias e deixe marinar umas horas (pode deixar de um dia para o outro; eu, em desespero de causa, deixo marinar 30 minutos).

Corte o pimento em tiras finas e a cebola em gomos. Numa frigideira larga, aqueça um generoso fio de azeite e frite ligeiramente cebola e pimento, até que comecem a ficar um pouco moles e a cebola se mostre dourada. Retire para um prato e reserve.

Acrescente um bocadinho mais de azeite à frigideira e frite as tiras de frango, cerca de 1 minuto de cada lado. Junte a cebola e o pimento reservados, uma pitada de sal e mexa bem. Acrescente um pouco de água, de forma a fazer algum molho, mas mesmo só um bocadinho. Deixe cozinhar mais uns minutos (tendo o cuidado de não cozinhar demasiado o frango, para que não fique seco), acerte o sal se necessário e retire para um recipiente.

As tortillas devem apenas ser aquecidas. Costumo empilhar as seis e levar 1 minuto ao microondas.

Para comer, coloca-se a tortilla no prato, por cima um pouco da mistura de frango, pimento e cebola, polvilha-se com o queijo ralado e dobra-se a tortilla – mais ou menos como mostra o Jack.

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Em menos de nada está o jantar pronto. E é uma refeição completa. Costumo acompanhar com uma salada, que vamos petiscando entre trincas e malabarismos para não deixar que a fajita se desmanche.

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Esta semana tem sido complicada. Sem tempo para nada. Ao jantar repetem-se velhos favoritos ou faz-se uma massa rápida, para despachar. Os almoços são ainda mais rápidos, fruta e sopa, sobras do jantar de ontem. Cozinhar só para mim continua a ser uma chatice.

Mas hoje não havia sopa. Nem sobras de ontem. Nem nada que fosse rápido e imediato. Havia, sim, ainda um pouco da massa dos falafel de há uns dias, à espera de tempo para ser enrolada, passada em pão ralado e congelada. E havia as tortillas do costume. E cogumelos.

hamburger-de-grao-de-bico

Numa colher de sobremesa de azeite e meio dente de alho picado, alourei 3 ou 4 cogumelos em fatias. Quase no final acrescentei o restante alho picado. Reservei. Fiz um hamburger fino com a massa de grão-de-bico e fritei ligeiramente noutra colher de sobremesa de azeite, virando a meio para que dourasse de ambos os lados. Numa tortilla, fiz uma cama de alface, acrescentei duas folhas de hortelã bem picadas, o hamburger, os cogumelos e um cheirinho de parmesão ralado. Aqueci tudo no grelhador das tostas mistas e pronto – almoço.

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Comi acompanhado de uma chávena de chá verde com jasmim, frio. Foi rápido, saboroso e nutritivo. Agora vou ali comer um kiwi e pronto, já estou almoçada.

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Como já vos disse, sobrou muito porco. Das várias coisas que fiz com ele, esta foi uma das mais saborosas. É um prato que faço normalmente, quando tenho de improvisar o jantar, e que nos sabe muito bem. Além disso, é fácil e rápido e pode ser feito com sobras de qualquer tipo de carne ou com um peito de frango que ande perdido pelo frigorífico – nós temos muitas vezes esse problema, uma vez que somos dois e as embalagens normalmente trazem três peitos.

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Enchiladas de porco e feijão preto

Numa frigideira grande, com um fio de azeite, alourei bastante alho e uma cebola picada. Juntei uns cubinhos de bacon e um tomate maduro, cortado em cubos. Acrescentei um bocadinho de polpa de tomate e meia lata, das pequenas, de feijão preto. Temperei com sal, piri-piri, cominhos, alho em pó e uma pitada de paprika. Deixei apurar e misturei duas medidas de porco desfiado, desligando o fogo em seguida. Com este refogado, recheei duas daquelas tortillas que tenho sempre em casa, enrolando-as e fechando as pontas para dentro do rolo. Coloquei-as numa travessa de forno e reguei com uma mistura feita com a varinha mágica: um tomate maduro, um fiozinho de azeite, orégãos, sal e uma pitada minúscula de cominhos. Por cima, mozzarella ralado ou esfarelada à mão. Vai ao forno a 200ºC, até estar dourado.

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Esta receita é excelente porque, se acompanhada por uma salada, é completa e não muito pesada. Sabe mesmo bem naquelas noites de sofá, em que ao jantar se segue um filme ou dois e longas e exaustivas doses de fazer nenhum.

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(apesar de muito boas, as enchiladas são horríveis de fotografar. Bem piores que as massas! Por isso desculpem-me por não incluir nenhuma fotografia do interior, mas não consegui nenhuma apresentável)

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almoco-flor

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Tortillas de trigo frescas, folhas de rúcula, tomate seco feito em casa (acho que nunca mais comprarei tomate seco na vida), pedaços de mozzarella. Um almoço corrido, rápido de fazer e comer que o tempo não pára e a pressa era muita.

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No dia em que fiz o creme de favas, acompanhei-o com uma quesadilla. Não sei se poderei chamar-lhe isso, porque sinceramente não sei se a minha obedeceu às regras de uma verdadeira quesadilla. Mas também não importa: eram duas tortillas com queijo e algo mais no meio – para mim era uma quesadilla.

Tortillas são daquelas coisas que há sempre cá por casa. Compram-se aos pacotes, duram imenso tempo e são excelentes quando não há pão e se quer fazer qualquer coisa rápida. Ultimamente tenho comprado umas integrais, que são muito boas. Nesse dia peguei em duas delas, pincelei-as com azeite, acrescentei mozzarella e presunto e umas folhas rasgadas de manjericão. Numa frigideira bem quente (mas sem gordura!) aqueci-a, de um lado e de outro, até estar ligeiramente torrada e com o queijo derretido. Tirei-a e cortei-a em quatro.

Podem usar-se os mais variados recheios, os mais variados queijos. Cá em casa, como não somos os maiores fãs de queijo, preferimos os de sabor mais suave. Mas a imaginação é o limite e com tantas ervas, tantos queijos, todo um mundo de sabores é possível. E brincar com os sabores é tão bom! Bom Domingo!

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